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Polícia Federal prende novamente José Dirceu por corrupção

MPF diz que ele ‘repetiu esquema do Mensalão’ na Petrobras

Ex-chefe da Casa Civil

Ex-chefe da Casa Civil

A Operação Lava Jato chegou a sua 17ª fase com novos mandatos de prisão e velhos conhecidos da justiça. José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, já envolvido no escândalo do mensalão, teve mandato de prisão decretada na manhã desta segunda-feira (03), acusado de participar da instituição do esquema de corrupção da Petrobras.

As investigações do Ministério público Ferderal (MPF), mostram que Dirceu indicou Renato Duque para a diretoria de Serviços da Petrobras e, a partir disso, organizou o esquema de pagamento de propinas. O nome de Duque teria sido sugerido pelo lobista Fernando Moura, também preso nesta segunda.

A empresa de Dirceu e de seu irmão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, preso temporariamente, – a JD Consultoria é suspeita de receber R$ 39 milhões por serviços que não teriam sido realizados.

No mandado de prisão para Dirceu, o juiz Sérgio Moro, que julga ações da Lava Jato na primeira instância, diz que o ex-ministro “teria insistido” em receber dinheiro de propina em contratos da Petrobras mesmo após ter deixado o governo, em 2005. Dirceu foi um dos líderes e beneficiários do esquema, mesmo durante e após o julgamento do mensalão.

Batizada de operação “Pixuleco”, a 17ª fase da Lava Jato cumpriu 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.


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