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Juiz eleitoral e filho são acusados de contratar hacker que atuava em Cartório

O famoso hacker e analista de sistema Paulo Araújo Ferreira em depoimento À Polícia Civil, disse ao delegado Carlos Alberto Damasceno, da proposta feita pelo juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, Luiz de França Belchior, para que hackease inserindo falsas informações no banco de dados do site do Tribunal de Justiça contra o desembargador Bayma Araújo e do juiz Luis Gonzaga Almeida Filho, que também era para ter computadores hackeados.

Segundo informa o blog do Itevaldo Júnior, o magistrado é pai do proprietário de cartório Luiz Belchior Filho, acusado pelo estelionatário de “tramar a morte de dois tabeliães e de uma juíza”. No mesmo depoimento, Paulo Ferreira afirma que o juiz Luiz Belchior teria contratado outro hacker para atuar no envio das informações.

Em conversa na tarde de ontem, 16, com o jornalista Itevaldo Júnior, o desembargador Bayma Araújo, disse não acreditar de certas intenções do magistrado em tentar prejudicá-lo no judiciario.

Entenda o caso

Em janeiro de 2010, o hacker Paulo Araújo Ferreira foi contratado por Luiz de França Belchior Filho, para criar um programa no intuito de trabalhar na invasão de bancos além.

O analista detalhou a Policia Civil como foi elaborado o projeto criminoso de interesse de Luiz de França Belchior Filho no financiamento de peças para montar um computador de grande porte. Houve um investimento de cerca de R$ 15 mil em torno do projeto. Com isso, foram criados mais de 12 programas, nomeados de forma feminina:

PROGRAMA ANA: processa os dados dos cartórios do 3º Ofício da Capital e de Maranhãozinho;

PROGRAMA JOANY – atua com o programa GLÓRIA, consegue invadir os servidores de nstituições financeiras e órgãos da administração pública federal, estadual e municipal. Pode copiar dados e introduzir novas informações;

PROGRAMA GLÓRIA – atua especificamente nas fraudes de contas bancárias;

PROGRAMA CONCEIÇÃO – invadia o servidor do Instituto de Identificação da Secretaria de Segurança Pública;

PROGRAMA LUCY – acessava o servidor central do Tribunal de Justiça e “lá inseria dados de quaisquer natureza ou subtraia os que estavam arquivados“;

PROGRAMA MARIA – era usado para invadir os computadores dos gabinetes dos desembargadores e dos juízes, era usado com o PROGRAMA MAGNÓLIA;

PROGRAMA MAGNÓLIA – interceptava e-mails de desembargadores e juízes;

PROGRAMA SABRINA – injetava vírus em rede de computadores e máquinas pessoais; era também utilizado para quebrar os cincos níveis de segurança dos sistemas de bancos e órgãos públicos;

PROGRAMAS JAQUELINE E MAYARA – inseriam dados nos computadores de pessoas escolhidas com o objetivo de incriminá-las ou de fazer ameaças; as informações eram utilizadas por outros juízes e desembargadores cooptados pelo quadrilha que expediam ordens judiciais em desfavor dos mesmos;

PROGRAMAS MARTA I e MARTA II – eram utilizados para a transferência de dados criptografados dos cartórios de Maranhãzinho e Maracaçumé;

PROGRAMA TEREZINHA – era o programa matriz e nele eram arquivados todos os dados obtidos através dos outros programas e após analisados e alterados eram devolvidos ao computador onde o golpe foi executado.


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