Crime

Reflexões sobre a morte de um jornalista

Por Milton Corrêa da Costa
 
A morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Gelson Domingos da Silva, no  domingo 06/11/11, no exercício da função jornalística, na cobertura in loco deuma incursão policial, numa favela da Zona Oeste do Rio, uma área conflagrada pela atuação do narcotráfico, deve nos levar a reflexões sobre tais missões, de altíssimo risco para a integridade física do profissionais de mídia, face à violenta e permanente guerra que vivenciamos no Rio. Até onde vai o limite do profissionalismo, na obtenção do furo jornalístico, na transmissão em tempo real de um violento confronto entre policiais e marginais da lei ou mesmo entre facções criminosas rivais e o resguardo da vida do profissional de imprensa? Que tipo de equipamento, de relativa segurança para proteção individual, possuem para o desempenho de tão complexa missão?. Que tipo de treinamento e adestramento possuem para a progressão segura e abrigada em morros e favelas, locais geralmente íngremes, de dificíl acesso, quanto mais quando se porta pesado fardo de coletes à prova de bala, capacetes de proteção, câmeras e equipamentos ?
 
Há de se convir que a missão do repórter e do cinegrafista, autênticos correspondentes de uma das mais violentas e sangrentas guerras urbanas que se tem notícia na história do mundo, é das mais complexas e difíceis. Repórter policial não é profissional de polícia, muito embora acabe se tornando personagem vulnerável nos confrontos à bala, situados na linha de tiro, com pouca mobilidade de progressão, as vezes em locais de difícil abrigo, sujeito a ser vítima, como foi Gelson Domingos, da potência de uma arma de guerra, altamente letais. Um alvo vulnerável de perigosos marginais da lei, de posse de armas de destruição humana que continuam adentrando aos morros e favelas do Rio, que não se consegue explicar como chegam.. Há que se entender que são confrontos à curta e à média distâncias, o que os torna ainda mais letais.
 
 Doravante, após o lamentável episódio que ceifou brutalmente a vida de um dedicado e corajoso profissional do jornalismo, além de equipamentos de segurança  mais eficazes e resistentes -justa e antiga reivindicação dos sindicatos de classe- o treinamento de tais profissionais, em campos de instrução militar, que os ensine a progredir em terrenos acidentados, com menor risco, são mecanismos de defesa pessoal necessários e imprencindíveis para atuação na linha de frente. A violenta guerra do Rio, onde ninguém está a salvo, há muito tempo está a exigir. Há uma linha tênue entre o profissionalismo jornalístico, o amor à profissão e o resguardo da vida. Esta sim o maior bem tutelado.

Milton Corrêa da Costa
Coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Maranhão

Policiais Militares e Bombeiros estão em greve

Momento da votaçao pela paralisação das atividades

Momento da votaçao pela paralisação das atividades

Conforme o blog publicou no dia, 03, sobre a paralisação que seria confirmada no dia, 08, (reveja). O blog do Louremar trás a confirmação da paralisação dos Policiais Militares e Bombeiros após reunião na noite de ontem segunda-feira, 8, em assembléia realizada na Federação dos Trabalhadores do Estado do Maranhão (Fetiema) onde participaram presidentes das associações representativas de todo o Maranhão.

Coronel Ivaldo e sargento Mesquita (Bacabal)

Coronel Ivaldo e sargento Mesquita (Bacabal)

A paralisação já vinha sendo uma alternativa cogitada há algumas semanas pelas entidades.

Na tarde de ontem o Governo do Estado convocou uma reunião presidida pelo governador em exercício, Washington Luiz Oliveira.

Já na proposta apresentada foi de que os PMs aguardassem até o dia 28 de novembro para que o Governo termine os estudos sobre a situação.

Porém, os presidentes das entidades levaram a proposta para discussão na assembléia dos militares e ela foi rejeitada. Os militares votaram pela paralisação.


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Cidade

Guarda de São Luís multa moto por falta de cinto de segurança

Carlos Magno foi multado por dirigir sem cinto, só que ele tem uma moto.

Carlos Magno foi multado de forma errada por guardas da SMTT

Carlos Magno foi multado de forma errada por guardas da SMTT

Multa de trânsito é algo desagradável, ainda mais quando é aplicada injustamente. Agora, imagine se você fosse multado por uma infração que nem pode ser aplicada no Código de Trânsito Brasileiro (CTB)?

Pois bem, isso aconteceu com um motociclista de São Luís. Carlos Magno, de 30 anos, foi multado, duas vezes por falta do uso de cinco de segurança. O problema é que ele dirigia uma moto de 125 cilindradas. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) de São Luís reconheceu o erro e retirou a multa do sistema. Um motoqueiro ser multado por falta do uso de cinto de segurança equivale a um motorista ser multado por não uso do capacete em seu automóvel.

Magno afirma que recebeu a multa há aproximadamente três meses e, sem acreditar naquilo que estava acontecendo, entrou com recurso na SMTT. Para a sua surpresa, ele levou uma outra multa enquanto recorrida da primeira. “Eu achei um absurdo. Nunca tinha dirigido um carro. Na verdade, nem sei como se dirige um carro. Foi a primeira vez que vi um motoqueiro ser multado por falta de cinto”, disse o motociclista.

Já esse ano, uma outra polêmica: guardas da SMTT foram orientados pela direção da secretaria a não aplicar multas contra veículos da prefeitura de São Luís. O secretário Clodomir Paz foi obrigado a revogar essa portaria. Em nota, a Secretaria de Transportes informou que qualquer motorista que se sinta prejudicado pode ingressar com recursos na Jari.

Do Portal IG


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Poder

Ministro Lupi terá que esclarecer denúncias a Comissão de Ética da Presidência

Weverton Rocha envolvido em esquema complica situação do ministro

Weverton Rocha envolvido em esquema complica situação do ministro

A Comissão de Ética da Presidência abriu ontem segunda-feira, 7, um procedimento em que pede esclarecimentos ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sobre denúncias que envolvem desvio de dinheiro público em sua pasta. O ministro terá dez dias, a partir da data em que for notificado, para se explicar sobre as denúncias publicadas na edição deste fim de semana da revista “Veja”.

A reportagem aponta envolvimento de funcionários da pasta em um suposto esquema de desvio de recursos de convênios com entidades privadas. Por conta das denúncias, o ministro Carlos Lupi afastou no sábado (5) o coordenador de qualificação da pasta, Anderson Alexandre dos Santos.

Com a abertura do procedimento, a relatora, Marília Muricy, poderá pedir documentos e explicações ao ministro. Ao final da investigação, Lupi poderá ser punido com uma “censura ética” ou até mesmo ter sua demissão recomendada pela comissão.

Em reunião de líderes nesta tarde, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, não comentou as denúncias que envolvem Carlos Lupi, mas afirmou que o governo “tem obrigação de prestar todos os esclarecimentos”.

“Os ministros têm sido reiteradas vezes acionados para prestarem esclarecimentos. E é extremamente importante todos terem a noção de que estamos [tomando] providências no sentido de ter uma fiscalização mais eficiente”, concluiu a ministra..

Do G1


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Poder

Promotor de Barra do Corda garante anulação de concurso fraudulento

O promotor de Justiça de Barra do Corda, Jorge Ribeiro, em resposta a perguntas no Grupo BDC, no facebook, garante que o concurso público realizado pela prefeitura barra-cordense em dezembro de 2009, “foi anulado administrativamente em abril de 2011, através de portaria devidamente publicada no Diário Oficial do Maranhão.”

Acrescentou o promotor, que atualmente corre na justiça comum, recurso que declara nulas as nomeações realizadas em cumprimento às decisões liminares da Justiça do Trabalho, porque não se poderiam nomear “candidatos a um concurso já anulado.”

Explicou o promotor que o Superior Tribunal de Justiça deverá apreciar, ainda este mês, “a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para apreciar questões relacionadas ao concurso público.”

Em Barra do Corda, os aprovados no concurso público da prefeitura reuniram-se na quinta-feira 3, no auditório da Academia Barra-Cordense Letras, e decidiram levar uma Comissão ao promotor Jorge Ribeiro para interceder pela não anulação do concurso público.

Da Turma da Barra


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Poder

Médico é declarado culpado por morte de Michael Jackson

G1.com

O médico Conrad Murray foi declarado culpado nesta segunda-feira (7) do processo em que era acusado do homicídio culposo (quando não há intenção de matar) de Michael Jackson.  A sentença definitiva do cardiologista será anunciada apenas em 29 de novembro.

Conrad Murray sendo algemado logo após a condenação

Conrad Murray sendo algemado logo após a condenação

A declaração foi lida por Sammie Benson auxiliar da Corte de Los Angeles duas horas após o júri ter chegado a um veredicto unânime. Ao final da declaração, Benson disse que o júri o condenava a quatro anos de prisão. Mas a sentença não é definitiva devido a um pedido feito pelos advogados de Murray.

A decisão, que estava programada para sair às 19h (do horário de Brasília; 13h em Los Angeles), atrasou por conta do próprio Murray, que estava com a família em Santa Monica e demorou para chegar ao tribunal, no centro de Los Angeles. Ele ouviu a declaração acompanhado da mãe e de Nicole Alvarez, sua namorada

Já os familiares de Jackson, como seus pais e irmãos, compareceram ao local antes das 18h45. A decisão foi comemorada por fãs de Jackson, que acompanharam tudo do lado de fora da Corte de Los Angeles.

Os jurados começaram a deliberar a partir das 14h30, três dias depois da primeira deliberação.

No dia 3 de novembro, tanto a promotoria quanto a defesa apresentaram seus argumentos finais.


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Poder

Uchôa lamenta liberação de jovem acusado de ter atropelado dois inocentes

 Imirante.com

Rodrigo Araújo Lima

Rodrigo Araújo Lima

O superintendente de Polícia Civil da Capital, delegado Sebastião Uchôa, lamentou a liberação, após pagamento de fiança de R$ 6 mil, do condutor do automóvel que atropelou e matou duas pessoas na noite do último sábado (5) na Avenida Litorânea, em São Luís. De acordo com Uchôa, os procedimentos policiais foram feitos de acordo com a lei apesar de acreditar que a liberação de Rodrigo Araújo Lima, condutor do veículo envolvido no acidente, tenha criado “sensação de impunidade”.

Sebastião Uchôa explicou que, apesar do motorista ter apresentado sinais de embriaguês e estar dirigindo o veículo em alta velocidade e com as luzes dos faróis desligadas, o crime teve de ser considerado homicídio culposo (sem intenção de matar). No entanto, essa nomenclatura poderá ser alterada para homicídio doloso (com intenção de matar) após a conclusão do inquérito policial no prazo de trinta dias.

“A delegada procedeu na forma da lei. Ela fez autuação em flagrante até porque ele tinha se evadido do local do crime e não prestou socorro às vitimas. Ela cumpriu a lei, mas, infelizmente, a lei é branda nesse sentido de liberá-lo mediante a fiança. Infelizmente a legislação nesse aspecto é muito branda beneficiando e gerando clima de impunidade. A legislação termina parabenizando o infrator, gerando sensação de impunidade perante a sociedade. O ideal é que haja mudança da legislação em caráter emergencial”, esclareceu delegado Sebastião Uchôa.

Apesar de o atropelamento das duas pessoas ter tido repercussão nacional, o fato não foi registrado no relatório da polícia. De acordo com o superintendente de Polícia Civil, houve um “esquecimento” por parte da escrivã. Sebastião Uchôa garantiu que a “falha administrativa” não irá prejudicar as investigações.

“Foi uma falha da escrivã. Ela esqueceu de colocar [no relatório], mas o auto de flagrante já está nas mãos da delegada Ana Claudia. Não foi no relatório do plantão, mas está no relatório do Ciops a ocorrência. É uma falha administrativa corrigida e não atinge a autuação em flagrante. Isso não vai prejudicar nada”, finalizou o delegado.


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Poder

Assessor de Lupi empregou a mulher em ONG

Da Coluna Cláudio Humberto

A anarquia gerencial no Ministério do Trabalho atingiu níveis que impressionam. O Palácio do Planalto recebeu a denúncia de que o coordenador-geral de Contratos e Convênios, Manoel Eugênio Guimarães de Oliveira, um dos mais próximos assessores do ministro Carlos Lupi, empregou a mulher, Irany Ferreira de Oliveira, na ONG Confederação Nacional de Evangélicos (Conae), com a qual celebrou convênio milionário para qualificação de mão de obra


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Judiciário

Supremo vota Lei da Ficha Limpa nesta quarta-feira

A validade da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010) para as eleições do próximo ano entrou na pauta da próxima quarta-feira, dia 9, do Supremo Tribunal Federal. A análise do caso proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil em Ação Direta de Constitucionalidade (ADC 30), em maio. A entrada na pauta vem um mês depois de a OAB pedir celeridade ao Supremo em discutir o caso.

De acordo com o texto da Lei Complementar, se tornam inelegíveis todos os candidatos que tiverem condenações transitadas em julgado. Como a lei foi editada no ano passado, alguns queriam sua aplicação imediata, já nas eleições daquele ano. Mas isso foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral, cuja decisão foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal, logo depois da chegada do ministro Luiz Fux, que proferiu o voto de desempate.

Para Fux, a aplicação imediata da lei recém-aprovada implicaria na alteração das regras eleitoras, já que muitos dos candidatos eleitos tinham condenações transitadas em julgado. Essas mudanças, pela lei eleitoral, só podem acontecer com um ano de antecedência do pleito. O ministro Fux é o relator da ADC proposta pela Conselho Federal da OAB, que será julgada na semana que vem.

Com a declaração da invalidade imediata da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010, a OAB teme que a lei seja contestada novamente na Justiça para as eleições de 2012. Por meio da ADC, a entidade dos advogados quer que o Supremo defina, de uma vez por todas, a aplicação de Ficha Limpa para o próximo pleito. O objetivo da ADC, segundo o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, é trazer segurança jurídica às eleições de 2012.

Do Consultor Jurídico


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Maranhão

Servidores e alunos repudiam direção do Campus de Alcântara

Os servidores e alunos do Campus de Alcântara enviaram ao blog uma carta de repudio á atual direção da instituição pela forma negativa que vem sendo conduzida.

Na carta, eles questionam a gestão de má fé imposta pelo reitor José Ferreira Costa, por desrespeitar a base educacional e o caos na estrutura física presenciada por alunos e servidores. Leia abaixo a carta de repúdio:

Nas últimas semanas assistimos a alguns acontecimentos envolvendo o Campus Alcântara que nos causaram preocupação e indignação.

Diante de situações de desrespeito a servidores e alunos, expressas no descaso no trato das questões administrativas e sobretudo pedagógicas do Campus, técnicos e professores reunidos em Assembleia Geral publicamente reprovaram as ações da Direção Geral do Campus, bem como deliberaram pela realização de uma Consulta Pública em que alunos, professores e técnicos pudessem opinar sobre a continuidade ou interrupção da atual administração do Campus Alcântara e a abertura do consequente processo de ELEIÇÃO de outra diretoria.

No decorrer deste processo, porém, o diretor-geral do campus foi exonerado pelo Magnífico Reitor José Costa Ferreira, que indicou para o cargo, o professor Gairo Garreto.

A realização da Consulta Pública torna o IFMA uma instituição mais transparente, democrática e plural uma vez que através de eleições é possível que as várias concepções políticas, pedagógicas, administrativas sobre a educação se confrontem e qualifiquem o debate em torno daquilo que o IFMA precisa ser para seus alunos, servidores e sociedade. Através da consulta pública é possível, também, minimizar o aparelhamento político e ideológico dos grupos que há muito se revezam nos cargos de direção e que com suas práticas pouco contribuem para o fortalecimento do IFMA.

A exoneração do antigo diretor e a nomeação de uma nova direção-geral, através de indicação do reitor, ao mesmo momento em que servidores deflagravam um ambiente democrático no campus com objetivo de construir uma consulta pública para escolha da Direção-Geral, é uma clara tentativa de esvaziamento do processo político que se iniciou no Campus Alcântara.

É, sobretudo, um ato de indiferença ao processo organizativo dos servidores e de desrespeito à autonomia do Campus, autonomia esta que é princípio estatutário do IFMA.

Do que, afinal de contas, tem medo o magnífico Reitor? De que a comunidade escolar (professores, técnicos administrativos e alunos) legitimamente tome as rédeas de sua própria história e escolha democraticamente aqueles que irão coordenar as decisões coletivas?

É absurdo querer que aqueles que fazem a escola tenham o legítimo direito de escolher a direção da escola?

A resposta é possível se regredirmos um pouco na história de nosso Campus para compreender os problemas atuais de nossa escola.

O Campus Alcântara foi criado em 2008 no formato de Núcleo Avançado do Campus Monte Castelo. Como núcleos não tinha orçamento, dependíamos quase que exclusivamente do Campus mantenedor, não tínhamos governabilidade sobre nossas próprias decisões.

A dependência na estrutura administrativa contaminava também a postura da direção do então núcleo, que a todo ato pedia permissão à reitoria. Tal submissão criou uma imagem pública do núcleo de “anexo”, de um núcleo que existia apenas para o MEC cumprir um acordo em que se comprometia com políticas de educação para o território étnico de Alcântara, um núcleo repositório de servidores, um núcleo “que nem deveria existir”.

Resistindo a esse processo de desvalorização pela própria direção; professores, técnicos e alunos enfrentavam batalhas cotidianas para fazer o núcleo se afirmar. Assim, foram realizados projetos de extensão e pesquisa, mesmo sem apoio institucional, criados cursos que não se ajustavam ao “apelo dos setores produtivos”, mas atendiam às expectativas das pessoas que vivem em Alcântara, foi fortalecido um ambiente em que as pessoas se chamam pelo nome, conhecem e são conhecidos na cidade, se unem para realizar atividades que podem não contar carga-horária, nem rechear currículos, mas que expressam o compromisso que se tem com o campus.

O núcleo transformou-se em campus, em 2010, mas a autonomia não veio, ficou no papel. A mesma postura submissa de nossa direção em relação à reitoria e de superioridade da reitoria sobre Alcântara continuou a permear as relações institucionais.

Como se vê, a indicação do novo diretor-geral pelo reitor durante nosso processo de mobilização pró-Consulta Pública revela o capítulo atual dessa história. Mas, recusamo-nos a assisti-la novamente.

Sentimo-nos legítimos para repudiar o ato protagonizado pelo Magnífico Reitor em nome de nosso direito inalienável de participação e liberdade de expressão e escolha que funda a sociedade democrática em que vivemos.

Sentimo-nos legítimos para repudiar a indicação da nova direção-geral, pois nossa luta não era contra a pessoa do diretor anterior, mas contra a relação de submissão/autoritarismo que sua direção sustentava com a reitoria do IFMA, e que, o presente ato de indicação reafirma.

Sentimo-nos legítimos para repudiar o ato do Magnífico Reitor, pois devemos ser respeitados em nossa autonomia de Campus e em nossa capacidade de pensar, decidir, planejar e executar coletivamente a construção do nosso ambiente de atuação profissional.

Ao repudiar o ato reafirmamos que continuaremos em nossa mobilização para escolha de nossos dirigentes, sentindo-nos legítimos, portanto, para tornar concreto o passo inevitável da história de ajudar a tornar o IFMA uma instituição acessível à participação e controle social pela comunidade escolar e pela sociedade em geral.

 Alcântara, 28 de outubro de 2011.


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