Poder

Garçon de Socorro Waquim mantém contrato de obra com a prefeitura de Timon

Uma obra que se arrasta há mais de 15 dias e que reformará as dependências e a parte interna do prédio da Prefeitura de Timon com uma nova pintura, está gerando uma série de suspeitas de irregularidades.

A primeira delas é a da falta de licitação para o serviço. Já na segunda, ainda pior, é o fato de quem está no comando do serviço seja o Garçon Valdir Silva que serve cafezinhos e água para a prefeita Socorro Waquim em seu gabinete, e nas festas em seu sítio é quem comanda todo farto buffet regado ao bom wiske control, o preferido da chefe do executivo timonense.

O comentário na cidade é um só. Será que o Garçon Valdir será pago em contracheques? Sim, pois servidores denunciam privilégios de que outros servidores prestaram serviços para a prefeitura e recebem o pagamento em contracheques.

Valdir é braço direito da Chefe de Gabinete atual pré-candidata a vereadora pelo PMDB, Isabel Barradas -, foi consultada por alguns especialistas no assunto e confirmaram que a obra está orçada em cerca de 15 mil reais, portanto ultrapassa o valor das dispensas de licitação conforme a mesma lei.

O mais estranho em tudo isso, é que ninguém em Timon sabia dessa versatilidade do Garçon Valdir. Ao que parece, somente a cupula da Secretaria de Administração que estava “por dentro” dessa atividade versatil do Garçon Valdir.

Além dessas irregularidades, fica claro que a Prefeitura não está agindo conforme as leis muitos menos com a ética e a moral, deixando duvidas o fato de um garçon realizar obras de reforma, é ilegal, imoral e anti-ético contratar servidor público que desempenha função relevante para realizar trabalho de empreiteiro.


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Poder

A verdade: Eu menti

Por Mírian Macedo

Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade. Fui uma subversivazinha medíocre, mal fui aliciada e já caí, com as mãos cheias de material comprometedor. Não tive nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros de uma estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.

Já contei o que eu fazia (quase nada). A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!

Repeti e escrevi a mentira de que tinha tomado choques elétricos (poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu ficavam ouvindo “gritos assombrosos” de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram – achei, depois, que fosse gravação – e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).

Eu menti dizendo que meus algozes diversas vezes se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei “um trauma de escadas”, imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.

Quanto aos empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência nem chegaram a machucar nada mais que um gesto irritado de um dos inquisidores, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: “Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto”.

Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de “vítima da repressão”. A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando.

Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas tortura inumana se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.

Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido barbaramente torturados falávamos a verdade?

Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das barbaridades e torturas eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos barbaramente torturados e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica do torturadores. Não, técnica de torturado, ou seja, mentira.

Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: “quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre.” A pior coisa que podia nos acontecer naqueles “anos de chumbo” era não ser preso. Como assim, todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.

Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saímos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tínhamos nos ensinado o que fazer.

E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e amarelões que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os “ômi”. Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.

Quando um dia perguntaram-me se eu queria conhecer a marieta, pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que marieta era uma corruptela de maritaca (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer.

Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”, escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de verdade sufocada? Vou conferir.

(Está aberta a polêmica. Tirem agora as suas conclusões)


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Poder

TRE absolve prefeito de Barra do Corda

Prefeito de Barra do Corda 'Nenzin'

Prefeito de Barra do Corda 'Nenzin'

O prefeito da cidade de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o Nenzin (PV) foi absolvido na tarde de ontem, 22, por unanimidade pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE) em dois processos que pedia impugnação de mandato eletivo do gestor.

A ação foi movida por Raimundo Avelar Sampaio Peixoto, com o argumento que cometeram abuso do poder econômico, captação ilícita de recursos federais baseando-se em provas colhidas pela Polícia Federal.

Na mesma sessão, resultou também na absorção por 4 votos a 2, o pleno do TRE rejeitou da ação do Ministério Público que pedia a cassação do deputado federal Hélio Santos (PSD) por abuso de poder econômico em decorrência do uso indevido dos meios de comunicação.

O juiz relator do processo do gestor de Barra do Corda, Jorge Figueiredo, seguiu seu voto mantendo a coerência com os dois julgamentos anteriores, de duas ações semelhante proposta por Avelar, de quem é desafeto do prefeito.

Com isso, os magistrados do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE) acompanharam o relator dos processos e absolveram o prefeito Manoel Mariano de Sousa, o Nenzin, por unanimidade em 4 votos a 0.

Porém, dos cinco processos, restam apenas um, que foi adiado e poderá entrar na pauta da próxima sessão. Veja abaixo os processos movidos por Avelar:

Processos do TRE

Processos do TRE


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Judiciário

Nelma Sarney poderá ser interrogada por conselheiro do CNJ

Blog do Itevaldo Júnior

Nelma Sarney

Nelma Sarney

O conselheiro José Guilherme Vasi Werner, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estará em São Luís, nos dias 28,29 e 30 deste mês. Werner irá ao Tribunal de Justiça (TJMA) onde fará o interrogatório de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).

O nome do magistrado(a) que será interrogado por José Guilherme Werner é mantido sob sigilo. Na ‘lista de apostas’ do TJMA, despontam como os possíveis interrogados a desembargadora Nelma Sarney e o desembargador Jaime Ferreira. Até o momento, apenas especulações nascidas nos corredores do Palácio Clóvis Bevilácqua.


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Poder

OAB critica a transparência em processos de juízes

Evandro Fadel, O Estado de S. Paulo 

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, criticou na terça-feira, em Curitiba, as associações de juízes, afirmando que elas têm tentado impedir que haja transparência no Poder Judiciário com atitudes como o recente pedido para que nem ao menos as iniciais dos nomes dos que respondem a processos disciplinares sejam divulgadas.

“As associações de classe dos juízes têm tido um posicionamento não republicano, no sentido de defender muito mais a magistratura do que a sociedade”, afirmou.

Segundo ele, a independência de um poder ou de um agente político como o juiz deve ser exercida na defesa da sociedade. “O Estado não é mais importante que o cidadão”, acentuou. Para Cavalcante, “a transparência é fundamental na República”.

“O Conselho Nacional de Justiça possibilitou que se vivesse esse novo momento na Justiça brasileira, em que se conhece a Justiça por dentro, através dos números se sabe quanto tempo o juiz tem uma causa nas mãos, quanto tempo leva para julgar um processo e por que não julga”, disse.

Cavalcante ressaltou que, no entanto, “isso começou a incomodar”. “E começou a incomodar muito mais quando, no momento seguinte, se começou a punir pessoas ligadas aos tribunais de Justiça, aos grandes dirigentes desses tribunais”, reforçou.

“As corregedorias dos tribunais, infelizmente, nunca funcionaram, e o CNJ passou a divulgar e punir, ainda que a legislação determine apenas uma aposentadoria compulsória”.

Leia mais em OAB critica associações de juízes por falta de transparência

 


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Poder

Enem: ministro terá de explicar problemas na Câmara

Da coluna Cláudio Humberto

Ministro da Educação

Ministro da Educação

O ministro Fernando Haddad (Educação) vai participar nesta quarta (23) de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para tratar sobre as falhas do Enem.

A sessão está marcada para às 16h e será realizada na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Haddad terá de explicar quais foram as medidas tomadas para evitar prejuízos aos estudantes, além disso, ele terá de apresentar ações para evitar problemas nos exames futuros.

A audiência foi proposta pelos deputados Duarte Nogueira (PSDB-SP) e Vanderlei Macris (PSDB-SP). Desde 2009, o Enem sofre com vazamentos de questões e erros de impressão. Neste ano, o TRF-5 anulou questões do exame feito por alunos de uma escola em Fortaleza, que tiveram acesso antecipado as perguntas.


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Brasil

Ronaldo Fenômeno ou Tim Maia?

O craque e ex-jogador da Seleção Brasileira Ronaldo Fenômeno já foi comparado ao cantor Tim Maia após adquirir alguns quilos nos últimos anos.

Agora, Ronaldo surge com seu novo visual de bigode em seu perfil no Twitter. “Galera, tava fazendo a barba e deixei o bigode! O que vcs acham? Deem uma olhada aí na foto”, escreveu o Fenômeno.

Ronaldo

Ronaldo

 


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Judiciário

MP requer paralisação de Shopping da Franere em Imperatriz

Infiltrações e danos ambientais causados pelas obras do Imperial Shopping, sob responsabilidade da Construtora Franere, em Imperatriz (a 617km de São Luís), levaram o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a ajuizar, no dia 17 de novembro, Ação Civil Pública contra a empresa responsável pelo empreendimento, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e a Secretaria de Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Imperatriz (Sepluma).

Construção do Imperial Shopping

Construção do Imperial Shopping

Quanto à Franere, o promotor de Justiça Jadilson Cirqueira de Sousa, que responde temporariamente pela Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de Imperatriz, requer que a Justiça determine a paralisação das obras do Imperial Shopping, enquanto a empresa não apresentar o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), referente ao empreendimento, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Na ACP, Sousa pede a anulação das licenças ambientais concedidas pela Sema ao empreendimento e que esta exija da Franere a apresentação EIA/RIMA, referente ao shopping. No âmbito do Município de Imperatriz, o promotor solicita que sejam anulados a Certidão de Uso e Ocupação do Solo, emitida pela Sepluma, e o alvará emitido pela Prefeitura de Imperatriz em favor da Franere.
INVESTIGAÇÕES – Denúncias recebidas por Sousa relataram que os trabalhos de drenagem subterrânea da obra do shopping têm causado infiltrações nas casas próximas ao empreendimento, localizado no Setor Rodoviário do município.

No curso do Procedimento Administrativo (PA) nº 006/2011, instaurado no dia 3 de outubro para investigar as denúncias, a Franere apresentou ao MPMA a cópia da Certidão de Uso e Ocupação do Solo, emitida Sepluma), com validade vencida em 12 de julho de 2010, além da escritura do terreno do empreendimento, alvará da Prefeitura de Imperatriz com validade até 18 de agosto de 2013 e Carta de Viabilidade Técnica da Caema. A empresa também apresentou Licença de Instalação (LI), expedida pela Sema, vencida em 19 de abril de 2011.


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