Crime

Pai suspeito de abusar da filha de dois meses é preso

Policiais civis do município de Bacabeira efetuaram, na segunda-feira (30), a prisão de Valterly Araújo da Silva (22), no Povoado Santana, sob a suspeita de abuso sexual contra a própria filha, de apenas dois meses de idade.

Valterly Araújo da Silva acusado de abusar sexualmente da filha.

Valterly Araújo da Silva acusado de abusar sexualmente da filha.

Populares denunciaram Valterly ao Conselho Tutelar da cidade, diante das agressões físicas que ele praticava contra a criança. Em posse das denúncias, o Conselho comunicou à Polícia, que se deslocou até a casa do suspeito e constatou o fato.

O bebê, muito machucado, foi encaminhado imediatamente ao Hospital Djalma Marques (Socorrão I), em São Luís, onde foi detectado que a criança sofreu traumatismo craniano e teve algumas costelas quebradas. Além disso, os médicos constataram que o bebê tem alguns sinais de abuso sexual. Ela permanece internada em estado grave.

O delegado titular de Bacabeira, David Feller, informou que foi feito um pedido de exame de conjunção carnal para comprovar o abuso. O laudo deve sair ainda esta semana.

O delegado informou ainda, que a mãe da criança, quando questionada sobre as agressões da filha, alegou que eram provocadas pela “mãe d’água. A mãe está na capital com a criança, mas deve prestar depoimento assim que a filha tiver alta.

Valterley foi conduzido à delegacia de Bacabeira, onde foi autuado por tentativa de homicídio e estupro de vulnerável pelo delegado David Feller. O agressor permanece custodiado em Bacabeira à disposição da Justiça. O delegado informou ainda, que não há nenhum parente da criança na cidade.


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Poder

Fátima Travassos recebe jornalistas do Comitê de Imprensa da Assembleia

A procuradora-geral entre os profissionais de comunicação

A procuradora-geral entre os profissionais de comunicação

A procuradora-geral de Justiça, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, recebeu nesta quarta-feira, 2, um grupo de profissionais de comunicação do Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa do Maranhão. Eles vieram solicitar a intensificação do Ministério Público do Maranhão nas investigações para a elucidação do assassinato do jornalista Décio Sá.

Representaram o comitê os comunicadores Douglas Cunha, Caio Hostilo, Álvaro Lins, Márcio Diniz e Cunha Santos. Na ocasião, a procuradora-geral ressaltou as providências que o Ministério Público adotou para ajudar na elucidação do crime. “Em menos de 24 horas, após a morte do jornalista publicamos uma portaria designando o serviço de inteligência do Ministério Público, formado por um grupo de promotores da área criminal, para acompanhar e apoiar o trabalho de investigação da policia”,   frisou a procuradora-geral.

Fátima Travassos disse ainda que a polícia local, o Ministério Público e a Polícia Federal estão em sintonia no trabalho de investigação. No entanto, solicitou um pouco de paciência da sociedade e, principalmente, da imprensa. Ela enfatizou que as investigações precisam correr em sigilo, pois a divulgação de informações no momento errado pode dificultar as investigações deste crime. “Esse crime atingiu a todos nós e a elucidação dele desafia a todas as instituições democráticas. Queremos evitar especulações, porque isso atrapalha as investigações”, frisou.


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Poder

Relação entre Ivaldo Rodrigues e comando do PDT é desgastada

Ivaldo Rodrigues e Weverton já foram grandes amigos

Ivaldo Rodrigues e Weverton já foram grandes amigos

Depois de todo alvoroço e as brigas interna no Partido Democrático Trabalhista (PDT), os lideres que hoje comandam a sigla, mantém uma relação desgastada com o vereador de São Luís, Ivaldo Rodrigues (PDT), que foi escolhido em abril para o cargo de presidente do Diretório Municipal da Capital.

Ivaldo, que é aliado e amigo pessoal da família Castelo, tentou em diversas vezes aliançar o PDT com o PSDB de João Castelo,  só que isto, acabou resultando em sua destituição da presidência do PDT.

E agora?

O próximo membro do PDT que será atingido ainda neste mês, com a decisão ordenada pela Nacional do Partido, será Clodomir Paz, a quem insiste em ficar na Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), que contraria totalmente a direção nacional, ou seja, Carlos Lupi e Manoel Dias.

Com isso, Ivaldo Rodrigues é achincalhado diariamente pelos mesmos que o colocou na presidência do partido, e hoje torcem pela sua derrota ao lado do tucano João Castelo.

Acorda Ivaldo…


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Judiciário

Anulado processo contra juiz aposentado de Barreirinhas

O plenário do Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu, por maioria de votos, nesta quarta-feira (2), pela nulidade de processo administrativo disciplinar contra o juiz Fernando Barbosa de Oliveira Júnior, anteriormente aposentado compulsoriamente pelo TJMA. O juiz foi representado por suposta denunciação caluniosa contra dois funcionários do Ibama que trabalham no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Prevaleceu o entendimento do relator, desembargador José Luiz Almeida, que votou pela anulação, por considerar que a abertura do processo se deu por decisão de apenas nove membros do Pleno, quando o número exigido seria de 13 desembargadores. Anulado o processo, a Corregedoria Geral de Justiça deverá apresentar nova proposta de instauração do procedimento, a ser novamente apreciado pelo plenário do TJMA.

O juiz aposentado havia dado entrada em representação por suposto crime de abuso de autoridade contra Juliana Fukuda e Edson Sousa Santos, funcionários do Ibama, alegando que eles teriam articulada a retirada de cercas irregulares no entorno do Parque dos Lençóis Maranhenses. A ação apontou como irregular a cerca de uma casa pertencente ao então juiz na praia do povoado de Atins, área pertencente à União, no município de Barreirinhas.

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso, a Procuradoria da República instaurou procedimento administrativo e o juiz federal substituto Neian Milhomem Cruz determinou o arquivamento dos autos por ausência de justa causa, encaminhando cópia integral para a Corregedoria Geral de Justiça adotar providências, diante da existência de indícios do crime de denunciação caluniosa por parte juiz aposentado.


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Poder

Após morte de Décio Sá, deputado propõe instalação da CPI da Pistolagem

Décio Sá foi morta com seis tiros na Avenida Litorânea

Décio Sá foi morta com seis tiros na Avenida Litorânea

Após o assassinato brutal do jornalista/blogueiro Décio Sá, vítima de seis tiros na segunda-feira, 23, na Avenida Litorânea, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, deputado Bira, falou, na manhã desta quarta-feira (2), sobre a falta de políticas públicas na área de segurança. Ele aproveitou para anunciar que encaminhará a Mesa Diretora da Casa um pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pistolagem, no Maranhão.

“A situação está crítica no nosso Estado. Podemos contribuir para que essa realidade mude com a instalação desta CPI”, defendeu o deputado.

O petista lembrou que em 1997, após o assassinato do delegado Stênio Mendonça, na Avenida Litorânea, a Assembleia instalou a CPI do Crime Organizado. Na oportunidade, o trabalho da Casa foi de fundamental importância nas investigações.

Somente em 2012, já foram registrados oito casos de crime por encomenda no Maranhão. Além do jornalista Décio Sá, foram executados os empresários José Mauro Queiroz e José Queiroz Filho, donos de uma distribuidora de óleo no Maracanã, em São Luís; Raimundo Cabeça, líder camponês em Buriticupu; Francisco Ferreira Sousa, ex-prefeito de São José dos Basílios, conhecido também como Chico Rio-grandense; João Ribeiro Lima, advogado, em Presidente Dutra; um personal trainer, embora tenha relacionado o fato a tráfico de drogas, mas também foi um crime de execução; e no sábado (28), Maria Amélia Guajajara, líder, cacique da Aldeia Coquinho, no município de Grajaú também foi assassinada com dois tiros na cabeça.


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Poder

Associação de Jornalismo Investigativo condena agressão à jornalista do Piauí

Jornalista do Portal Meio Norte

Jornalista do Portal Meio Norte

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo condena a agressão sofrida pelo jornalista/blogueiro Efrém Ribeiro, do jornal Meio Norte, do Piauí, após tentar colher detalhes de uma informação referente a prisãoque foram presos da Polícia Rodoviária Federal.

O caso aconteceu na última sexta-feira, 27 de abril. Ao tentar fotografar os policiais rodoviários federais presos em Teresina, o repórter Efrém Ribeiro foi abordado por um homem não identificado que tentou arrancar a máquina de suas mãos. Efrém se reposicionou e conseguiu bater a fotografia, mas foi imediatamente jogado no chão e agredido pelo mesmo homem. Ao perguntar ao seu agressor a razão da violência, ouviu: “Sou policial rodoviário também e não quero que você faça imagens dos meus colegas”.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo considera a agressão injustificável. Agredir o repórter é tentativa de calar a imprensa e viola o direito à informação de toda a sociedade. A Abraji pede que as autoridades do Piauí investiguem o episódio e trabalhem para evitar que atos como este se repitam ou, pior, se agravem


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Poder

‘Não me avisaram que eu sairia’, diz Ivaldo Rodrigues

O Estado do Maranhão

Vereador Ivaldo Rodrigues (PDT)

Vereador Ivaldo Rodrigues (PDT)

O vereador Ivaldo Rodrigues (PDT) garante que soube de sua destituição do cargo de presidente da comissão provisória da legenda em São Luís pela imprensa. Mesmo sendo a insistência em apoiar o prefeito da capital, João Castelo (PSDB), o motivo para sua saída do comando municipal, Rodrigues afirma que não vai “fazer apologia” a qualquer outro candidato apoiado pelo seu partido nas eleições deste ano.

Sem comunicado oficial da executiva estadual ou mesmo uma ligação dos responsáveis Weverton Rocha e Julião Amin pela sua indicação para presidir o PDT em São Luís, Ivaldo Rodrigues já sabe que não tem mais autoridade para comandar a legenda. O vereador ficou sabendo de sua saída da presidência da comissão provisória por meio da imprensa.

“Não recebi comunicado oficial do partido. Fiquei sabendo pelo o que foi publicado na imprensa. Como não recebi qualquer ligação do comando estadual do PDT negando o que foi publicado, interpreto que tudo seja verdade. Ou seja, não sou mais presidente da comissão provisória de São Luís”, afirmou Ivaldo Rodrigues, que será substituído pelo deputado Weverton Rocha.

O motivo para sua destituição foi a insistência de manter a aliança do PDT com o prefeito João Castelo mesmo com a indicação da direção nacional de levar o partido para apoiar o pré-candidato do PDT, Edivaldo Holanda Júnior.

Para o vereador pedetista, a direção estadual sabia de seu posicionamento em defender a manutenção da aliança, que mesmo assumindo o PDT de São Luís trabalharia para levar a legenda ao palanque do PSDB na capital.

“Nunca escondi que assumindo a presidência do diretório municipal iria trabalhar para manter a aliança com Castelo. Faço isso por reprovar a mudança de posicionamento às vésperas de uma eleição. Se era para deixar a Prefeitura, que o PDT fizesse isso antecipadamente e não em um período pré-eleitoral”, criticou o parlamentar.

A decisão do PDT de retirado do comando municipal e de não apoiar o prefeito da capital será respeitada pelo vereador. No entanto, segundo ele, nenhum outro candidato apoiado pelos pedetistas será apoiado por ele que a partir dessa decisão da direção estadual vai trabalhar unicamente pela sua reeleição. “Não vou fazer apologia a outro candidato”, declarou Rodrigues.

Seminário – O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o secretário-geral da legenda, Manoel Dias, chegam a São Luís na noite da sexta-feira para participar no dia seguinte de um seminário sobre planejamento estratégico da legenda.

Na ocasião, Lupi vai anunciar oficialmente o nome do novo comando do PT de São Luís que será o deputado Weverton Rocha. Como a decisão de mudar o comando da municipal é exclusiva da direção estadual, Lupi e Dias espera encontrar já definida a questão dos demais membros da comissão provisória, ou seja, se troca todos os membros ou se a modificação fica apenas na presidência.


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Poder

'Não me avisaram que eu sairia', diz Ivaldo Rodrigues

O Estado do Maranhão

Vereador Ivaldo Rodrigues (PDT)

Vereador Ivaldo Rodrigues (PDT)

O vereador Ivaldo Rodrigues (PDT) garante que soube de sua destituição do cargo de presidente da comissão provisória da legenda em São Luís pela imprensa. Mesmo sendo a insistência em apoiar o prefeito da capital, João Castelo (PSDB), o motivo para sua saída do comando municipal, Rodrigues afirma que não vai “fazer apologia” a qualquer outro candidato apoiado pelo seu partido nas eleições deste ano.

Sem comunicado oficial da executiva estadual ou mesmo uma ligação dos responsáveis Weverton Rocha e Julião Amin pela sua indicação para presidir o PDT em São Luís, Ivaldo Rodrigues já sabe que não tem mais autoridade para comandar a legenda. O vereador ficou sabendo de sua saída da presidência da comissão provisória por meio da imprensa.

“Não recebi comunicado oficial do partido. Fiquei sabendo pelo o que foi publicado na imprensa. Como não recebi qualquer ligação do comando estadual do PDT negando o que foi publicado, interpreto que tudo seja verdade. Ou seja, não sou mais presidente da comissão provisória de São Luís”, afirmou Ivaldo Rodrigues, que será substituído pelo deputado Weverton Rocha.

O motivo para sua destituição foi a insistência de manter a aliança do PDT com o prefeito João Castelo mesmo com a indicação da direção nacional de levar o partido para apoiar o pré-candidato do PDT, Edivaldo Holanda Júnior.

Para o vereador pedetista, a direção estadual sabia de seu posicionamento em defender a manutenção da aliança, que mesmo assumindo o PDT de São Luís trabalharia para levar a legenda ao palanque do PSDB na capital.

“Nunca escondi que assumindo a presidência do diretório municipal iria trabalhar para manter a aliança com Castelo. Faço isso por reprovar a mudança de posicionamento às vésperas de uma eleição. Se era para deixar a Prefeitura, que o PDT fizesse isso antecipadamente e não em um período pré-eleitoral”, criticou o parlamentar.

A decisão do PDT de retirado do comando municipal e de não apoiar o prefeito da capital será respeitada pelo vereador. No entanto, segundo ele, nenhum outro candidato apoiado pelos pedetistas será apoiado por ele que a partir dessa decisão da direção estadual vai trabalhar unicamente pela sua reeleição. “Não vou fazer apologia a outro candidato”, declarou Rodrigues.

Seminário – O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o secretário-geral da legenda, Manoel Dias, chegam a São Luís na noite da sexta-feira para participar no dia seguinte de um seminário sobre planejamento estratégico da legenda.

Na ocasião, Lupi vai anunciar oficialmente o nome do novo comando do PT de São Luís que será o deputado Weverton Rocha. Como a decisão de mudar o comando da municipal é exclusiva da direção estadual, Lupi e Dias espera encontrar já definida a questão dos demais membros da comissão provisória, ou seja, se troca todos os membros ou se a modificação fica apenas na presidência.


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Poder

De São Paulo ao Maranhão, os corações de Gastão, Sarney e ‘seu’ Pedro

Coluna Esplanada

Gastão - o hospital certo com a frase inoportuna

Gastão - o hospital certo com a frase inoportuna

O Maranhão passa longe da excelência na saúde pública. Mas o ministro do Turismo, Gastão Vieira, provocou seus eleitores: “Esteve na semana passada num dos melhores hospitais do país seria irresponsabilidade minha não esclarecer quaisquer dúvidas”, postou no Twitter para falar de check-up no Sírio e Libanês, em São Paulo.

Lá também esteve no mesmo dia internado, o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP). Ambos são do Maranhão e chegaram a implantar stents no coração.

Já o senhor Pedro Nogueira não teve a mesma sorte. Na véspera da cirurgia de Sarney, o lavrador teve um enfarte na Emergência do Hospital Nossa Sra. da Conceição, na pequena Central do Maranhão, antes de desobstrução de coronária.

O hospital público fica na Avenida Roseana Sarney, s/n. O nome é em homenagem à governadora do estado do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), que toda vez quando passa mal de saúde, Roseana se interna no Sírio e Libanês.

Sarney e Gastão têm, cada um, mais de 40 anos de vida pública. Um exímio pesquisar não encontrará, nesse período, qualquer registro de internação deles em São Luís.

Foi no Sírio que a governadora Roseana fez algumas de suas cirurgias. Já o Albert Einstein na época, acolheu o senador e presidente do Sistema Difusora de Comunicação, Lobão Filho (PMDB-MA) quando acidentado.


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Poder

Viva o crime brasileiro…

Por Lúcio Flávio Pinto

O Brasil nunca foi tão rico em toda a sua história quanto agora. A criminalidade nunca foi tão grave. É uma relação de causa e efeito. Pode ser. Não se tem ainda, no entanto, como demonstrar o nexo de causalidade. Mas pode-se chegar a uma conclusão surpreendente e inédita: o crime se estratificou no Brasil.

O crime dito de colarinho branco se sofisticou na mesma medida em que passou a movimentar valores em dinheiro e símbolos de poder que colocam o Brasil no topo do ranking nesse segmento.

Certamente numa posição mais avançada do que o 6º lugar em que o país está dentre os PIBs mundiais.

O recorde anterior era o 8º lugar, conquistado na década de 1970, com o “milagre econômico” do regime militar. Depois o Brasil regrediu quatro posições, até recomeçar a subir, superando seis países, depois do Plano Real.

Os criminosos de colarinho branco não têm mais por hábito matar. Eles liquidam moralmente, ou financeiramente, graças às armas que a mais alta tecnologia lhes fornece. Podem ter que usar o recurso extremo, mas, quase sempre, só no desespero.

Litigam a partir de suas mesas, diante de um computador, com assessorias visíveis e invisíveis (estas, as mais eficientes, principalmente as não assumidas ou não declaradas).

O exemplo mais recente e acabado desse modo de proceder é o do suposto bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ele não se enquadra no modelo de um Anísio Abrahão ou Castor de Andrade. Conta com senadores, deputados federais, governadores, empresários, jornalistas.

Está conectado a empresas muito maiores, dentro e fora do país. Mesmo alvejado por disparos verbais e ameaças materiais, se mantém calmo. Sua munição é tão vasta quanto imprevisível. Seu arquivo eletrônico é seu seguro de vida. Embora sem garantia certa ou cobertura definida.

Mas há um crime de rua, violento e sangrento, como “nunca antes”, para usar o bordão do ex-presidente Lula, que muito contribuiu para esse “aperfeiçoamento” maligno com seu populismo de resultados, mais eficiente e mais inescrupuloso do que o populismo amador e romântico dos políticos da República de 1946. O do líder sindical é, profissional. Sublimemente (ou subliminarmente) mafioso. O Brasil dos nossos dias é uma recriação monumental da Chicago do entre guerras mundiais do século XX.

Décio Sá

Décio Sá

Vem do Maranhão o mais recente exemplo dessa criminalidade. Na noite do dia 23 um homem desceu de uma moto na qual era o carona, com a cobertura de uma segunda moto. Caminhou calmamente até um dos restaurantes da frequentada e admirada orla litorânea de São Luiz do Maranhão, ponto turístico nacional.

Foi até uma das mesas, tirou uma pistola calibre 40, preferência policial por sua potência e eficiência. Mirou no ocupante de uma das mesas, que estraçalhava caranguejos, como costumam noticiar as colunas sociais.

Fez seis disparos com direção certa e objetivo definido: matar sem piedade, tripudiar sobre a morte. Duas balas atingiram a cabeça da vítima. Outras duas, o pescoço. E mais duas a região do coração.

Sangue espirrou, carregado de massa encefálica, pele e osso. Os tiros não foram apenas para matar: a morte devia servir de mensagem a quem interessar pudesse.

O assassino olhou em torno, disse palavras ameaçadoras para o garçom, que testemunhara estupefato o crime, guardou a arma e saiu com a mesma calma da chegada. Não escondeu o rosto nem teve pressa em fugir.

Subiu na moto e sumiu, sempre com a cobertura do segundo veículo (inspeções constantes a motocicletas devia ser uma estratégia sagrada no Brasil). Não tinha receio em ser identificado nem, talvez, preso. Se for preso, acredita, será por pouco tempo. Tem cobertura e da grossa.

A vítima, Décio Sá, tinha 42 anos. Era jornalista havia muito tempo. Desde 2006 escrevia um dos muitos blogs criados por maranhenses que não têm onde se manifestar, querem se informar e informar os outros. É a alternativa à grande imprensa, dominada pelos grupos políticos e empresariais que mandam no Maranhão, o Estado mais pobre (alguma relação com o fato de ser, geograficamente, Meio Norte com o Piauí, metade Amazônia e metade Nordeste).

Décio criou a imagem de jornalista investigativo, eficiente, audacioso e corajoso, graças ao blog. Mas trabalhava havia tempo suficiente no maior grupo de comunicação do Estado. Sob essas outras vestes, suscitava dúvidas quanto à sua independência e autonomia.

Ele era um repórter político especial do Sistema Mirante de Comunicação, afiliado à Rede Globo de Televisão e, em particular, do jornal O Estado do Maranhão, líder dos impressos maranhenses.

Esses veículos são dirigidos de perto pelo maior político do Maranhão, o ex-presidente da república e presidente do Senado, José Sarney. Nada de importante sai nos órgãos de comunicação do também ex-governador sem sua aprovação. O noticiário político, então, é criação sua. Nem sempre para reproduzir a verdade. Às vezes, também, para mandar recados.

As oligarquias no Maranhão não costumam aparecer na literatura que Sarney, igualmente imortal da Academia Brasileira de Letras, costuma cometer. Nem é preciso: a ficção do beletrista senador é acanhada demais para dar conta de realidade de tal magnitude. Tão impressionante que dispensa pitadas de invenção. Basta olhar com olhos de ver e mãos de reproduzir a cena com a fidelidade temerária de um herói. Talvez logo depois morto.

Décio Sá falava ao celular, em frente aos caranguejos cozidos, seu prato de resistência. Quando recebeu os tiros, o jornalista falava com Aristides Milhomem, mais conhecido por Tatá, vice-prefeito do município de Barra do Corda e irmão de Carlos Alberto Milhomem, deputado estadual.

Sem conseguir restabelecer a ligação, Tatá acionou Fábio Câmara, suplente de senador e amigo de Décio, que estivera em contato com outro amigo, um personal trainer, executado pouco antes, no mesmo dia, num ponto mais distante da faixa valorizada da capital maranhense. E que também iria para o bar Estrela do Mar para a caranguejada.

A última postagem de Décio no seu blog foi sobre o assassinato de Miguel Pereira de Araújo, o Miguelzinho. Ele foi morto em 1997 e o julgamento seria realizado em Barra do Corda, que forma com Presidente Dutra e Grajaú, o principal reduto de pistoleiros no Maranhão.

O problema é que das 25 pessoas sorteadas para integrar o corpo de jurados, que teria sete membros, 25 eram ligadas a Manoel Mariano de Souza. Além de ser prefeito municipal, ele é pai do empresário Pedro Teles, acusado de ser o mandante do crime. Seria represália contra o alegado invasor de suas terras. Pedro é irmão do deputado estadual Rego Teles, do PV.

O advogado Leandro Sampaio Peixoto, defensor de Miguelzinho, pediu o desaforamento do júri para São Luiz no mesmo dia da morte de Décio, a quem forneceu cópía da petição. Nela, previu que o julgamento, se realizado em Barra do Corda, terá desfecho viciado.

Ele sabe o que diz: é filho do ex-prefeito Avelar Sampaio, do PTB. Foi Avelar, quando prefeito, quem cedeu os pistoleiros Moraes Alexandre e Raimundo Pereira para proteger Manoel Mariano. Na época os dois eram amigos. Rompidos, se tornaram inimigos. Manoel interrompeu a sucessão no poder da família do seu (ex) amigo.

Para as oligarquias que comandam o interior do Brasil, isso é crime. A ser quitado com outro crime, sem os refinamentos do pessoal do andar de cima, que circula de colarinho branco por esses ambientes. O encadeamento é óbvio. O problema é segui-lo.

Um leitor, que usou um nome falso (Madureira), fez o único comentário, postado momentos antes da consumação do assassinato do blogueiro. Concluiu: “tá na cara que é jogo de cartas marcadas. precisa mais detalhes que esses?? creio que não !!” Apesar do acesso constante ao blog, ainda mais depois do crime, ninguém voltou a se manifestar. O silêncio é a regra de ouro desses acontecimentos, cada vez mais frequentes no Brasil oculto.

Quem fala muito morre com a boca cheia de formiga.


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