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Drogas: carta aberta à juventude e o relato de Brad Pitt

Dias atrás o jovem Bruno Kligierman de Melo, de 26 anos na ocasião, músico de profissão, que matou, em 24 de outubro de 2009, no interior do apartamento em que residia no Rio, no bairro do Flamengo, a amiga Bárbara Chamun Calazans de 18, foi condenado a 14 anos de prisão. A causa o efeito alucinógeno de drogas. A vítima tentava retirá-lo do infortúnio. Uma tragédia sempre anunciada que ronda perigosamente todos os lares.

O pai de Bruno, emocionado com o infortúnio do filho, dependente há alguns anos de crack, escreveu à época um emocionado desabafo afirmando “que o filho, uma pessoa boa, havia se transformado num assassino, destruindo duas famílias”. Numa carta extremamente chocante e realista sobre a desgraça que destrói jovens dependentes e familiares a um só tempo, disse mais o pai de Bruno. “Meu filho começou na droga pelo álcool, no colégio, esta droga legal em que a propaganda bombardeia nossas crianças e jovens todo dia,escancaradamente, e que produz milhares de mortos no trânsito, destrói lares,pessoas do bem, e é, como se sabe, a primeira droga que os jovens experimentam.A maioria segue pela vida em maior ou menor grau se drogando com o álcool,outros acabam provando das ilegais, sendo que uns fogem delas, outros se viciam numa espiral crescente e veloz. Em geral passam para maconha, vão na boca adquiri-la (hoje o disk-drogas é muito usado), e os comerciantes, felizes lhes oferecem um variado cardápio, self-service: cocaína, crack, haxixe, êxtase, ácido,…..

Sei que há seis anos perdi meu filho para o crack”.

Diante desse triste e preocupante relato cabe indagar aos militantes da “corrente progressista” que insistem em legalizar, por exemplo, o uso da maconha no país. Qual será o argumento (justificativa) para o terrível crime cometido pelo jovem em questão? Que se drogas fossem vendidas em farmácia tal tragédia não ocorreria? Que se estivesse permanecido apenas na curtição do “baseado” o jovem Bruno não teria se tornado um brutal assassino? Que tudo estaria na paz? Ou seja, o grande barato é a “inofensiva”maconha? Já não bastam as tragédias causadas pelo álcool e o tabaco? É correto legislar sobre a legalização da cannabis, num país com assuntos bem mais interessantes e urgentes para resolver, somente para uma minoria”colorida” que continua consumindo em nome de uma falsa paz?

A verdade é que uma lei não pode contribuir para a criação de uma legião de drogados. A maconha e o álcool e o relato emocionado deste um pai nos dão uma real dimensão, sobre a perigosa porta aberta para o começo do infortúnio. Não há dúvida que a melhor estratégia de uma política segura (proativa) de redução de danos sobre o uso de drogas é a prevenção, não a legalização. As cracolândias da vida são a prova do grande desafio que governos e sociedade têm pela frente. Há certamente caminhos muito mais seguros para que o jovem curta seu encanto natural pela vida e trilhe pelo caminho da paz, da auto-estima, da sólida formação como cidadão e da felicidade.

Para corroborar os relatos sobre a experiência negativa do uso drogas, o astro internacional do cinema Brad Pitt declarou recentemente sobre a sua experiência:”Eu tinha nojo de mim no fim dos anos 90. Eu me escondia da fama e fumava muita maconha. Ficava sentado no sofá vegetando. Então me irritei e pensei: “Por que estou agindo assim? Sou melhor que isso”, disse.

Portanto, que o exemplo de Brad Pitt e o triste episódio do jovem Bruno Kligierman sirvam para que alguns jovens, por ventura ainda sob o domínio e a dependência de drogas, reflitam. Fica mais uma vez ratificada a asssertiva de que drogas não agregam valores sociais positivos. O caminho da felicidade não inclui a perigosa dependência às drogas. O caminho da busca dos estados alterados de consciência é falso. Quem se ama não se droga.


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