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Reflexão de um bom policial militar

Gostaria de expressar minha preocupação nesse momento de esquina histórica instalado na minha Polícia Militar e em todo o espectro da secretaria de segurança pública. Sou Oficial da PMMA  e infelizmente fui acostumado a ver desmandos, incompetências e subserviências serem aclamadas como atos diferenciais que acarretavam promoções de pessoas cujo preparo profissional, ético e moral não encontravam materialidade. Assim, como nada mudava e as coisas eram assim porque sempre foram, eu me acomodava, incomodava e acatava… Era o sistema, sabem como é?

Agora, minha combalida alma de resignado e disciplinado oficial assiste a um Juiz Corregedor alegar com todas as vogais e consoantes que um desses que assisti, por sua vez, seguindo a tradição, atropelar competências, pois era amigo do Secretário de Cultura e aboiador , ascender ao Comando da Instituição, lugar que requer preparo diferenciado em questões de emprego, liderança, convencimento, empatia e interesses com a tropa toda, seria despreparado para o cargo e que, sua falta de traquejo e habilidades acarretaram uma crise sem precedentes, inclusive para toda uma estrutura governamental, eu escutei ECO de minhas convicções, sistematicamente, estupradas em anos de  honestas jornadas de trabalho e comiseração. O juiz detalhou em partes da peça jurídica em que negou a prisão dos líderes da Paralisação de Policiais e Bombeiros Militares, uma descrição pessoal do comando do coronel Franklin Pacheco a frente da Polícia Militar, disse, entre outras coisas, textualmente que. “Temos à frente da instituição militar estadual um comandante de operosidade caracterizada por fragilidade que salta aos olhos de todos, mercê do despreparo de que padece referida autoridade para o cargo que exerce”.

Esse mesmo Comandante que promoveu um assessor seu(muito bom por sinal) extemporaneamente, a frente de dezenas de outros IGUALMENTE preparados e que ficaram desmotivados e desprestigiados pois, acreditavam em suas qualificações e não foram promovidos por não comungarem da bajulação da corte da PMMA .

“É senhores, reconhecimento é moeda rara para ser aguardada de quem não tem preparo. A tropa está cansando de não ter comandante e o comandante está, somente agora, saindo, muito a contra gosto, de seu gabinete refrigerado e conhecendo sua tropa de farrapos, pena que dois anos após de cansaço”…

Caro jornalista e amigo da verdade, nós Oficiais e praças, não somos tolos! Fizemos uma greve por melhores salários e não por discernimento… E o que fica patente a quem se debruça sobre essa questão, é que se torna lamentável observar o Sr. Franklin Pacheco a frente da polícia Militar do nosso estado.

Eu afirmo que existem OFICIAIS que jamais tiveram máculas funcionais e, sempre foram producentes e esforçados, merecedores do respeito e reconhecimento das comunidades onde prestaram serviços, os quais aguardam há anos suas promoções; contudo elas são, sistematicamente, usurpadas, barganhadas e canalizadas à apadrinhados e colegas de turma, as vezes recém promovidos, que mal completaram tempo para nova promoção. Que coisa desprezível e enojante é assistir tanta INJUSTIÇA e CLIENTELISMO juntos numa só gestão.

Senhora Governadora, faça-nos um favor e acabe com esse período negro da PM. faça uma sondagem na PM-1 e Diretoria de Pessoal da PM e promova quem merece e espera honestamente sua vez há muito tempo e, fazendo isso, FARÁ HISTÓRIA, obtendo sangue novo e vontade de produzir, ao contrário atuais semblantes cabisbaixos e descrentes em política, políticos e seus comandantes.

Eu tenho vergonha de ser oficial e correr o risco de ser , um dia, chamado de velho caranguejo(pois aguardo minha vez há mais de 10 anos), fora desse cofo de subservientes, bajuladores e oportunistas que se tornou o alto Comando da PM em São Luis.


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Poder

Planalto e Itamaraty desdenham da Conferência Rio + 20

Da Coluna Esplanada

O Palácio do Planalto e o Itamaraty não levam em conta que a agenda de chefes de Estado é feita com até seis meses de antecedência. Pois a apenas cinco meses da realização da Rio + 20, de 20 a 22 de Junho, nem o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, tampouco a presidente Dilma Rousseff escreveram carta-convite aos presidentes. Por conta disso há uma preocupação excessiva no Congresso, nas frentes parlamentares do meio ambiente. O senador Fernando Collor (PTB-AL), que presidia o país à ocasião da Eco 92, já indicou que o evento agora pode ser um fiasco.

Há duas décadas

Em 92, o Rio foi palco de desfile de celebridades. George Bush, pai, presidente dos EUA, veio. Agora, Obama, envolto na disputa presidencial, deve mandar representante.

Belo Monte

Há quem aponte medo da presidente Dilma de avalanche de críticas à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. ONGs internacionais preparam protestos.


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BBB12: “Na hora eu queria, e talvez mais que ele”, declara Monique

Ofuxico

Daniel e Monique juntos em festa no BBB

Daniel e Monique juntos em festa no BBB

Finalmente Monique quebrou o silêncio e falou sobre o que aconteceu na manhã de domingo após a festa eletrônica, na madrugada desta quarta-feira (18).

Em conversa na área externa da casa com João Mauricio e Fael, Monique revelou em bom tom que fez o que tinha vontade de fazer com Daniel.

O assunto foi iniciado porque a gaúcha manifestou interesse em ter uma relação mais séria com Rafa. João Mauricio falou então, que se fosse ele no lugar do carioca, perderia o interesse após ela ter “ficado” com Daniel.

“Naquele momento me deu vontade, entrou o impulsivo e eu fiz”, revelou.

Ela ainda explicou que Rafa sempre falou de uma gaúcha que ele morre de amores, e que inclusive ele teria chorado na festa por causa dessa mulher misteriosa.

Com Rafa não mostrando interesse nela, além da amizade, e somando a bebida e o comportamento impulsivo que a própria sister confessou ter aos brothers, ela disse: “Me deu vontade, entrou o impulsivo e eu fiz”, afirmou.

Outra declaração de Monique durante a conversa que chamou a atenção foi o fato de ela querer ter se envolvido com Daniel, talvez até mais que ele.

“Na hora eu queria, e talvez mais que ele. Bêbada, impulsiva e carente, eu fiquei com Daniel.

E concluiu:

“Eu acho que não vai ser legal porque eu estraguei (se referindo ao Rafa). Desde que eu fiquei com Daniel, eu me retraí”.

E o mais importante, ela não tem ideia da repercussão que esse assunto está tendo do lado de fora da casa. No final da conversa com João e Fael, ela falou que está preocupada com a imagem dela depois do ocorrido, mas não em relação ao caso, e sim dela não ter tido paciência para, talvez, rolar um romance com Rafa.

Essas declarações de Monique e o depoimento dela ao delegado, provam que a opinião pública foi totalmente injusta com o paulista Daniel e, a direção do Big Brother Brasil, pode ter cometido um grande erro ao expulsar o brother do programa.


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Poder

Grupo tenta reduzir poder de Cezar Peluso na presidência do CNJ

Da Folha de S. Paulo

Presidente do Supremo e do CNJ, ministro Cezar Peluso

Presidente do Supremo e do CNJ, ministro Cezar Peluso

Integrantes do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) começaram ontem a se mobilizar para reduzir os poderes que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, tem como presidente do conselho.

Um grupo de conselheiros apresentará duas propostas quando o órgão voltar ao trabalho, na semana que vem.

O CNJ está no centro de uma crise no Judiciário devido à discussão sobre o seu poder de investigação sobre os próprios magistrados.

Recentemente, dois ministros do STF atenderam a ações da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), entre outras entidades, e suspenderam investigações do conselho contra tribunais.

As associações de juízes também entraram com representação na Procuradoria-Geral da República contra a corregedora do CNJ Eliana Calmon, para que seja investigada sua conduta na investigação sobre pagamentos atípicos a magistrados e servidores.

Para os juízes, a ministra quebrou o sigilo fiscal dos investigados, ao pedir que os tribunais encaminhassem as declarações de imposto de renda dos juízes.

Na semana passada, a corregedora do CNJ apresentou relatório mostrando que magistrados e servidores movimentaram, entre 2000 e 2010, R$ 856 milhões em operações financeiras consideradas “atípicas” pelo Coaf, o órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda.


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Justiça Federal dá acesso à redação do Enem de todos os candidatos

A Justiça Federal no Ceará concedeu na tarde de ontem (17), o direito aos candidatos de todo o Brasil que fizeram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a terem acesso às cópias das provas de redação, e respectivos espelhos de correção. Além disso, a Justiça Federal concedeu o direito de pedir revisão administrativa das respectivas provas para permitir a utilização das novas pontuações eventualmente obtidas no resultado do Sistema de Seleção Unificada (SiSu).

O Ministério da Educação (MEC) informou em nota nesta terça-feira (17) que não tem como colocar à disposição dos alunos as provas de 2011 e vai recorrer da decisão por inexequibilidade. O MEC diz ainda que o termo de ajustamento de conduta feito nesta terça-feira vai permitir aos candidatos ter acesso à correção das provas a partir do Enem 2012.

Em sua decisão, o juiz federal da 1ª Vara no Ceará, Luiz Praxedes, defende que a Constituição Federal assegura o acesso a informações, “ao contraditório e à ampla defesa”. O magistrado também justifica decisão devido ao prazo para inscrição no SiSU, sistema que seleciona alunos com melhor desempenho na prova do Enem, para que ingressem à universidade.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova do Enem, foi intimado pelo juiz para o cumprimento imediato da decisão. O juiz intimou ainda o Ministério Público Federal se manifestar em até cinco dias.

Do G1


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Prefeito embolsa verba do Viva Nota

Um famoso prefeito que teve a prisão preventiva decretada pela Polícia Federal, desta vez atacou não só no Fundeb e no SUS. O gestor do município dos índios, abocanhou os recursos oriundos da Secretaria de Fazenda, do programa Viva Nota.

No mês de outubro e novembro do ano passado, a secretaria através do programa Viva Nota destinou cerca de R$ 160 mil para uma cidade do centro sul do Maranhão, onde a Secretaria de Esporte deveria efetuar o repasse ao time como ajuda de custo referente ao Campeonato Maranhense de Futebol.

A verba não foi utilizada na finalidade correta, o que demonstra uso indevido nos recursos da pasta. O pior não é isso, é que o fim de ano foi de renovação para membros e familiares ligados ao prefeito.

Um dos filhos do prefeito embolsou R$ 24 mil, além do secretário de Esporte que de quebra trocou de veículo.

Cabe agora ao Ministério Público Estadual análisar o destino dos repasses, por que se der “corda”, não tem cordino que aguente!


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DPVAT está funcionando na sede da Corregedoria Geral da Justiça

A Central de Distribuição DPVAT, que envolve ações relativas a acidentes de trânsito, está funcionando, desde segunda-feira (16), na sede da Corregedoria Geral da Justiça (CGJ), na Praça Pedro II, no Centro de São Luis. A central, que antes ficava em prédio anexo ao 1º Juizado Especial Cível, foi deslocada para a CGJ por questões de logística.

Somente no primeiro dia, foram distribuídas 145 ações para os juizados. Segundo o assessor administrativo Robert Boueres, a média diária é de 80 a 100 processos. Destes, aproximadamente, 60% são advindos do interior do Estado.

A sala de recebimento de ações DPVAT agora funciona na Secretaria de Coordenação do Conselho dos Juizados Especiais. Por enquanto, o trabalho está sendo executado somente por Robert. “Estamos preparando mais duas servidoras daqui do setor para auxiliar nesse trabalho de recebimento das ações DPVAT”, esclarece.

A Central DPVAT funciona no mesmo horário dos juizados: de 8h às 12h e das 14h às 18h. Os processos são distribuídos para os Juizados através de sorteio automático, realizado pelo próprio Sistema Themis.


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Polícia Federal indicia funcionários de colégio por vazamento de informações

A Polícia Federal de Brasília indiciou um professor e um funcionário que aplicou a prova por estelionato pelo vazamento de 14 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (13) e entregue ao Ministério Público Federal do Ceará. A polícia não informou o nome dos indiciados nem o colégio, porém na época do vazamento foi divulgado que o caso ocorreu no Colégio Christus, em Fortaleza.

De acordo com a polícia, as duas pessoas indiciadas foram indicadas para aplicar o pré-teste do Enem. A polícia descarta a hipótese de que a reprodução das questões tenha sido premeditada, e sim, tenha ocorrido por conta de uma oportunidade. Não se sabe ao certo como as perguntas foram copiadas.

Ainda, segundo a polícia, as questões copiadas foram provenientes de duas provas que seriam aplicadas a dois alunos que faltaram. Por causa do vazamento, 1.139 alunos do colégio Christus tiveram as 14 questões anuladas.

O advogado da escola e dos funcionários, Sério Rebouças informou que os indiciados não têm qualquer envolvimento com o vazamento das questões. “Existem várias possibilidades (das questões antecipadas terem chegado ao banco de dados da escola), mas o colégio não se comprometeu com nenhum delas. Um das possibilidades é em decorrência do pré-teste”, diz o advogado do Christus, Sérgio Rebouças.

Rebouças diz também que ainda não foi oficialmente notificado sobre o indiciamento dos clientes e ainda não vai comentar o caso. “Ainda vamos avaliar de que forma vamos nos pronunciar sobre o caso”, diz.

Um dos funcionários indiciados é professor da escola e foi apontado por alunos como o distribuidor do material didático com questões semelhantes às usadas no Enem. De acordo com um aluno da escola, antes de entregar o material o professor afirmou “não repassem esse material para ninguém, ele é muito valioso”.

O Ministério da Educação diz que aguarda o relatório da PF para se pronunciar.

Do G1


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Juiz eleitoral e filho são acusados de contratar hacker que atuava em Cartório

O famoso hacker e analista de sistema Paulo Araújo Ferreira em depoimento À Polícia Civil, disse ao delegado Carlos Alberto Damasceno, da proposta feita pelo juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, Luiz de França Belchior, para que hackease inserindo falsas informações no banco de dados do site do Tribunal de Justiça contra o desembargador Bayma Araújo e do juiz Luis Gonzaga Almeida Filho, que também era para ter computadores hackeados.

Segundo informa o blog do Itevaldo Júnior, o magistrado é pai do proprietário de cartório Luiz Belchior Filho, acusado pelo estelionatário de “tramar a morte de dois tabeliães e de uma juíza”. No mesmo depoimento, Paulo Ferreira afirma que o juiz Luiz Belchior teria contratado outro hacker para atuar no envio das informações.

Em conversa na tarde de ontem, 16, com o jornalista Itevaldo Júnior, o desembargador Bayma Araújo, disse não acreditar de certas intenções do magistrado em tentar prejudicá-lo no judiciario.

Entenda o caso

Em janeiro de 2010, o hacker Paulo Araújo Ferreira foi contratado por Luiz de França Belchior Filho, para criar um programa no intuito de trabalhar na invasão de bancos além.

O analista detalhou a Policia Civil como foi elaborado o projeto criminoso de interesse de Luiz de França Belchior Filho no financiamento de peças para montar um computador de grande porte. Houve um investimento de cerca de R$ 15 mil em torno do projeto. Com isso, foram criados mais de 12 programas, nomeados de forma feminina:

PROGRAMA ANA: processa os dados dos cartórios do 3º Ofício da Capital e de Maranhãozinho;

PROGRAMA JOANY – atua com o programa GLÓRIA, consegue invadir os servidores de nstituições financeiras e órgãos da administração pública federal, estadual e municipal. Pode copiar dados e introduzir novas informações;

PROGRAMA GLÓRIA – atua especificamente nas fraudes de contas bancárias;

PROGRAMA CONCEIÇÃO – invadia o servidor do Instituto de Identificação da Secretaria de Segurança Pública;

PROGRAMA LUCY – acessava o servidor central do Tribunal de Justiça e “lá inseria dados de quaisquer natureza ou subtraia os que estavam arquivados“;

PROGRAMA MARIA – era usado para invadir os computadores dos gabinetes dos desembargadores e dos juízes, era usado com o PROGRAMA MAGNÓLIA;

PROGRAMA MAGNÓLIA – interceptava e-mails de desembargadores e juízes;

PROGRAMA SABRINA – injetava vírus em rede de computadores e máquinas pessoais; era também utilizado para quebrar os cincos níveis de segurança dos sistemas de bancos e órgãos públicos;

PROGRAMAS JAQUELINE E MAYARA – inseriam dados nos computadores de pessoas escolhidas com o objetivo de incriminá-las ou de fazer ameaças; as informações eram utilizadas por outros juízes e desembargadores cooptados pelo quadrilha que expediam ordens judiciais em desfavor dos mesmos;

PROGRAMAS MARTA I e MARTA II – eram utilizados para a transferência de dados criptografados dos cartórios de Maranhãzinho e Maracaçumé;

PROGRAMA TEREZINHA – era o programa matriz e nele eram arquivados todos os dados obtidos através dos outros programas e após analisados e alterados eram devolvidos ao computador onde o golpe foi executado.


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Poder

Crack é arma de risco para PT e PSDB

Do Presidente 40

A operação policial na cracolândia se tornou o assunto de São Paulo neste começo de 2012. A cobertura dos jornais e da TV leva o drama da região da Luz para dentro da casa de todos os paulistanos.

Fechar os olhos para o que se vive ali, como a cidade tinha se acostumado a fazer, deixou de ser uma opção. E o crack, que resvalou a campanha presidencial de 2010, parece ter chegado para ficar no debate entre os candidatos a prefeito.

O problema, a mais de oito meses da eleição, é que ninguém sabe se a ação dará resultado. E isso transforma o crack numa arma de risco, tanto para o PT quanto para o PSDB.

A primeira batalha da guerra já está em curso: a disputa pela “paternidade” da tragédia.

O PSDB governa o Estado –ou seja, é responsável pela polícia e pela repressão ao tráfico– desde 1995. O PT administrou a cidade entre 2001 e 2004, período em que não se ouviu falar em melhora no atendimento aos dependentes.

Na melhor hipótese, o eleitor terá a oportunidade de decidir quem tem mais culpa no cartório.

O duelo mais complicado está por vir, e depende da forma como a sociedade, depois de algum tempo, vai julgar a operação.

Os tucanos sonham com uma reprise do que acontece no Rio de Janeiro, onde o governador Sergio Cabral tem conseguido vender a ideia de que as suas UPPs derrotaram o tráfico nas favelas.

O desafio dos petistas é convencer o eleitor de que o governo de Geraldo Alckmin exagerou na repressão e deixou de resgatar os reféns da droga, sem passar a ideia de que “torceram contra” a solução do problema.


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