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“Ainda estamos pagando dívidas da gestão passada”, diz secretário de Saúde

“Nós gastamos R$ 92 milhões por mês com a manutenção da nossa rede hospitalar estadual, mas é preciso mais”, declarou o secretário estadual de Saúde, o advogado Carlos Lula, em entrevista para o titular do Blog Neto Ferreira.

O gestor da SES afirmou que as despesas tem um custo elevadíssimo e, por isso, é preciso de mais de R$ 92 milhões para custear todos os gastos, pois o governo está pagando os custos atuais e as dívidas que ficaram da gestão passada. Há pagamentos atrasados com os fornecedores, porém estão sendo sanados aos poucos.

Carlos Lula ressaltou que o ano de 2015 foi difícil, mas a equipe da Saúde já começou a equacionar a política de gestão em 2016, e em detrimento disso, as contas estão fechando. “O saldo devedor da SES é fruto de muito do que foi deixado em 2014 e 2015, infelizmente o ICN (Instituto de Cidadania e Natureza) deixou uma dívida muito grande, nós ainda estamos arcando com ela, o que torna difícil a execução da política cotidiana da Secretaria, mas nós temos chamado todo os fornecedores, não temos se negado a negociar com eles”, destacou.

Durante a entrevista, o gestor da Secretaria de Saúde também falou do ex-gestor da pasta, Marcos Pacheco, e o elogiou: “Dr. Marcos é uma pessoa por quem tenho um enorme carinho, respeito e consideração. Ele entende muito do SUS (Sistema Único de Saúde)”.

Ao ser questionado sobre mudanças na SES após a saída de Pacheco do comando da Secretaria, Lula foi categórico: “Houve mudanças porque são pessoas diferentes, mas o planejamento de saúde é do estado ele se mantém independentemente de quem esteja a frente da Secretaria. Obviamente cada gestor tem seu modo de gerir, de tocar a pasta, mas o que mudou foi só o nosso modo de fazer que é um pouco diferente”.

O gestor da SES frisou que a grande preocupação agora é diante desse cenário que foi desenhado pela equipe de Marcos Pacheco para o SUS, pois é necessário dar condições para que as ações aconteçam, desse modo equacionar o a situação financeira da Secretaria de Saúde e, a partir disso dar continuidades nas políticas de saúde do estado.

Outro ponto destacado por Carlos Lula foi a situação da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) no governo. O secretário afirmou que posteriormente a posse como gestor da Saúde deixou a presidência da empresa e que a EMSERH já assumiu as unidades hospitalares que eram geridas pelo ICN, bem como as do Instituto Corpore. Este último foi em decorrência de problemas de atraso de pagamentos com os fornecedores, e por isso, não tinha como continuar no gerenciamento dos hospitais.

Ainda segundo Lula, a Empresa de Serviços Hospitalares já administra 36 unidade de saúde. “O sentido é nós termos uma política complementar, o estado exerce isso pela mão dele por meio da empresa, e contamos com a colaboração da organizações sociais para sanar todos os problemas, inclusive de inadimplência” disse.


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3 comentários em ““Ainda estamos pagando dívidas da gestão passada”, diz secretário de Saúde”

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  1. Ricardo Marinho

    Quando esse incompetentes irão deixa de joga a culpa no governo passado e começar a fazer alguma coisa? na campanha o governador falava que iria mudar a situação critica do nosso Estado, se dizia super inteligente e que saberia oque faze, porem unica coisa coisa que sabem fazer é fica olhando pra traz. chega, acho que ja deu tempo para organizar a casa e fazer alguma coisa. senhor secretario até hoje os trabalhadores da saúde estão trabalhando sem carteiras assinadas, o senhor com Jurista deve saber que isso é não é certo.

  2. mohammed Ghandi

    Quem manda na Secretária de saúde é ALANA COELHO, amante de Carlos Lula. Ela quem dá ordens, demite, contrata e pinta e borda na SES.

  3. Cazaquistão

    Hipócritas insistem em defender esse pessoal que saquearam o Maranhão e que se apossaram e continuam se apoderando das riquezas do nosso estado que apresentou índices alarmantes de extrema pobreza na gestão da EX governadora rosinha sarney, justamente comandada por um bando de ladrões na qual era chefiado pelo senhor Ricardo Murad.

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