Poder / Saúde

Dimensão Engenharia volta a estar na mira da Polícia Federal

Conforme levantamentos das ordens bancárias de 2010 o governo fez uma série de repasses redondos. Entre eles, está o valor de R$ 1 milhão que a Dimensão Engenharia recebeu em 19 de julho.

Foto ilustrativa. Agentes Federais na porta da Dimensão Engenharia durante a operação Cartago de 2010

Foto ilustrativa. Agentes Federais na porta da Dimensão Engenharia durante a operação Cartago de 2010.

A empreiteira Dimensão Engenharia, que em agosto de 2014 foi acusada de fraudar carteira de financiamento de imóveis da Caixa Econômica Federal, na Operação Cartago, pode estar de volta na mira da Polícia Federal.

O empresário Antônio Barbosa Alencar, o Barbosa, dono da Dimensão, é apontado como um dos envolvidos em mais um suposto esquema fraudulento de desvio de dinheiro do Sistema de Saúde do Maranhão, durante a gestão de Ricardo Murad.

Também estariam participando do esquema, as construtoras Lastro Engenharia, Proenge Engenharia Ltda. e a JNS Canaã, Geotec, Guterres Engenharia, e a Ires Engenharia.

As irregularidades começaram no segundo semestre de 2009, quando o governo de Roseana Sarney lançou o programa Saúde é Vida e entregou a execução do projeto nas mãos do seu cunhado.

Murad alegou urgência para dar andamento ao programa e contratou sem licitação a empresa Proenge Engenharia Ltda. para a elaboração dos projetos básicos e executivo, no entanto foi descoberto que esse projeto já tinha sido elaborado por técnicos da própria SES. A mesma empresa venceu depois, um dos lotes da concorrência 301/2009 para construção de 64 hospitais de 20 leitos. Ou seja, a Proenge recebeu duas vezes pelo mesmo serviço, que deu no total de R$14,5 milhões.

A construção dos hospitais de 20 leitos foi dividida em seis lotes, mas três deles não entraram na licitação e foram entregues a três construtoras diferentes: Dimensão Engenharia e Construção Ltda, Lastro Engenharia, e a JNS Canaã, que receberam o montante de R$ 64 milhões de recursos.

Informações revelam que a Dimensão Engenharia injetou R$900 mil no caixa do PMDB durante a eleição estadual de 2010.

Sem falar da JNS Canaã, que é filial do grupo JNS, que teve seu ato constitutivo arquivado na Junta Comercial do Maranhão em 24 de novembro de 2009, dias antes de fechar contrato com o governo. Sozinha, a empresa recebeu R$ 9 milhões e não concluiu nenhuma obra dos 11 hospitais e teve seu contrato rescindido por Ricardo Murad, porém, antes teria doado R$ 700 mil para o partido peemedebista.

A empreiteira conseguiu dois contratos com dispensa de licitação, a reforma do Hospital Pam-Diamante, em São Luís, e a construção de hospitais de 20 leitos. Além disso, foi vencedora da licitação 302/2009 para erguer unidades de saúde com 50 leitos. Esses contratos foram aditivados e a Lastro faturou R$ 58 milhões.

Conforme levantamentos das ordens bancárias de 2010, o governo fez uma série de repasses redondos. Entre eles, está o valor de R$ 1 milhão que a Dimensão Engenharia recebeu em 19 de julho.

O Programa Saúde é Vida teria custado mais de R$ 418 milhões e teve apenas 12% do cronograma concluído e uma das empresas apontadas pelo recebimento das verbas é a Dimensão Engenharia, de Antônio Barbosa Alencar.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Um comentário em “Dimensão Engenharia volta a estar na mira da Polícia Federal”

Se quiser fazer uma citação desse artigo no seu site, copie este link

  1. Eduarlisson

    Estamos falando é de gangueiros,não de empresário.Esse bandidaço bem como seu parceirão Regadete ainda vão comer o pão que o Diabo amassou do forem Lara pedrinhas.Ai eles vão chiar.

Deixe um comentário:

Formulário de Comentários