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Candidatos às eleições 2012 têm até sexta para definir partido

Do Imirante

Candidatos a prefeito e a vereador têm até sexta-feira para definir os rumos do domicílio eleitoral e o abrigo partidário com o qual possam disputar as eleições de 2012. O principal deles, Max Barros, secretário de Infraestrutura e pré-candidato a prefeito de São Luís, vai efetivar a decisão amanhã, quando troca o Partido Democratas (DEM), no qual sempre militou, pelo PMDB, em cerimônia na Assembleia Legislativa.

Além de vários interessados nas 31 vagas da Câmara Municipal, há outros postulantes à eleição majoritária na capital maranhense que precisam tomar decisão semelhante à de Barros. O ex-prefeito Tadeu Palácio, por exemplo, está sem partido desde que deixou o PMDB, justamente por causa do novo peemedebista, e ainda não se filiou a outra legenda. “Não quero falar disso agora. Vou aguardar até a hora da definição”, disse Palácio, na semana passada.

O deputado estadual Marcelo Tavares (PSB), por sua vez, tem legenda assegurada, mas precisa transferir o Título de Eleitor de Cajapió para São Luís. Ele é uma das opções do PSB para compor uma eventual chapa com o ex-deputado federal Flávio Dino (PCdoB). “Vou fazer a transferência na semana que vem [nesta]”, disse Tavares, embora não tenha demonstrado muita convicção.

A Lei Eleitoral estabelece que os candidatos precisam ter definida a sua situação partidária e o seu local de votação a um ano das eleições. A mesma Lei Eleitoral estabeleceu, em 2008, a Fidelidade Partidária, que obriga os políticos que queiram disputar eleições a terem, pelo menos, três anos de filiação partidária, ressalvadas algumas situações, sob pena de até perder eventuais mandatos.

Estes meandros da lei têm preocupado postulantes a cargos eletivos. Max Barros, por exemplo, só garantiu a troca do DEM pelo PMDB após receber garantias de que não seria importunado na Justiça Eleitoral. Como apenas o partido tem legitimidade para questionar seu mandato, o pré-candidato a prefeito parece ter garantido seu futuro na nova legenda.

A dificuldade de relação com o atual partido é uma das condições que garantem a troca por outra agremiação, segundo a Lei Eleitoral. É o que alega, por exemplo, o suplente de vereador Fábio Câmara, que já anunciou saída do PMDB. “A direção do partido não trabalha pela legenda”, referindo-se ao presidente municipal e desafeto, deputado estadual Roberto Costa. Sua intenção era filiar-se ao PT, mas recuou após saber que a legenda estava recusando filiações que não tenham identificação com a doutrina partidária.

O PT almejado por Fábio Câmara fez isso na semana passada, ao negar entrada ao técnico de futebol Sandow Feques, ao músico Fauzy Beydoun e ao professor Dimas Salustiano. Aos dois primeiros, argumentou falta de identificação e interesse apenas de disputar eleições. Com relação a Dimas, a direção petista argumentou as suas muitas idas e vindas para vetar-lhe o retorno.

O suplente de vereador peemedebista decidiu ficar no PMDB. E agora tem apenas cinco dias para pensar se vale ou não a pena trocar a certeza do PMDB pela dúvida do PT.

Candidatos a prefeito e a vice

Max Barros: deputado licenciado e atual secretário de Infraestrutura, vai trocar o DEM pelo PMDB por entender que, na nova legenda, amplia-se o leque de coligações;

Tadeu Palácio: O ex-prefeito deixou o PMDB após anúncio da pré-candidatura de Max. Tem convites de PV, PR, PSL e PHS, mas decidiu silenciar sobre o assunto.

Marcelo Tavares: Eleitor de Cajapió, o deputado estadual vai transferir o título para São Luís, embora não tenha a garantia de candidatura de vice pelo PSB.

Vereadores

Sebastião Albuquerque: histórico aliado de Max Barros, deve trocar o DEM pelo PSDB, o que o oficializaria na base de apoio do prefeito João Castelo.

Albino Soeiro: o vereador ainda decide se disputa novo mandato. Se for o caso, deve deixar o PSC. Uma das opções é o PMDB.

Severino Salles: Anunciou saída do PR por discordar da direção da legenda. Ainda não tem novo caminho partidário definido.

Osmar Filho: outro que deixou a legenda – o PTC – por discordar da direção partidária. Também não tem novo partido definido.


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4 comentários em “Candidatos às eleições 2012 têm até sexta para definir partido”

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