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Relatório aponta fraudes no Hospital Macrorregional de Coroatá

O esquema seria chefiado pela coordenadora de enfermagem, Tatiana Vasconcelos.

O Blog traz com exclusividade um relatório de horas extras do Hospital Macrorregional de Coroatá, encaminhado ao Instituto Corpore, responsável pela administração da unidade de saúde.

Havia um forte indício de práticas fraudulentas no Hospital, comandadas pela coordenadora de enfermagem, Tatiana Vasconcelos. O parecer , emitido no mês de outubro de 2015, constatou uma série de irregularidades e fraudes envolvendo a coordenadora Tatiana e parte da sua equipe de enfermagem.

O documento apontou que o enfermeiro Ricardo Clayton Jansen, supervisor do Centro Cirúrgico da unidade, registrou horas extras inverídicas e injustificadas no Aviso de Ponto. Assim também, como o enfermeiro Mozart Dantas de Oliveira Neto, supervisor da UTI NEO, que assinou o ponto em dias que não trabalhou. Em situação irregular também, está o enfermeiro Silfran Silva Monteiro, que exerceu horas extras dentro da própria escala, o que não é permitido.

O relatório destacou que a coordenadora Tatiana Vasconcelos tinha ciência dos atos e era conivente com as práticas criminosas, pois havia assinado todas as horas extras. Tatiana é esposa do vereador Cássio Reis (PSDB) e tesoureira do PC do B em Coroatá.

Mesmo diante da constatação das irregularidades, Tatiana continua a ocupar o cargo de coordenadora de enfermagem. De acordo com denúncias, ela se mantém no posto por ser protegida do articulador político da região dos Cocais, Sebastião de Araújo (PC do B), mais conhecido como Ciba.

De acordo com relatos, toda e qualquer iniciativa para denunciar a coordenadora de enfermagem era punida com demissão imediata; como foi o caso do ex-diretor do Hospital Macrorregional de Coroatá, Godô Brandão, e do diretor do departamento de Recursos Humanos, Císio Janus Lopes Costa. Recentemente também foi demitida a coordenadora administrativa do Hospital, Karla Maria Carneiro.

Até hoje, algumas demissões nunca foram justificadas. Suspeita-se que todas essas dispensas foram efetivadas através de acordos políticos firmados entre o esposo de Tatiana e Sebastião de Araújo para proteger e ocultar todas as supostas fraudes cometidas pela coordenadora de enfermagem.

Outro fato intrigante ocorrido no Hospital Macrorregional de Coroatá, foi a recontratação de Tássia Vasconcelos, filha de Tatiana, que havia sido demitida por ser funcionária fantasma na unidade de saúde. Tássia publicou, no dia 15 de fevereiro deste ano, em uma rede social que estava grávida de um mês. Ela foi recontratada no mês de abril, após a confirmação da gravidez; o que não seria permitido por lei.

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