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Carlinhos Cachoeira se nega a responder ás perguntas da CPI

Cachoeira chegou ao Senado escoltado pela Polícia Federal.

Da Folha.com

Cachoeira em olhar tranquilo

Cachoeira em olhar tranquilo

Em audiência na CPI no Congresso que investiga suas relações com empresários e políticos, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, afirmou nesta terça-feira (22) que irá permanecer calado.

“Constitucionalmente fui advertido pelos advogados para não dizer nada e não falarei nada aqui, somente depois da audiência que terei com o juiz. Se achar que posso contribuir, pode me chamar que responderei a qualquer pergunta”, disse Cachoeira, na sua primeira fala. A audiência está prevista para acontecer no próximo dia 1º.

Cachoeira chegou ao Senado escoltado pela Polícia Federal. A mulher dele, Andressa Mendonça, também acompanha a reunião.

O advogado Márcio Thomaz Bastos foi acomodado ao lado do seu cliente, que está numa cadeira separada da mesa em que ficam o presidente e o relator da comissão.

O empresário deu as mesmas repostas às perguntas que lhe foram feitas, e chegou a se incomodar com a insistência dos parlamentares.

“Ajudaria muito, deputado, mas somente após a minha audiência. Por enquanto ficarei calado como manda a Constituição”, afirmou o empresário. “Tenho muito a dizer depois da minha audiência, pode me convocar”.

Segundo ele, os parlamentares forçaram a audiência. “Antes de eu depor no juiz eu não posso falar, não vou falar. Depois disso, vamos ver. Foi o pedido de sempre para reavaliar nossa vinda. Quem forçou foram os senhores.”

Diante das negativas, os parlamentares têm reduzido as perguntas. O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), que preparou 200, fez cinco perguntas apenas.

O depoimento de Cachoeira, inicialmente marcado para o dia 15 de maio, foi adiado após liminar concedida pelo ministro Celso de Mello na semana passada.

O argumento usado pela defesa do empresário foi de que não teve acesso aos documentos do processo a que responde e que a CPI usa para investigá-lo. Ontem, no entanto, Mello decidiu que a liminar não tinha mais validade, já que a comissão permitiu o acesso ao processo.

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), acostumado a fazer brincadeiras com os colegas, chegou sério hoje.

A Folha revelou nesta terça-feira que ele contratou em seu gabinete como funcionária fantasma Maria Eduarda Lucena, suposta coautora do hit “Ai se eu te pego”. Antes da reunião, ele foi cobrado por colegas a se explicar.


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