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Funcionários denunciam condições precárias do posto de saúde da Santa Clara

o PSS não disponibiliza de aparelhos e materiais hospitalares para atender à demanda de pacientes.

Objetos que deveriam ser usados em consultas ginecológicas, totalmente enferrujados.

Objetos que deveriam ser usados em consultas ginecológicas, totalmente enferrujados.

Insatisfeitos e revoltados com a forma de trabalho, precariedade de serviços e da infraestrutura do local e até da direção, levou os funcionários do Posto de Saúde do bairro Santa Clara (PSS) a denunciaram ao Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de São Luís, as formas deficientes de atendimento. Segundo informações, os funcionários alegam que o posto não atende às necessidades da população que precisa do sistema de saúde.

De acordo com a denúncia, o PSS não disponibiliza de aparelhos e materiais hospitalares para atender à demanda de pacientes, os poucos que ainda restam estão em estado deploráveis e enferrujados.

“A sala de farmácia está sem energia desde o ano passado, totalmente escura, os ventiladores e as cadeiras, além da poeira e ferrugem, estão quebrados, os banheiros são usados para guardar pau, vassouras e panos de chão velhos, as macas estão sem colchão e enferrujadas. Aqui somos guerreiros diários, pois o Posto é bandonado a Deus dará. Não tem atenção do Poder Municipal, aqui é um amontoado de coisa velha”, desabafou uma funcionária que não quis se identificar.

Em conversa com funcionários, as reclamações são bem mais presentes do que o serviço prestado à comunidade “A sala de curativo, só tem o nome mesmo, pois faltam os materiais mais simples, como, algodão, gazes, soro fisiológico e luvas. A geladeira que conserva as vacinas VENCIDAS, é amarrada com esparadrapo”, confessa outra servidora que também não quis se identificar.

“São péssimas as condições de trabalho, sem cadeira decente ou mesa ergonômica, as salas são insalubre e sem ventilação. Você não tem segurança nem mesmo física”. completou a funcionária M.R.

Outra queixa da categoria é no que diz respeito à gratificação do SUS (Sistema Único de Saúde), além de o valor ser uma vergonha, R$50,00, a Prefeitura Municipal paga com exigências e atrasos. A pergunta que ficou no ar pelos servidores foi: “Até quando, prefeito”?

Ao receber a denúncia, o Presidente do Sinfusp/SL, Luís Mariano, ficou estupefato diante das imagens do Posto denunciado, “sem a devida ventilação necessária e com ventiladores cheios de poeira e ácaros, o que se torna pior, é que com a imunidade baixa, tanto os pacientes, como os funcionários, podem sofrer com complicações respiratórias de saúde”, afirmou.

Com isso, Luís Mariano apressa sua agenda de visitas à categoria para acompanhar de perto as condições reais de trabalho e continuar pleiteando junto à Administração e a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) a valorização e uma qualidade adequada de trabalho e de vida aos servidores municipais.

“Convido o Secretário da Semus para visitar conosco os postos de saúde da Capital, que em suma, deveriam servir para desafogar os grandes hospitais e dar rapidez aos atendimentos de bairro, mas, ao contrário disso, estão se proliferando pra qualquer outro intuito, menos cuidar da saúde da população”, finalizou o Presidente do Sinfusp.


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