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Relatório do COAF aponta 355 movimentações atípicas da Dimensão Engenharia

Servidores da Prefeitura de São Luís atuaram em esquema comandado por Barbosa

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Proprietário da Dimensão Engenharia, Antônio Barbosa, na sede da Polícia Federal.

A Polícia Federal, durante o processo investigatório que desencadeou a operação Lilliput, na manhã da última terça-feira (12), descobriu que, a empresa Dimensão Engenharia e Construção, de propriedade de Antônio Barbosa de Alencar, fez 355 movimentações financeiras atípicas durante o período de 2003 a 2012.

Os investigadores afirmam que, além de auditores fiscais e profissionais do ramo advocatício e contábil, havia também servidores da Secretaria Municipal de Urbanismo envolvidos no esquema criminoso comandado por Barbosa.

Segundo os autos do processo, os funcionários públicos municiais, identificados como Arivaldo Silva Braga (superintendente de Cadastro da Secretaria de Urbanismo de São Luís em 2012) e Mauro Luís Bayma do Lago Araújo, responsáveis pela fiscalização de obras e emissão de alvarás de construção, agiam em favor dos empreendimentos da Dimensão Engenharia e Construção.

“Estariam emitindo alvarás com dados ideologicamente falsos (sobretudo em relação às metragens das áreas envolvidas nos empreendimentos), proporcionando a diminuição do cálculo de imposto sobre serviços, bem como inserindo dados falsos no sistema SISOBRAPREF, pelo qual os municípios são obrigados a enviar mensalmente a Receita Federal do Brasil a partir de alvarás e documento habite-se, ocasionando assim, também a diminuição da contribuição previdenciária de responsabilidade de empresa pertencente a Antônio Barbosa de Alencar”, revelou a PF.

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Durante o período de investigação, os agentes federais também receberam o relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeiras – COAF, no qual são apontadas 355 movimentações atípicas em contas da Dimensão Engenharia entre os anos de 2003 e 2012.

No relatório de Inteligência Financeira, o COAF noticiou mais de 9 operações irregulares nos valores de R$ 100 mil nas contas da construtoras e duas em contas da empresa Saga Empreendimentos Imobiliários, no ano de 2012.

O documento destaca que dentre essas movimentações vários saques nos valores igual ou acima de R$ 100 mil foram realizados em nome de Arivaldo Silva, Mauro Bayma (auditor fiscal da Prefeitura de São Luís), Mauro Bezerra Gomes (empregado de Arivaldo), Wadson dos Santos Neto (agente penitenciário) e de Antônio Barbosa.

“Tais circunstâncias reforçaram as notícias crimes de que referida empresa utilizaria dados ideologicamente falsos, fornecidos pelos servidores do fisco municipal para dar suporte ao recolhimento a menor de tributos municipais e federais”, afirmaram os autos do processo.

Documento Barbosa


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