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Após 58 anos, maranhenses que vive em (SP) se reencontrará com família

Depois de 58 anos sem contato, duas irmãs que vieram do Maranhão para interior de São Paulo vão finalmente se reencontrar. Elizabeth da Silva Manca vive hoje em Maríliae depois de muita procura conseguiu a reaproximação com irmã, Ivone, por meio da internet. O encontro da família está marcado para este domingo (29), em Barra Bonita.

Uma foto é a única recordação que a aposentada tem da família. Pai, mãe e os 11 irmãos saíram do Nordeste do país para tentar a vida no interior de São Paulo, em Quatá. Ela se casou aos 20 anos e os pais e os irmãos resolveram voltar para a cidade natal, no Maranhão. “Eu casei e fiquei no interior de São Paulo. E eles foram para o norte e desse tempo pra cá, eu nunca mais os vi. Foi assim que desapareceram de mim e eu não tive mais notícia”, conta a aposentada.

Isso há 58 anos. Elizabeth construiu sua própria família, teve oito filhos, 22 netos e 13 bisnetos. E ainda sim, se sentia sozinha. Sempre preocupada com os pais e os irmãos, ela começou uma busca incansável por notícias dos parentes. “Procurei muitas vezes, por rádio, até que uma irmã minha, a Ivone, me escutou falar no rádio, mas não deram o endereço e ela não pode entrar em contato comigo”.

A procura da aposentada comoveu a neta que, para encontrar os familiares, usou um recurso que os jovens dominam bem: a internet.

“Colocamos a foto da minha vó em um site de relacionamentos. Um dia recebi um e-mail de uma pessoa falando que viu a foto e que minha avó era muito parecida com a mãe dele. Ela, inclusive, ficou bem emocionada, porque viu que era parecida e contou toda a história. Que a mãe dele não via a irmã há muito tempo, a mesma história da minha vó. Então como todas as informações batiam contei para minha mãe, que entrou em contato com eles e decidiram se encontrar. E realmente elas eram irmãs”, explica Maria Gabriela Totti de Souza, neta da aposentada.

Antes de dar a notícia a Elizabete, eles trataram de confirmar todos os dados para não haver erros como da última vez. “Eu fiquei preocupada, ainda mais pela internet, você recebe um e-mail e não sabe de quem é. Procurei primeiro ter certeza, através de e-mails e depois eu liguei para o Maranhão e falei com uma tia. Foi muito emocionante, na hora que eu falei que era filha da Elizabeth, ela já começou a chorar no telefone, eu chorei do lado de cá. Foi quando eu tive certeza mesmo, então, falei para minha mãe”, conta a professora Neide Manca.

O encontro com os irmãos foi marcado e como dona Elizabete não resistiu, a tecnologia ajudou de novo, desta vez, por telefone, eles adiantaram um pouco a emoção. “Eu vou querer saber de tudo. Principalmente dos meus pais, se estão vivos ou mortos. Estou muito feliz”, afirma a aposentada. O G1 vai acompanhar o reencontro marcado para este domingo.

Do G1


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