Poder

Roberto e Eliziane podem decidir, juntos, por apoio a Edivaldo Jr., Tadeu ou Castelo

Rocha e Gama já sabem que são mínimas as chances de um dos dois ser o candidato a contar com o apoio de Flávio Dino.

Blog do John Cutrim

Está nas mãos do ex-deputado Roberto Rocha e da deputada Eliziane Gama a definição quanto ao nome do campo democrático e popular para disputar a Prefeitura de São Luís. Nós últimos dias, os dois têm intensificado conversas sobre a escolha do candidato à prefeito para enfrentar o prefeito João Castelo.

Eliziane, com o PPS e Roberto, com o PSB podem decidir o rumo da oposição na eleição da capital.

Vejam bem. Rocha e Gama já sabem que são mínimas as chances de um dos dois ser o candidato a contar com o apoio de Flávio Dino, no entanto se decidirem por um apoio em bloco a um candidato – Edivaldo Holanda Jr. ou Tadeu Palácio, os dois mais cotados até agora – tanto podem viabilizar a candidatura de um quanto engessar a de outro.

Simples. Se, por exemplo, Eliziane e Roberto optarem por Edivaldo Holanda Jr. e levasse o tempo da legenda – não o partido com seus membros, já que eles não detêm o controle total das legendas – o parlamentar evangélico contaria com a coligação e o tempo de televisão que o credenciaria a disputar a eleição com chances viáveis de ir para o segundo turno com Castelo. Acontecendo isso, Tadeu automaticamente estaria fora do páreo, a não ser que saísse só com seu partido.

Por outro lado, se Eliziane e Roberto decidissem por Tadeu, era Edivaldo Jr. que estaria em maus lençóis, já que contaria apenas com o seu PTC e o PDT, o que daria pouco mais de um minuto de televisão. Já Palácio, além do seu PP, que já possui um tempo razoável, marcharia com o PPS e o PSB, bem como do PRTB e PHS, que já fecharam com o ex-prefeito.

Outra tese seria ainda, diante de toda essa indefinição sem que se chegue a um consenso, levando-se mais tempo e ocasionando, por sua vez, o enfraquecimento de Roberto e Eliziane, os membros dos PSB e PPS poderiam levar facilmente as duas siglas para apoiar a reeleição do prefeito João Castelo. O que não é impossível e conta com grandes chances de ocorrer.

A julgar por este cenário desenhado, de total embaraço entre os oposicionistas, só Flávio Dino com sua autoridade posta de líder da oposição seria capaz de mediar um acordo entre os quatro pré-candidatos no intuito de gerar um entendimento em torno de um único candidato. Pois se tardar um pouco mais, a nau dinista pode acabar naufragando…


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