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PF inicia 2ª rodada de depoimentos de executivos presos na Lava Jato

A Polícia Federal (PF) inicia neste domingo (16) a segunda rodada de depoimentos dos executivos e funcionários de grandes empreiteiras presos na sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocado desvio de recursos da Petrobras.

Entre os 23 presos (veja a lista abaixo), está o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque. Os depoimentos são colhidos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e, segundo a polícia, devem seguir até terça-feira (18). Aqueles com mandado de prisão temporária, com validade de cinco dias, são ouvidos primeiro. Na manhã deste domingo, os suspeitos foram levados até o Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exames de corpo de delito.

A sétima fase da Lava Lato, que prendeu os executivos, foi deflagrada na sexta-feira (14), no Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Distrito Federal. De acordo com o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, as apreensões, diligências e informações obtidas durante todo o processo investigativo da Lava Jato apontaram um “material robusto” sobre o envolvimento de nove empreiteiras com formação de cartel para licitações e desvio de recursos para corrupção de agentes públicos.

Ao todo, foram expedidos pela Justiça Federal do Paraná 25 mandados de prisão, sendo que dois estão em aberto. A polícia ainda está à procura de Fernando Antônio Falcão Soares (conhecido como Baiano) e Adarico Negromonte Filho.

Durante o sábado (15), alguns investigados prestaram depoimentos, e os advogados dos suspeitos receberam um cronograma de como ocorrerá esta segunda rodada. Esta organização, porém, não foi divulgada.

Ainda no sábado, advogados visitaram os presos e levaram a eles medicamentos, agasalhos e alimentos. Alguns comentaram as situações dos presos. Na avaliação de Alberto Toron, que defende três – ele não especificou quais –, o fato de, segundo ele, alguns clientes estarem detidos em corredores e não em celas é algo “muito doloroso”.

Outros advogados que estiveram na PF chegaram a reclamar de que a Polícia Federal não os deixava ter acesso aos clientes. Advogado de presos ligados à OAS, Juliano Breda afirmou ter entrado com pedido junto à Justiça Federal do Paraná para ter contato com os clientes – posteriormente, relatou ter conseguido se reunir com eles. (G1).


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