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Procuradoria denuncia diretor da Litucera por corrupção na saúde

A empresa Litucera "simulou fornecimento de refeições para o Hospital Tarquínio Lopes Filho, tendo recebido indevidamente o valor de R$ 783 mil".

A Procuradoria da República denunciou o diretor administrativo da empresa Litucera Limpeza e Engenharia, Edson Gabriel da Silva, por desvio de dinheiro da saúde pública do Maranhão.

Segundo a acusação, protocolada na 1ª Vara Criminal da Justiça Federal, a empresa Litucera obteve vantagens através de esquema criminosa descoberto pela investigação da Polícia Federal e relatório da Controladoria Geral da União (CGU).

A empresa Litucera “simulou fornecimento de refeições para o Hospital Tarquínio Lopes Filho, tendo recebido indevidamente o valor de R$ 783 mil”.

Na denuncia feita pelo procurador da República, Régis Richael Primo da Silva, é apontado que a quantidade de refeições faturada na nota fiscal que justificava o pagamento era sempre maior do que a quantidade de refeições informada na planilha de controle do setor de nutrição do do Hospital.

Investigação

A Litucera Limpeza e Engenharia Ltda está no inquérito da Polícia Federal como uma das empresas que mais recebeu recursos da Associação do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN) durante o esquema criminoso montado no sistema de Saúde do Maranhão.

Em um diálogo interceptado entre Edson Gabriel da Silva, Silvaney dos Santos Nascimento, ambos representantes da Litucera, e Rômulo Augusto Trovão Moreira Lima, ex-prefeito de Coroatá e sobrinho de Ricardo Murad, investigadores da PF conseguiram identificar como funcionava a organização criminosa.

“Silvaney e Edson figurariam como representantes da Litucera. Eles são pegos no grampo prestando a Rômulo esclarecimentos sobre o dinheiro que receberam, ao mesmo tempo em que cobram R$ 10.000.000,00 milhões, sob pena de parar suas atividades.

A Litucera, que tinha como representante legal Edson Gabriel da Silva, recebeu o montante de mais de R$ 44 milhões entre os anos de 2010 a 2012. “Superfaturou valores dos contratos de serviços de limpeza/higienização hospitalar em várias unidades de hospitalares e UPAs no período de 2010 a 2014” afirma a decisão da Justiça Federal.


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