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Bacabal: Alberto pai e Filho evitam evento depois da manifestação

Do Blog do Louremar

Descerramento de placa alusiva à reforma das instalações do Quartel. Foto: PMMMA.

Descerramento de placa alusiva à reforma das instalações do Quartel. Foto: PMMMA.

O prefeito de Bacabal José Alberto Veloso não quis arriscar. No final da tarde de sexta-feira resolveu dar um ‘bolo’ nos organizadores dos Jebs – Jogos Escolares Bacabalenses.

Ressabiado com a manifestação do dia anterior. Atônito por descobrir que na qualidade de prefeito passou de pedra a vidraça, Zé Alberto catou o filho deputado pela mão e preferiu se recolher.

Enquanto isso, no estádio Correão, centenas de crianças aguardavam.

Todos os anos um evento reúne centenas de crianças e jovens na cidade de Bacabal. É o Jebs – Jogos Escolares Bacabalenses.

É uma tradição marcada pelo desprendimento de vários participantes que, em sua maioria, participa pela primeira vez de um evento grande e que envolve honra, brio.

A abertura dos Jogos é sempre programada para reunir o máximo de estudantes. Fazem coro educadamente monitorado pelos professores. Algumas escolas prometem pontos extras para os que se apresentarem.

O anfitrião do espetáculo é sempre o prefeito. Diante de jovens pouco esclarecidos politicamente não corre o risco de ser vaiado, por mais que sua popularidade seja baixa. Os jovens não representam perigo, estão bem monitorados e certamente levarão um puxão de orelhas dos professores caso ousem uma vaia.

Os tempos mudaram. As crianças ainda aceitam de bom grado formarem a claque. Os adolescentes estes não. Eles compunham a maioria que estava nas ruas no dia anterior. Foram eles que sentaram por mais de 40 minutos na frente da Prefeitura esperando uma palavra do Prefeito que preferiu se manter no seu gabinete enquanto leões de chácara ficaram postados na frente do prédio.

No sábado o prefeito e o deputado Alberto Filho reapareceram. Foram ao quartel da Polícia Militar descerrar uma placa daquilo que não construíram. Discursou efusivamente diante dos militares, seguro de que ali, por mais que os bravos PMs tenham a noção da realidade, não poderiam protestar.


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