Poder

Declaração lamentável…

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É, no mínimo, lamentável a declaração do promotor Paulo Ramos, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária, contra profissionais da imprensa maranhense após a coletiva realizada na última quinta-feira (3). A coletiva foi convocada pelo próprio promotor, para tratar sobre as denúncias assinadas por ele contra o esquema criminoso que desviou R$ 410 milhões da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) entre os anos de 2009 e 2014.

Em um texto publicado no Facebook, após a coletiva, o promotor afirmou que deveria ter levado em consideração que “estava lidando com pessoas que não cultivam da boa fé”, referindo-se aos profissionais de imprensa do Estado.

A infeliz declaração foi motivada por um deslize cometido por ele durante a coletiva, e que evidentemente não passou despercebido pelos jornalistas que estavam presentes. Quando perguntado se tinha feito alguma solicitação de prisão, o promotor Paulo Ramos afirmou: “Eu não disse que não fiz. Eu fiz. Eu só não quero antecipar, porque perde o sentido. Já que vai ser decidido na sexta, até por um acordo que fiz com a juíza, então vou esperar a manifestação em respeito a ela”. Veja o vídeo clicando aqui.

Ora, os veículos de comunicação da capital, entre eles o Blog do Neto Ferreira, apenas noticiaram um fato confirmado pelo próprio promotor. Paulo Ramos realmente fez um acordo com a juíza Cristina Ferraz. Os jornalistas que foram covardemente acusados de má-fé não inventaram esta informação.

Ocorre que, dada a ampla divulgação das suas denúncias por parte da blogosfera maranhense, o promotor Paulo Ramos acabou concluindo que os blogs estavam do seu lado. Enganou-se. O Blog do Neto Ferreira não está comprometido com lados, mas sim com fatos; em passar informações de forma responsável aos seus leitores.

O curioso é que, enquanto a blogosfera noticiou apenas sobre as suas denúncias, Paulo Ramos aplaudiu os profissionais responsáveis. O promotor ficou tão empolgado com a repercussão, inclusive em veículos nacionais, que convocou a coletiva de imprensa. Seu desejo, antes de tudo, era ser visto. Ele queria que o Brasil conhecesse o rosto por trás das polêmicas denúncias, que envolvem nomes de peso da política maranhense, como o da ex-governadora Roseana Sarney.

A Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) na tentativa de encobrir tal acordo, que no mínimo é estranho, lançou uma nota jogando a culpa para os veículos de comunicação e desmerecendo o trabalho e a credibilidade dos mesmos.


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