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César Pires é acusado de mandar incendiar casas de quilombolas

Tal ato de selvageria objetiva intimidar, através do terror, as comunidades quilombolas que buscam a libertação territorial.

O tenente da Polícia Militar do Maranhão, Moura, e o jagunço conhecido por Raimundo Monteiro (vulgo Raimundo da Chica), empregado do deputado estadual César Pires (DEM), líder do governo Roseana Sarney (PMDB) na Assembleia Legislativa do Maranhão, em ato criminoso, incendiaram mo dia (03), duas casas de quilombolas, localizadas na Comunidade de Santa Maria dos Moreiras, por volta das 15 horas, no exato momento em que os quilombolas realizavam reunião na comunidade. No dia 31 de janeiro, o jagunço anunciou que iria incendiar todas as casas de Santa Maria dos Moreiras, a mando do democrata.

Tal ato de selvageria objetiva intimidar, através do terror, as comunidades quilombolas que buscam a libertação territorial, a saber Santa Maria dos Moreiras, Bom Jesus, Tamboril e Jerusalém, que estão em litígio desde 1992 com o deputado Cesar Pires.

Ocorre que, a liminar judicial que mantinha a comunidade quilombola na posse de seu território tradicional, foi liminarmente suspensa por decisão proferida pelo Desembargador Marcelo Carvalho Silva, , fato este que tem aumentado a violência na localidade.

O Maranhão tem vivenciado uma onda de ataques e violência contra comunidades quilombolas, comunidades tradicionais, assentados e acampados nos dois primeiros meses de 2013. No começo de janeiro, a capela da Comunidade Vergel, também em Codó, foi incendiada. No dia 31 de janeiro, o quilombola José da Cruz, do Quilombo Salgado, foi torturado pela Polícia Militar do Maranhão.

Em fevereiro, o juiz da Comarca de Senador La Rocque mandou despejar 54 famílias de acampados do MST e a juíza da Comarca de Paço do Lumiar ordenou o despejo da comunidade tradicional do Tendal.

A equipe de reportagem do Blog do Neto Ferreira tentou contato com o deputado Cesar Pires, mas não obteve êxito.


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5 comentários em “César Pires é acusado de mandar incendiar casas de quilombolas”

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  1. DI..OLHO

    dese povo tudo pode esperar

  2. Patricia nadime

    Fiquei indignada, horrorizada e assustada com a noticia publicada neste blog, em relação ao Dep.Cesar Pires, ordenar uma barbaridade dessa a pessoas humildes que precisa. Ser defendidos por agentes públicos , como o Dep. Parabéns Dep. Você merecia estar dentro de uma daquelas casas, sendo queimado junto…

  3. Josilene Ferreira

    Cesar Pires não é aquele deputado mão de vaca que não dá nada prá ninguem??? ele só se elege porque o governo dá tudo prá ele. Mas o cara é pão duro. Agora mais essa que ninguem sabia. Tocar fogo nas casas dos pobres?? que HORROR!!!!!!!!!!

  4. nilton messsias

    nilton messias ( codó ) isso não e verdade sob o deputado ele ja mais varia isso alguem querem botar a culpa nele

  5. César Pires é acusado de mandar incendiar casas de quilombolas | Jefferson Calvet

    […] Blog Neto Ferreira O tenente da Polícia Militar do Maranhão, Moura, e o jagunço conhecido por Raimundo Monteiro (vulgo Raimundo da Chica), empregado do deputado estadual César Pires (DEM), líder do governo Roseana Sarney (PMDB) na Assembleia Legislativa do Maranhão, em ato criminoso, incendiaram mo dia (03), duas casas de quilombolas, localizadas na Comunidade de Santa Maria dos Moreiras, por volta das 15 horas, no exato momento em que os quilombolas realizavam reunião na comunidade. No dia 31 de janeiro, o jagunço anunciou que iria incendiar todas as casas de Santa Maria dos Moreiras, a mando do democrata. Tal ato de selvageria objetiva intimidar, através do terror, as comunidades quilombolas que buscam a libertação territorial, a saber Santa Maria dos Moreiras, Bom Jesus, Tamboril e Jerusalém, que estão em litígio desde 1992 com o deputado Cesar Pires. Ocorre que, a liminar judicial que mantinha a comunidade quilombola na posse de seu território tradicional, foi liminarmente suspensa por decisão proferida pelo Desembargador Marcelo Carvalho Silva, , fato este que tem aumentado a violência na localidade. O Maranhão tem vivenciado uma onda de ataques e violência contra comunidades quilombolas, comunidades tradicionais, assentados e acampados nos dois primeiros meses de 2013. No começo de janeiro, a capela da Comunidade Vergel, também em Codó, foi incendiada. No dia 31 de janeiro, o quilombola José da Cruz, do Quilombo Salgado, foi torturado pela Polícia Militar do Maranhão. Em fevereiro, o juiz da Comarca de Senador La Rocque mandou despejar 54 famílias de acampados do MST e a juíza da Comarca de Paço do Lumiar ordenou o despejo da comunidade tradicional do Tendal. […]

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