Brasil

Fernando Collor deve R$ 280 mil de pensão atrasada

Fernando Color

Fernando Collor

A Justiça de Alagoas tenta há dois anos notificar o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) sobre uma ação de cobrança de Rosane Malta Collor de Mello, sua ex-mulher.

O oficial de Justiça fez oito tentativas para encontrá-lo em Maceió. Não conseguiu em nenhuma delas.

Rosane cobra do ex-marido –de quem se separou em 2005, após 22 anos de casamento– uma dívida de R$ 280 mil, referente à diferença no valor da pensão paga por Collor durante dois anos.

Em 2007, o Tribunal de Justiça fixou em 30 salários mínimos (R$ 16.350) o valor da pensão. Como Collor pagava até então um valor inferior, Rosane quer agora receber o total retroativo da diferença.

A ex-primeira-dama conseguiu em janeiro que a Justiça bloqueasse um imóvel de Collor como garantia de pagamento, mas a decisão não foi publicada no “Diário Oficial” nem comunicada ao cartório de registro de imóveis.

A defesa de Rosane fez em outubro uma representação na Corregedoria do TJ contra a juíza Nirvana Coêlho, da 27ã Vara Cível, reclamando de demora no andamento da ação.

O advogado de Collor, Fábio Ferrário, disse que o senador mora e trabalha em Brasília e que não poderia mesmo ser encontrado em Maceió. Segundo ele, Rosane não tem do que reclamar, pois a pensão é paga em dia e no valor fixado pela Justiça.

Da Folha


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Poder

No Senado, Lupi admite viagem em avião, mas nega ter mentido

Radar Político

Carlos Lupi

Carlos Lupi

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, participa na manhã desta quinta-feira, 17, da audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, na qual presta novas explicações sobre as denúncias de corrupção e tráfico de influência contra ele. Com uma postura contida, em contraste com o estilo irônico nas manifestações anteriores, Lupi admitiu ter viajado em um avião contratado pelo presidente da entidade Pró-Cerrado, Adair Meira. Enfatizou, porém, que não mentiu na Câmara, quando disse não ter contato Adair Meira,cuja ONG tem contratos milionários com o Ministério do Trabalho.

“Nunca neguei que o conheço, não disse isso”, afirmou Lupi, que afirma ter sido mal interpretado. “O que me foi perguntado foi sobre a relação pessoal [com Adair]“, disse. O ministro admitiu ter viajado no avião King Air, durante uma agenda no Maranhão, em 2009, mas diz que a questão é saber quem pagou pelo aluguel da aeronave. “Meu erro pode não ter sido checar com a devida apuração que devia. O senhor, que a revista acusa de ter pago a aeronave, disse que não pagou, publicamente. Quero saber do que estou sendo acusado”, disse. Vídeo revelado nessa terça-feira, 15, pelo site da revista Veja, mostra o ministro com Adair, durante viagem oficial ao Maranhão, em dezembro de 2009. “Eu viajei com o ministro num trecho, isso eu confirmo”, afirmou Meira em entrevista ao Estado.

O colega de partido do ministro, o senador Pedro Taques (PDT-MT), defendeu o afastamento de Lupi do cargo. “Com toda lealdade, entendo que o PDT deve se afastar do ministério porque nesse momento não detém mais a confiança para permanecer”, afirmou.


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Poder

O enriquecedor comentário sobre a glamourização do banditismo

Por Milton Corrèa da Costa

No último final de semana o traficante Nem, antes de ser preso no Rio, teve direito a quatro páginas da Revista Época, duas delas numa entrevista concedida à ilustre jornalista Ruth de Aquino, num raro ato de coragem da citada profissional de imprensa. O bandido foi entrevistado em seu próprio habitat, a Favela da Rocinha. Ontem foi postado pelo amigo Neto Ferreira, neste blog, um artigo de minha autoria, em que questionava a relação imprensa e a possível glamourização dos ‘mitos do tráfico’. O jornal Tribuna da Imprensa, na Internet, também publicou o artigo, onde um interessante e enriquecedor comentário de um leitor, naquele jornal, chamou-me a atenção. Para nossa reflexão é com prazer que aqui o reproduzo..

 Por Francisco Vieira (Brasília/ DF)

O endeusamento de bandidos (principalmente traficantes) pela imprensa não é de hoje.

Os mais velhos ainda devem se lembrar da minissérie noturna “Bandidos da Falange”, nos idos do assaltante Fernando da Gata, em que uma emissora procurava justificar as ações de bandidos, assaltantes e traficantes cariocas; a minissérie causava a simpatia e a admiração dos expectadores pelos traficantes, mesmo “sem querer, querendo”, e levava o expectador a torcer contra a polícia.

É triste lembrar, mas na ocasião um pai atirou na própria filha (que havia se levantando durante a madrugada para beber água, sem ligar a luz) pensando que ela fosse o pilantra.

Naquela mesma emissora, no programa de final da noite de domingo, já foram ao ar várias entrevistas que procuraram trocar a repulsa do cidadão ao delinquente pela admiração a sua garra, resistência, coragem(?) ou habilidade: já foram entrevistados ladrões de carros e pedido que mostrassem a destreza abrindo vários veículos em poucos segundos; o bandido ficou “cheio da moral” com os colegas! Será que não existiria nenhum especialista que levasse a vida honestamente (industrial, policial, chaveiro ou fabricante de fechaduras) para tomar o lugar de pessoa tão desprezível? Nesse mesmo programa, assaltantes também já ensinaram ao cidadão-assaltado-vítima como se comportar durante um assalto para não atrapalhar a ação ou assustar o facínora.

Aqui vale prestar a atenção nestes pontos: sempre que alguém morre em um assalto ou estupro, a primeira coisa que se pergunta ao homicida é se a vítima reagiu: se reagiu, tudo bem! Estará perdoada – e justificada – a covardia deste e os ânimos e repulsa do narrador do telejornal estarão apagados! Mesmo que o verme esteja mentindo, a sua palavra será considerada verdadeira diante do repórter. Se a reportagem for sobre uma rebelião carcerária, obrigatoriamente o repórter relatará se estava faltando vaga na cela ou no presídio, mesmo que a causa da confusão tenha sido uma briga por um cigarro de maconha, uma tentativa de fuga ou um acerto de contas!

Lembro, ainda, de um traficante que foi estrela naquele programa das tardes de domingo: acompanhado por uns engravatados, dizia-se arrependido (et: só se arrependeu depois que foi preso; antes, aterrorizava o pedaço!) e que tinha como grande sonho de infância trabalhar como palhaço (certamente se fosse uma pessoa de bem, se trabalhasse e pagasse os impostos regularmente sem ter recebido nada em troca, já estaria levando essa vida!). Durante o programa, chorou feito mamoeiro lanhado. E com direito a close do cinegrafista nas lágrimas que lhe banhavam o rosto! Realmente emocionante!

No final do programa conseguiu o emprego que queria em um circo. Dica para quem estiver desempregado! Só fico aqui matutando comigo mesmo: porque será que nunca o programa foi ao circo para ver como o seu pupilo estava progredindo?

Mas a coisa não fica só por aí: e a entrevista de capa com o ladrão goiano Pareja?

Concedida a uma revista semanal, ele procurou mostrar aos leitores (e aos jovens) que a vida deve ser medida pela largura (das emoções sentidas) e não pelo comprimento, mesmo que a sua ação resulte em morte e perdas materiais para as vítimas dessas emoções primitivas. Ele se transformou em estrela tão rapidamente que foi assassinado na cadeia pelo amigos, tomados de inveja com tanto brilho! Reportagem muito educativa!

E os apelidos simpáticos e carinhosos e o respeito demonstrado pela mídia na simples menção do nome desses criminosos? Deixam a impressão que tentam identificar uma pessoa cruel, assassina e sem princípios como se fosse um parente do expectador, alguém que “entraria pela nossa cozinha”, que teria a nossa simpatia e que trataríamos na intimidade com nomes carinhosos, geralmente no diminutivo: Escadinha, Fernandinho, Marcinho, Lindão, Ronaldinho, Marcelinho, e por aí vai! Se o bandido tiver nome feio, não cai no gosto da mídia.

Outra coisa curiosa é o holofote dado às ESTRELAS de TV e às pessoas que vivem da imagem e que são SÓCIAS desses bandidos. Todas ganham espaço na imprensa e se intitulam, orgulhosamente, “ex-viciadas”, mesmo que tenham acabado de dar uma tragada! A simples menção da palavra “ex-viciado” já garante a participação dessas pessoas em algum programa de entrevistas e, quem sabe, até em alguma novela. Um belo exemplo a ser seguido pelos jovens, imaturos emocionalmente! Mas o curioso é que o entrevistador, em momento algum, pergunta quem era o seu fornecedor ou se ele faz ideia de quantas crianças morreram (e de quantas autoridades foram corrompidas) no percurso efetuado pela sua fonte de prazer, desde a saída da Colômbia/Paraguai até a chegada ao seu fashion apartamento ou casa de praia!


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Poder

Deputado Antônio Pereira compra avião por mais de R$ 1,5 milhões

Antônio Pereira coloca irmão como laranja para manter contrato com Estado

Antônio Pereira coloca irmão como laranja para manter contrato com Estado

O deputado estadual Antônio Pereira (DEM), mostrou que pode tudo. Recentemente chegou a adiquirir um avião – modelo King Air, o mesmo modelo útlizado no escândalo do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT) ao desembarcar no Maranhão.

Antônio Pereira que efetuou o pagamento do avião pelo valor simbólico de mais de R$ 1,5 milhão, chegou a ser comentado pelos próprios deputados que estranharam a sua nova aquisição milionária.

Segundo um deputado, Antônio Pereira aumentou seus patrimonios de tal forma estarrecedora que acabou pegando de surpresa varios deputados com a compra deste avião, disse o parlamentar.

King Air

King Air

Porém, os reais motivos que segundo documento esclarece, o empresário e irmão do deputado é laranja e um dos socios majoritários da famosa Ong ‘Bem Viver’  que é possuidora de um contrato milionário com a Secretaria de Estado da Saúde, comandada por Ricardo Murad (PMDB).

É impressionante os valores destinados pela secretaria de Saúde, a Ong Bem Viver, que tem sede em Imperatriz. Alguns pagamentos chegam a últrapassar a casa dos 2,5 milhões como se observa abaixo:

Contratos milionários com a Bem Viver

Contratos milionários com a Bem Viver


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Poder

Weverton Rocha responde a sete processos na Justiça Estadual e Federal do Maranhão

Rocha responde a sete processos na Justiça

Rocha responde a sete processos na Justiça

Weverton Rocha (PDT-MA) atual deputado federal e ex-assessor do Ministério do Trabalho, Carlos Lupi é acusado de participar do esquema na cobrança de propinas de ONGs ligadas ao Ministério.

O deputado que é bastante conhecido nos tribunais de Justiça e de Contas do Maranhão, é um dos recordistas com sete processos na Justiça do Maranhão.

Rocha ainda obtém outra ação na Justiça Federal do Maranhão acusado de varias irregularidades na forma de executar o programa federal ProJovem Urbano, que trabalha com os jovens da rede pública escolar.

Na época, ele era secretário de Esporte e Juventude do Maranhão, governado pelo falecido Jackson Lago (PDT).

As acusações partiram do próprio Ministério Público que acusou o deputado federal Weverton Rocha na ilegalidade dos R$ 3,3 milhões pagos a uma construtora que nunca concluiu a deixou a obra inacabada do ginásio esportivo Costa Rodrigues, em São Luís.

Já em outra denúncia, observa-se que à forma da contratação de empresas sem licitação é incorreto, ferindo a moralidade constitucional. Há não ser que tenha sido realizada uma dispensa licitatória de urgência. Sendo assim, não caracteriza ato de improbidade administrativa. Abaixo alguns dos processos movidos contra Weverton Rocha:


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Poder

Deputado Roberto Costa é apoiado após denunciar sumiço de R$ 73 milhões

Costa pede explicações da Prefeitura de São Luís

Costa pede explicações da Prefeitura de São Luís

Na sessão, vários deputados manifestaram apoio ao deputado Roberto Costa (PMDB), que denunciou na semana passada o sumiço de R$ 73 milhões das contas da Prefeitura de São Luís, provenientes de um convênio entre governo do Maranhão e o município — dinheiro esse que, por decisão judicial, deveria ser devolvido ao governo estadual.

O deputado Marcelo Tavares (PSB), conhecido por ser ferrenho opositor à atual gestão do governo Roseana, abraçou a causa e deu razão a Roberto Costa, afirmando que o colega está correto em cobrar esclarecimentos do prefeito João Castelo (PSDB).

Raimundo Cutrim (DEM) também deu razão ao colega Roberto Costa e, inclusive, cobrou providências por parte da Assembleia Legislativa para saber do destino dos R$ 73 milhões. O parlamentar sugeriu que fosse criada uma comissão para investigar o caso e justificou que o assunto deve ser debatido na casa, já que não se trata somente de um assunto da esfera municipal.

Roberto Costa lamentou o posicionamento do prefeito João Castelo. “Ninguém consegue dar uma explicação para dizer aonde foi parar os R$ 73 milhões.


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Poder

Confirmado: Lupi vai ao Senado hoje e dará novas explicações

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai ao Senado nesta quinta-feira (17) dar explicações sobre a viagem ao Maranhão em avião providenciado pelo diretor de uma rede de ONGs que tem contratos com o governo, e que ele disse que não conhecia.

Ministro Carlos Lupi

Ministro Carlos Lupi

Os parlamentares querem explicações do ministro sobre as denúncias de que ele teria usado um avião particular – modelo King Air – providenciado por Adair Meira, diretor de ONGs que têm contratos com o Ministério do Trabalho.

Na semana passada, Carlos Lupi disse que não tem nenhuma relação com Adair Meira, e que não viajou em avião dele. O ministério disse em nota que o avião usado pelo ministro é um modelo Sêneca.

Mas o diretor da ONG Fundação Pró-Cerrado diz que conhece sim o ministro, que providenciou a aeronave e participou da viagem. E ainda surgiram fotos e vídeos em que Lupi aparece descendo do avião e perto de Meira.

Lupi deu explicações à presidente Dilma Rousseff e disse que vai apresentar provas de que não viajou em um avião pago pelo diretor da ONG. Dilma decidiu então aguardar as novas explicações de Carlos Lupi, no Congresso, para decidir o futuro dele no ministério do trabalho.

O presidente em exercício do PDT, André Figueiredo, disse que Lupi vai admitir que viajou no King Air. E que ele não mentiu.

Da Folha


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Poder

Edilázio acusa Jamil Gedeon de descumprir a PEC da Bengala

Edilázio Júnior dispara contra Jamil Gedeon

Edilázio Júnior dispara contra Jamil Gedeon

Em pronunciamento feito na sessão desta quarta-feira (16) da Assembleia Legislativa, o deputado Edilázio Júnior (PV) criticou o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Jamil Gedeon, que, segundo o parlamentar, descumpriu lei que permite ao servidor público estadual, se assim o desejar, não se aposentar compulsoriamente aos 70 anos.

Para embasar suas críticas, Edilázio Júnior citou o caso da juíza Florita Castelo Branco, da 1ª Vara Criminal de São Luís. Com base na chamada “PEC da Bengala”, a magistrada, que já tem 70 anos, solicitou ao presidente do TJ a sua permanência na ativa, pedido que, de acordo com o deputado, foi negado pelo desembargador Jamil Gedeon.

“O presidente Jamil vem desenvolvendo um ótimo trabalho à frente do Tribunal de Justiça. No entanto, ele não pode desrespeitar a lei. Votei contra a ‘PEC da Bengala’, mas a maioria dos deputados resolveu aprová-la. Portanto, lei é lei e deve ser cumprida”, afirmou Edilázio Júnior.

O parlamentar chegou a propor que o deputado Carlos Alberto Milhomem (PSD), autor da PEC da Bengala, apresentasse Moção de Repúdio contra a decisão do desembargador Jamil Gedeon.

“Inclusive, esta Moção deve conter a assinatura de todos os deputados, inclusive do presidente Arnaldo Melo, que votaram a favor da PEC da Bengala”, completou.

Agência Assembleia


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Poder

O Maranhão é um celeiro de cantores

Por Antonio Noberto

Faz alguns anos, em um programa de shows de uma emissora de TV cearense, ouvi uma declaração do famoso cantor Jerry Adriani. Confesso que ri muito ao ouvir as palavras de indignação do veterano artista, mas o desabafo do ícone da Jovem Guarda é mais para chorar que para rir. Ele dizia ao apresentador que, antes de realizar um show em uma capital do Centro-Oeste, um rapaz perguntou a outro se “Jerry & Adriani era uma dupla sertaneja!”. Adriani perdeu as estribeiras com a ignorância do rapaz e concluiu que no Brasil são pouquíssimos os cantores que ficam na mídia. O resto, a imensa maioria, permanece esquecido, sem apoio algum.

A música nacional ganhou o mundo. A composição do mineiro Ary Barroso Aquarela do Brasil e a magistral obra de Vinícius de Moraes e Tom Jobim Garota de Ipanema são macros exemplos da qualidade das músicas nacionais e, por isso, tornaram-se “patrimônios da humanidade”. E tantas outras maravilhas que são orgulho nacional e contribuem para a diversidade dos nossos gêneros musicais e ritmos genuínos que tornam ímpar a cultura do país.

Muitas das unidades da Federação conseguiram romper a barreira regional e firmaram nacionalmente ao menos um gênero musical. No sentido anti-horário do mapa, destacamos o samba do Rio de janeiro, de raízes africanas, uma das nossas principais marcas, que originou a Bossa Nova em fins dos anos cinqüenta; o Axé baiano, também de origem africana; o Frevo pernambucano; o baião (derivado de baiano) que teve como maior ícone Luiz Gonzaga; o forró cearense; e o carimbó paraense – de origem indígena com influência africana, sendo que a lambada tem origem no carimbó.

Observamos que do Ceará pula-se para o Pará, e o Maranhão não aparece como lócus dos grandes gêneros musicais. Os próprios cantores maranhenses, não obstante o valor, com raras exceções, não conseguem transpor as fronteiras regionais, e mesmo quando conseguem, não frenquentam assiduamente a grande mídia. O que pode parecer falta de talento e incompetência dos nossos artistas é, na verdade, o resultado da carência de racionalização do produto cultural maranhense, que necessita de política dedicada a este segmento cultural. Talento não falta aos nossos cantores. É só observarmos ao redor e constataremos uma verdadeira legião, que vai desde artistas de renome, já consagrados nacionalmente, a outros também de muita competência, que ainda não receberam o devido reconhecimento, mas que não desistem de buscar um lugar ao sol. Assim, mencionamos Alcione, Zeca Balero, Antonio Vieira e João do Vale (ambos in memorian), Fernando de Carvalho, Cesar Nascimento, Teresa Cantu, Rita Ribeiro, Renata Gaspar, Roberto Brandão, Gabriel Melônio, Papete, Nonato Buzar, Chico Maranhão, Josias Sobrinho, Gabriel Melônio, Alê Muniz e Luciana Simões, Edilson Gusmão e Adão Camilo; Jailson Pereira, Vicente Melo e César Barata; Rose Maranhão e Célia Maria; Cláudio Pinheiro; Jhota Jr. e Gilvan Mocidade, Lairton, Gonzaga Junior, Adelino Nascimento (in memorian), Claudio Fontana, Flávia Bittencourt, Fernanda Garcia, Julio Nascimento, Silvio Max, Chico Cesar, Carlinhos Veloz, Roberto Ricci e muitas bandas e grupos que fazem muito sucesso nos mais diversos recantos do estado e do país.

Alguns destes artistas não necessariamente nasceram no Maranhão, outros residem em outros estados, mas tem em comum a carreira de sucesso em solo timbira. Muitos tiveram composições gravadas por personalidades nacionais como Beth Carvalho, Maysa, Elis Regina, Maria Betânia, Alcione, Elizeth Cardoso, Luiz Gonzaga, Caubi Peixoto, Nelson Gonçalves, Ivan Lins, Milton Nascimento e tantos outros. Roberto Ricci, por exemplo, com a ajuda da Marrom, foi muito aplaudido no prestigiado Programa do Jô Soares. É personagem do romance que publiquei em 2007 intitulado Só por uma estação: uma viagem ao Brasil. Muitos maranhenses não imaginam o poder de muitos destes e outros cantores em arrebatar multidões. Julio Nascimento, natural de Colinas, com sua Leidiane, lota os espaços por onde passa e, ao final das apresentações, sai recolhendo as calcinhas e sutiãs arremessados pela mulherada apaixonada. E não é só ele, é grande o rol de cantores apaixonados e apaixonantes.

Não esquecemos também dos cantadores, aqueles ligados às manifestações populares, cantadores de boi como Coxinho (in memorian), Donato, João Chiador, Humberto Maracanã, Apolônio, Chagas e toda uma nova safra de muito valor que vem despontando. Os cantores gospel também não ficam devendo. Tem cada vozeirão de arrepiar.

Sabe aquela impressão que a gente tem quando sai de um lugar e fica a sensação de que esqueceu de levar alguma coisa, pois é, é a que estou sentindo agora. Na verdade tenho a convicção de que estou esquecendo de mencionar muita gente boa, que manda ver e faz a cultura deste estado ser tão rica de ritmos e estilos musicais. Antecipadamente peço que aceitem minhas sinceras desculpas.

O problema declinado por Jerry Adriani no início deste texto deve ser um combustível a mais, um velho novo desafio aos muitos mestres da nossa música popular maranhense ainda não reconhecidos pela crítica. Eles não desistem porque sabem que não existe melhor feedback que uma multidão vibrando e aplaudindo. É este reconhecimento do público maranhense que faz do estado um grande e promissor celeiro de belas vozes e melodias.

A gente se vê!

Antonio Noberto
Pesquisador, membro do Conselho Diretor da Aliança Francesa de São Luís.


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Poder

Lula raspa cabelo e fica careca para tratar câncer

Da Época

Lula fica careca

Lula fica careca

O Instituto Lula divulgou nesta quarta-feira (16) novas imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a entidade, Lula raspou a barba e o cabelo antecipando a queda causada pela quimioterapia usada em seu tratamento contra o câncer de laringe. Dona Marisa Letícia cortou o cabelo e fez a barba do ex-presidente.

O câncer de laringe foi diagnosticado no dia 28 de outubro obrigará Lula a poupar a voz. Lula tem pela frente uma luta árdua para se manter vivo e preservar sua razão de viver. Num vídeo de agradecimento gravado pouco antes de deixar o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde começou o tratamento, Lula deu mostras da importância que atribui à sua capacidade de mobilizar as pessoas por meio da fala. “Lamento não poder dizer um ‘companheiros e companheiras’ bem forte.” Com a voz cheia de falhas, despede-se assim: “Até a primeira assembleia, o primeiro comício ou o primeiro ato público”. Lula tem consciência de que, na essência, é aí que reside seu maior talento.


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