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Ex-gestor do Hospital de Imperatriz é denunciado por desvios de dinheiro

A Procuradoria da República no Maranhão ofereceu uma denúncia contra o proprietário do Centro de Medicina Clínica Ltda – CEMEC e ex-diretor do Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz, Cloves Dias de Carvalho, pelo crime de desvio e lavagem de dinheiro da Saúde do Maranhão.

Conforme relatório obtido pelo Blog do Neto Ferreira, a acusação foi protocolada na 1ª Vara Criminal da Justiça Federal, pelo procurador da República, Régis Richael Primo da Silva, e diz respeito ao esquema criminoso que desviou milhões do Fundo Nacional de Saúde, do qual Cloves participou ativamente e que foi descoberto pela Polícia Federal.

“A Cemec- Centro de Medicina Clínica Ltda. foi supostamente contratada pela Bem Viver para prestar serviços de de administração e manutenção do Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz. Há, todavia, vários elementos extraídos do inquérito policial que autorizam concluir que se tratava de uma empresa instituída unicamente para desviar e lavar dinheiro público destinado às ações de saúde no Estado do Maranhão”, afirmou a denúncia.

Além de Cloves, Ruth Moreira Ambrósio, cunhada do dono da Cemec, também foi denunciada pela Procuradoria. Ruth atuava como “laranja”, no Centro de Medicina.

Ainda de acordo com o relatório, a Cemec era empresa de fachada, criada apenas desviar dinheiro público. O seu local de funcionamento oficial era na Diagsul – Instituto de Medicina Diagnóstica. “É válido afirmar que a própria Cemec é empresa de fachada. Ela sequer tem sede física , em seu endereço oficial funciona a empresa Diagsul – Instituto de Medicina Diagnóstica, cujos sócios são Emílio Borges Rezende e Charles Miranda Lopes. Registre-se nesse mesmo endereço está registrada a empresa Climédica, titularizada por Cloves Dias de Carvalho”, acusou o procurador Régis da Silva.

O valor desviado da Saúde por Cloves Dias de Carvalho foi de R$ 1,3 milhão, dos valores que foram repassados pela Bem Viver. O dono da Cemec ainda contribui para o desvio de R$ 5.495.629,49 milhões realizados pelos dirigentes da OSCIP.

Por tal conduta, Cloves Dias de Carvalho foi alvo da Polícia Federal, durante a operação Sermão aos Peixes, em novembro de 2015, que desarticulou um esquema fraudulento que desviou bilhões da Saúde do Maranhão.

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