Poder

PCdoB e o homofóbico

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Uma simples nota de repúdio não seria o suficiente para demonstrar moralidade partidária contra uma postura torpe atribuída a declaração do deputado estadual Fernando Furtado, que chamou índios de ‘bando de veadinhos’.

Lá em Brasília o Arnaldo (Lacerda) viu os índios tudo de camisetinha , tudo arrumadinho, com flechinha, tudo um bando de veadinho. Então é desse jeito que tá, índio já consegue ser veado, boiola, e não consegue trabalhar e produzir? Negativo!”.

Não significa dizer que o PCdoB apoia a homofobia, mas permanecer no quadro da sigla um homofóbico é absurdamente incoerente, desprovido e antiético para quem julga defender a autonomia do movimento sindical, estudantil e popular.

Partindo pelo principio ético, o partido comunista deveria respeitar, sem sombra de duvidas, a integridade do Grupo Gayvota, organização não governamental que trabalha na defesa dos direitos dos gays, lésbicas, travestis e transgêneros de São Luís.

Deveria também respeitar a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Caricas e a Pastoral da Terra, movimentos sociais que representaram o deputado não somente na Assembleia Legislativa do Maranhão, mas também no conselho de ética do partido do governador Flávio Dino.

E mesmo assim, já se passam 43 dias da inadmissível e injustificável atitule do PCdoB neste caso que afronta os princípios ético, moral, caráter e honestidade de qualquer nível social.


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