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Deputados voltam discutir atraso nas obras do Aeroporto Cunha Machado

A Comissão de Obras e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa reuniu-se, na Sala das Comissões, com representantes da EP Engenharia, Comércio e Representações, empresa responsável pelas obras de reforma do Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado.

Reunião da Comissão de Obras e Serviços Públicos da AL

Reunião da Comissão de Obras e Serviços Públicos da AL

Durante a reunião de trabalho, o presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos, deputado Carlinhos Amorim (PDT), e os deputados Eduardo Braide ((PMN) e Vianey Bringel (PMDB) pediram explicações ao corpo técnico da EP Engenharia sobre os motivos pelos quais tem havido sucessivos atrasos no cronograma de conclusão das obras do aeroporto.

O diretor operacional da EP Engenharia, engenheiro Carlos Pinheiro, e o advogado da empresa, Iuri Monteiro, forneceram aos parlamentares informações sobre o andamento das obras que, pelo contrato firmado com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), deveriam ter sido executadas no prazo de 150 dias, ao valor de cerca de R$ 10,4 milhões.

Entretanto, ocorreram problemas que, segundo a EP Engenharia, somente agora estão sendo contornados. O advogado Iuri Monteiro foi enfático ao afirmar que o atraso das obras não é de responsabilidade da EP Engenharia, frisando que a Infraero não forneceu projetos executivos que deveriam ter sido providenciados para a execução de cada etapa específica da obra.

O engenheiro Carlos Pinheiro explicou que a obra contratada, e que deveria ter sido concluída em dezembro de 2011, não se limita à reforma do telhado do aeroporto, que estava sob risco iminente de desabamento.

Segundo ele, foi esta circunstância que levou à interdição parcial do Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado. O terminal de passageiros foi interditado e realocado em uma área de estacionamento. Carlos Pinheiro informou que a falta de projetos executivos, que deveriam ter sido fornecidos pela Infraero, causou graves problemas para o planejamento global da obra, que acabou tendo sucessivos atrasos em seu cronograma.

O advogado Iuri Monteiro fez questão de assinalar que a EP Engenharia sempre primou pela boa qualidade de seus trabalhos e que enviou comunicados tanto à Infraero quanto ao Ministério Público Federal dando conta de que diversos projetos executivos não lhe haviam sido entregues para a execução das obras.


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