Poder

Viva o crime brasileiro…

Por Lúcio Flávio Pinto

O Brasil nunca foi tão rico em toda a sua história quanto agora. A criminalidade nunca foi tão grave. É uma relação de causa e efeito. Pode ser. Não se tem ainda, no entanto, como demonstrar o nexo de causalidade. Mas pode-se chegar a uma conclusão surpreendente e inédita: o crime se estratificou no Brasil.

O crime dito de colarinho branco se sofisticou na mesma medida em que passou a movimentar valores em dinheiro e símbolos de poder que colocam o Brasil no topo do ranking nesse segmento.

Certamente numa posição mais avançada do que o 6º lugar em que o país está dentre os PIBs mundiais.

O recorde anterior era o 8º lugar, conquistado na década de 1970, com o “milagre econômico” do regime militar. Depois o Brasil regrediu quatro posições, até recomeçar a subir, superando seis países, depois do Plano Real.

Os criminosos de colarinho branco não têm mais por hábito matar. Eles liquidam moralmente, ou financeiramente, graças às armas que a mais alta tecnologia lhes fornece. Podem ter que usar o recurso extremo, mas, quase sempre, só no desespero.

Litigam a partir de suas mesas, diante de um computador, com assessorias visíveis e invisíveis (estas, as mais eficientes, principalmente as não assumidas ou não declaradas).

O exemplo mais recente e acabado desse modo de proceder é o do suposto bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ele não se enquadra no modelo de um Anísio Abrahão ou Castor de Andrade. Conta com senadores, deputados federais, governadores, empresários, jornalistas.

Está conectado a empresas muito maiores, dentro e fora do país. Mesmo alvejado por disparos verbais e ameaças materiais, se mantém calmo. Sua munição é tão vasta quanto imprevisível. Seu arquivo eletrônico é seu seguro de vida. Embora sem garantia certa ou cobertura definida.

Mas há um crime de rua, violento e sangrento, como “nunca antes”, para usar o bordão do ex-presidente Lula, que muito contribuiu para esse “aperfeiçoamento” maligno com seu populismo de resultados, mais eficiente e mais inescrupuloso do que o populismo amador e romântico dos políticos da República de 1946. O do líder sindical é, profissional. Sublimemente (ou subliminarmente) mafioso. O Brasil dos nossos dias é uma recriação monumental da Chicago do entre guerras mundiais do século XX.

Décio Sá

Décio Sá

Vem do Maranhão o mais recente exemplo dessa criminalidade. Na noite do dia 23 um homem desceu de uma moto na qual era o carona, com a cobertura de uma segunda moto. Caminhou calmamente até um dos restaurantes da frequentada e admirada orla litorânea de São Luiz do Maranhão, ponto turístico nacional.

Foi até uma das mesas, tirou uma pistola calibre 40, preferência policial por sua potência e eficiência. Mirou no ocupante de uma das mesas, que estraçalhava caranguejos, como costumam noticiar as colunas sociais.

Fez seis disparos com direção certa e objetivo definido: matar sem piedade, tripudiar sobre a morte. Duas balas atingiram a cabeça da vítima. Outras duas, o pescoço. E mais duas a região do coração.

Sangue espirrou, carregado de massa encefálica, pele e osso. Os tiros não foram apenas para matar: a morte devia servir de mensagem a quem interessar pudesse.

O assassino olhou em torno, disse palavras ameaçadoras para o garçom, que testemunhara estupefato o crime, guardou a arma e saiu com a mesma calma da chegada. Não escondeu o rosto nem teve pressa em fugir.

Subiu na moto e sumiu, sempre com a cobertura do segundo veículo (inspeções constantes a motocicletas devia ser uma estratégia sagrada no Brasil). Não tinha receio em ser identificado nem, talvez, preso. Se for preso, acredita, será por pouco tempo. Tem cobertura e da grossa.

A vítima, Décio Sá, tinha 42 anos. Era jornalista havia muito tempo. Desde 2006 escrevia um dos muitos blogs criados por maranhenses que não têm onde se manifestar, querem se informar e informar os outros. É a alternativa à grande imprensa, dominada pelos grupos políticos e empresariais que mandam no Maranhão, o Estado mais pobre (alguma relação com o fato de ser, geograficamente, Meio Norte com o Piauí, metade Amazônia e metade Nordeste).

Décio criou a imagem de jornalista investigativo, eficiente, audacioso e corajoso, graças ao blog. Mas trabalhava havia tempo suficiente no maior grupo de comunicação do Estado. Sob essas outras vestes, suscitava dúvidas quanto à sua independência e autonomia.

Ele era um repórter político especial do Sistema Mirante de Comunicação, afiliado à Rede Globo de Televisão e, em particular, do jornal O Estado do Maranhão, líder dos impressos maranhenses.

Esses veículos são dirigidos de perto pelo maior político do Maranhão, o ex-presidente da república e presidente do Senado, José Sarney. Nada de importante sai nos órgãos de comunicação do também ex-governador sem sua aprovação. O noticiário político, então, é criação sua. Nem sempre para reproduzir a verdade. Às vezes, também, para mandar recados.

As oligarquias no Maranhão não costumam aparecer na literatura que Sarney, igualmente imortal da Academia Brasileira de Letras, costuma cometer. Nem é preciso: a ficção do beletrista senador é acanhada demais para dar conta de realidade de tal magnitude. Tão impressionante que dispensa pitadas de invenção. Basta olhar com olhos de ver e mãos de reproduzir a cena com a fidelidade temerária de um herói. Talvez logo depois morto.

Décio Sá falava ao celular, em frente aos caranguejos cozidos, seu prato de resistência. Quando recebeu os tiros, o jornalista falava com Aristides Milhomem, mais conhecido por Tatá, vice-prefeito do município de Barra do Corda e irmão de Carlos Alberto Milhomem, deputado estadual.

Sem conseguir restabelecer a ligação, Tatá acionou Fábio Câmara, suplente de senador e amigo de Décio, que estivera em contato com outro amigo, um personal trainer, executado pouco antes, no mesmo dia, num ponto mais distante da faixa valorizada da capital maranhense. E que também iria para o bar Estrela do Mar para a caranguejada.

A última postagem de Décio no seu blog foi sobre o assassinato de Miguel Pereira de Araújo, o Miguelzinho. Ele foi morto em 1997 e o julgamento seria realizado em Barra do Corda, que forma com Presidente Dutra e Grajaú, o principal reduto de pistoleiros no Maranhão.

O problema é que das 25 pessoas sorteadas para integrar o corpo de jurados, que teria sete membros, 25 eram ligadas a Manoel Mariano de Souza. Além de ser prefeito municipal, ele é pai do empresário Pedro Teles, acusado de ser o mandante do crime. Seria represália contra o alegado invasor de suas terras. Pedro é irmão do deputado estadual Rego Teles, do PV.

O advogado Leandro Sampaio Peixoto, defensor de Miguelzinho, pediu o desaforamento do júri para São Luiz no mesmo dia da morte de Décio, a quem forneceu cópía da petição. Nela, previu que o julgamento, se realizado em Barra do Corda, terá desfecho viciado.

Ele sabe o que diz: é filho do ex-prefeito Avelar Sampaio, do PTB. Foi Avelar, quando prefeito, quem cedeu os pistoleiros Moraes Alexandre e Raimundo Pereira para proteger Manoel Mariano. Na época os dois eram amigos. Rompidos, se tornaram inimigos. Manoel interrompeu a sucessão no poder da família do seu (ex) amigo.

Para as oligarquias que comandam o interior do Brasil, isso é crime. A ser quitado com outro crime, sem os refinamentos do pessoal do andar de cima, que circula de colarinho branco por esses ambientes. O encadeamento é óbvio. O problema é segui-lo.

Um leitor, que usou um nome falso (Madureira), fez o único comentário, postado momentos antes da consumação do assassinato do blogueiro. Concluiu: “tá na cara que é jogo de cartas marcadas. precisa mais detalhes que esses?? creio que não !!” Apesar do acesso constante ao blog, ainda mais depois do crime, ninguém voltou a se manifestar. O silêncio é a regra de ouro desses acontecimentos, cada vez mais frequentes no Brasil oculto.

Quem fala muito morre com a boca cheia de formiga.


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Cidade

São Luís sediará a 2ª Feira do Artesanato Mundial

A cidade de São Luís sediará a 2ª Feira do Artesanato Mundial (FAM) no período de 4 a 13 de maio, no Espaço Renascença. A Feira terá a participação de 35 países e mais de dez estados brasileiros, dentre eles Tocantins, Maranhão e Goiás. A FAM 2012 é uma promoção é da Charph Eventos, empresa de Brasília (DF), com apoio da Associação dos Artesãos do Maranhão, instituições públicas e empresariais.

A 2ª edição da Feira do Artesanato Mundial valorizará a programação comemorativa dos 400 anos de Fundação da Cidade de São Luís, atual Capital Americana da Cultura, e terá atrações diárias, palestras, oficinas de capacitação e formação profissional e mostras da culinária internacional. A FAM 2012 terá novos países expositores e fortalecerá a cadeia produtiva do turismo e artesanato do Estado.

 

 


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Maranhão

Confira as vagas de trabalho para esta quarta-feira

A Secretaria de Trabalho e Economia Solidária (Setres) informa as vagas disponíveis para esta quarta-feira (02), no Sistema Nacional de Empregos (Sine-MA) de São Luís e Imperatriz.

Para concorrer às vagas do Sine, é necessário estar cadastrado no serviço. O cadastro poderá ser feito presencialmente, na Agência do Sine, levando Carteira de Trabalho, CPF, Identidade e certificados originais de escolaridade ou ainda no Portal Trabalho Maranhão, no endereço www.trabalho.ma.gov.br.

O Sine São Luís está localizado na Rua da Paz, 31 – Centro. Outras informações no telefone: 0800 980 300.

Confira as vagas de emprego disponíveis


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Crime

Veja os depoimentos das testemunhas sobre a execução do blogueiro Décio Sá

Foi divulgado na tarde desta terça-feira, 01, de maio, depoimentos das principais testemunhas da execução do jornalista/blogueiro Décio Sá, ocorrido no dia, 23, do mês anterior, na Avenida Litorânea, em São Luís.

De acordo com o blog do Itevaldo Júnior, que publicou com exclusividade três depoimentos de pessoas que se encontravam no dia do crime no Bar e Restaurante Estrela do Mar. Segundo uma das testemunhas, poucos minutos após a execução de Décio Sá, uma viatura da Polícia Militar apareceu na cena do crime, só que demorou a perseguir o motoqueiro que levava o pistoleiro.

Já a outra testemunha disse ter visto dois homens aguardando no topo das dunas, o assassino descer da motocicleta, de marca Honda CG-150, antes da Câmera de Segurança, que posteriormente flagrou apenas o condutor da moto sozinho, no qual dificultou as buscas pelo assassino.

Os relatos das testemunhas comprovam a tese de que, o pleno feito para matar o blogueiro Décio Sá, foi muito bem arquitetado perante os olhos dos peritos.

Abaixo o primeiro depoimento:

Segundo depoimento:

Terceiro depoimento:


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Maranhão

A Ilha do Cirurgião

Por Antonio Noberto

O quadricentenário de São Luís poderá não ser o mega evento que os maranhenses esperavam, mas com certeza será um momento de muitas descobertas e revelações sobre a história do Maranhão. E isto, como era de se esperar, muito mais por conta do vírus da curiosidade que acomete o bom pesquisador, do que da burocrática disposição governamental.

Não faz dez anos o ator francês e apaixonado pela história do nosso Estado, Jean Marie Collin, nos apresentou o brasão do fundador de São Luís, Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière, encontrado um ano antes gravado na pedra de uma igreja na cidade natal deste, Berthegon, na região do Poitou. Collin mandou refazer o símbolo heráldico e presenteou o governo do estado, cerimônia que tive o privilégio de participar. A historiadora francesa Claudine Doreau também nos ofertou uma importante obra de sua autoria: Daniel de La Touche: grand navigateur, son histoire, trabalho que conta com uma modesta contribuição nossa e, por outro lado, uma grande homenagem a minha pessoa. Esta obra, que entre outras coisas mostra o local de nascimento, sepultamento e toda a trajetória do nosso ilustre navegador, deverá ser lançada no Maranhão, em português, até o final deste ano. Tudo por esforço particular, não governamental. Uma exposição sobre a França Equinocial também deverá ser realizada próximo ao oito de setembro deste ano. Temos visto o interesse das emissoras de televisão em produzir extensas matérias sobre o assunto que, certamente, nos trarão muitas novidades. A título de informação, sabemos que a Mirante, afiliada da Rede Globo, e a TV Praia Grande, ligada ao Grupo Bandeirantes, por exemplo, já iniciaram faz tempo os preparativos das suas respectivas matérias.

E nós continuamos com nosso arsenal de informações sobre este belo, porém, ainda obnubilado, primeiro capítulo da história do Maranhão. Não raro enfrentando a crítica injusta e pouco fundada dos galófobos e, por outro lado, agradecendo aos incentivos daqueles – a imensa maioria – que, lúcidos, entenderam que a história dos franceses no Maranhão é, além de uma questão de justiça, uma maiúscula oportunidade de incremento da economia local através da atividade turística. E com isto fazem coro comigo e com o estimado ator global Paulo Autran, que certa vez disse: “Sempre haverá discordância entre quem faz e quem critica. Eu, todavia, prefiro quem faz.”. E vamos continuar fazendo, tentando desmistificar aquilo que a história do vencedor luso, motivada pelos interesses políticos e econômicos, promoveu nestes quatro séculos contra brasileiros e estrangeiros, mostrando este singular capítulo da nossa história, que traz consigo um pouco do sonho e da história de cada um de nós.

Falemos então sobre a Ilha do Cirurgião.

O valente conquistador Jerônimo de Albuquerque, em 13 de dezembro de 1614, do Forte de Santa Maria, do outro lado da Baía de São José, enviou seu parente, Gregório Fragoso de Albuquerque, a Paris, levando ao embaixador da Espanha na França, um relato infernal dos franceses no Maranhão. Entre as muitas denúncias dizia ele “Que o Senhor de La Ravardière tem dado terras, e índios a fidalgos e soldados seus, os quaes vivem fazendo fazendas, e as possuem como suas nas terras de El-Rei de Hespanha…”. E não é sem razão este relato do capitão, líder dos portugueses na batalha de Guaxenduba, vez que observamos consideráveis doações na Ilha Grande e no continente. Uma destas é a atual Ilha do Curupu, então batizada de Ilha Daniel de La Touche. E outra, tão importante quanto, é a Ilha do Cajual – que atualmente pertence ao município de Alcântara –, então cedida ao primeiro médico e cirurgião do Maranhão, Tomas de Lastre. Alguns historiadores o consideraram o primeiro cirurgião do Brasil (nessa época a população branca no país era diminuta, estimada em menos de trinta mil. Albuquerque nesta mesma carta diz que “tem mais de três mil portugueses”), fato aparentemente pouco crível. Verifica-se, inclusive, que, antes de De Lastre, o Maranhão já recebera outra visita ilustre de um médico francês, o boticário do rei Henrique IV, Jean Mocquet, o “guardão do gabinete das singularidades” do rei de França, que viera com La Ravardière em sua viagem à Guiana e ao Maranhão em 1604. Talvez tenha sido a primeira viagem destes dois últimos ao Maranhão. Mocquet, em sua última viagem oficial (ele fez ao menos cinco), desta feita à Palestina, trouxe mudas que foram plantadas no Jardim do Palácio do Louvre, hoje museu.

Em tempos tão primitivos, ainda com forte influência medieval, ter um cirurgião experiente em uma expedição era algo um tanto raro. A marca de De Lastre, por sua vez, não ficou apenas na competência na arte de curar, destacou-se também no profissionalismo e na humanidade, vez que, recomendado por La Ravardière, não julgou por usurpação socorrer o próprio filho de Jerônimo de Albuquerque, na conhecida Batalha de Guaxenduba, ao se deslocar às trincheiras inimigas a fim de tratá-lo de ferimentos provocados por tiros de arcabuz. Foram atitudes nobres desta natureza que fizeram com que o papa Paulo V, em audiência ao Reverendo Padre Provincial dos capuchinhos de Paris, em 1631, chamasse a missão francesa no Maranhão de “tão santa empresa” (si sainte enterprise). O bom exemplo dos franceses foi referendado pelos próprios portugueses que ficaram no Maranhão, que não pouparam elogios aos gauleses. As poucas vozes dissonantes eram aquelas de motivação política dos vencedores que, algumas vezes, tentaram pinchar de piratas e ambiciosos os colonos da França Equinocial.

Depois da saída de De lastre, o pajé e a rica flora continuariam sendo os únicos salvadores nos momentos de enfermidades de índios e brancos, além, é claro, dos saberes femininos que preparavam as alquimias, que, por consequência, muitas mundo afora foram levadas para fogueira sob a injusta acusação de bruxaria. Na segunda metade daquele século, no Maranhão, o Padre Antonio Vieira reclamava que “existia muita falta de medicamentos, como de médicos, que não havia”.

A Ilha do Cirurgião aparece como uma incógnita na obra de Simão Estácio da Silveira, Relação sumária das cousas do Maranhão, dirigida aos pobres deste Reino de Portugal, publicada em Lisboa em 1624, onde descreve o céu saudável, as águas puras e o chão fértil da terra. Nela encontramos a descrição do território do Maranhão e de suas principais ilhas, onde se lê: “a Ilha de São Luís tem vinte e duas léguas de comprido, (…) a de Santa Ana, (…) a de La Touche, (…) [e] uma que se deu a um cirurgião, que terá quatro léguas” e outra chamada das Pacas, de que Sua Majestade me fez mercê, que será de até duas léguas (2001: p. 38). A Ilha do Cirurgião Tomas de Lastre aparece claramente no mapa dado por La Ravardière a Diogo de Campos Moreno, depois repassado ao cosmógrafo do rei de Portugal, João Teixeira Albernás, que o arrematou de forma cirúrgica (sem querer fazer alusão ao título deste texto). O mapa, publicado pela primeira vez na obra Livro que dá razão do Estado do Brasil, por volta de 1616, de autoria creditada a Diogo de Campos Moreno – aliada às descrições feitas por Estácio da Silveira na citada obra –, não deixa dúvidas quanto a Ilha do Cirurgião. Mas o que levaria De Lastre a optar por aquele pedaço terra (esquecido até aos dias de hoje)? Conversando com dois amigos arqueólogos, eles afirmaram que, entre os achados paleontológicos, encontraram ossos de animais pré-históricos “à flor da terra”. Será que os nativos o avisaram da existência de tais achados? Ou será que a escolha se deu apenas pela exuberante riqueza da fauna e da flora do lugar? Talvez a revoada dos milhares de guarás tenha favorecido na escolha do nosso primeiro médico, cirurgião e cientista do Brasil setentrional.

A população da Ilha do Cajual ainda vive no medievalismo, não obstante a proximidade com a capital maranhense. Lá não existe comércio. A população é reduzidíssima e isolada a ponto de existir muitas pessoas com deficiência física, provavelmente pela inexistência de novos moradores, o que desfavoreçe a circulação de novos genes.  A população de Santana dos Pretos (comunidade remanescente de quilombo) parece ainda viver o medo do “homem branco”, que raramente vai lá. O acesso até à Ilha é muito complicado.

O bom de toda essa história é que tanto a Ilha do cirurgião, com seus muitos guarás e descobertas paleontológicas, quanto a própria cidade de Alcântara continuam seduzindo muitos turistas e visitantes a descobrir um pouco mais da história e da natureza do município. O turismo pode sim reverter o medievalismo da Ilha do Cajual, aliás, do Cirurgião!

A gente se vê!

Bacharel e consultor em turismo, pesquisador e sócio efetivo do IHGM


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Maranhão

Protesto contra morte de Décio Sá leva milhares de pessoas à orla de São Luís

Amigos e leitores de Décio Sá participam da caminha em protesto

Amigos e leitores de Décio Sá participam da caminha em protesto

De baixo de sol forte na manhã desta terça-feira, 01, na cidade de São Luís, não impediu que milhares de pessoas, segundo estimativa, participassem da passeata que protestou contra a morte do jornalista/blogueiro Décio Sá, vítima de postolagem no dia, 23, do mes anterior. A passeata começou em frente ao Parque da Litorânea, e seguiu até o Bar e Restaurante Estrela do Mar. A caminhada na orla, promovida pelos “Amigos e Leitores de Décio Sá“, reuniu não só jornalistas, mas representantes de outros segmentos da sociedade que se sentem vitimados pela violência, como parentes de pessoas desaparecidas, representantes de sindicatos, advogados e deputados estaduais e federais.

— Essa caminhada não é um protesto, é um lamento da cidade. O Décio Sá chegou a aglutinar o sentimento de milhares de pessoas que são vítimas de violência. Não estamos caminhando em vão, e sim para protestar pela celeridade na elucidação da execução de umm trabalhador e pai de família — disse o suplente de vereador Fábio Câmara.

A caminhada começou às 10h10m e terminou duas horas depois, quando os manifestantes cantaram o Hino Nacional e fizeram uma prece no local onde Décio Sá foi brutalmente assassinado.

Emocionada, a irmã de Décio Sá, Vilanir Sá discursou em cima de um dos trios, emocionada, no qual ela fez referência à omissão de Roseana Sarney que se diz ser amiga pessoal do jornalista:

— Mas que amigos são esses que nem aqui estão? Décio sempre defendeu a governadora Roseana Sarney.

Veja abaixo o vídeo da caminhada em ato de protesto na Avenida Litorânea:


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Brasil

‘Marcha da Maconha’: o perigoso caminho da insensatez

Por Milton Corrêa da Costa

No próximo sábado, 05 de maio, transcorre. na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, mais uma ‘Marcha da Maconha’, estando proibido, obviamente, qualquer tipo de apologia ou consumo da droga durante a manifestação. É bom lembrar que fazer apologia, comercializar ,trazer consigo (transportar), plantar, cultivar, etc, etc.., ou fazer uso da cannabis, constitui crime previsto na Lei 11343/06, a Lei Antidrogas. .

Até aqui tais manifestações, agora também liberadas pelo SupremoTribunal Federal, inclusive no que tange à passeatas reivindicatórias sobre descriminalização e legalização de outras drogas ilícitas, surtiram pouco ou nenhum efeito. Usar maconha continua sendo crime e não há nenhuma movimentaçãono Congresso Nacional que faça entusiasmar a chamada corrente progressista da droga, encabeçada por intelectuais, estudiosos, ONGs e ex-autoridades, no que tange ao atendimento ao pleito. Aliás seria cômico se não fosse trágico ver os 3 mil dependentes das 11 cracolândias do Rio, alucinados, no mundo da lua, numa marcha do crack. Só faltava essa.

Falando um pouco mais sério, aqui vale ressaltar uma pesquisa desenvolvida em 2001, durante o período de um ano, no bairro deBrixton, em Londres, que conviveu com a maconha às claras. Gente fumando nasruas e traficantes oferecendo o produto pelas calçadas, à luz do dia,tornaram-se uma visão corriqueira. A droga já não era nenhuma novidade nobairro, na parte pobre da capital inglesa, mas nunca foi consumida tãoabertamente. Esse foi o efeito de uma iniciativa da polícia de Lambeth, distritolondrino que inclui Brixton. Com o objetivo de liberar agentes para o combate acrimes mais graves, o comandante local decidiu que os usuários de maconhaseriam apenas advertidos, e, no máximo sofreriam a apreensão da droga,

O teste trouxe resultados dúbios e foi interrompido no fim de julho de 2002. A polícia, de fato, poupou algum tempo, mas muito menos que imaginava. Em seis meses avaliados, 1.350 horas de trabalho, antes gastas com procedimentos de fichar e interrogar usuários de maconha puderam ser usadas emcombate a outros delitos. O montante equivale a 90% do trabalho em tempo integral de dois policiais, num total de 860 lotados naquele distrito. As ocorrências ligadas à posse da erva cresceram 35% e o tráfico subiu 11%. Nos bairros vizinhos, os flagrantes de posse caíram 4% e o tráfico 34%, confirmando o que os moradores mais temiam: Brixton se tornou ponto de reunião de“maconheiros”, da cidade inteira.

Ninguém mediu o grau de satisfação da comunidade, mas agrande maioria dos habitantes locais entrevistados pela imprensa deixou claroque detestou o convívio com consumidores e traficantes de drogas nas praças,calçadas e estações de metrô. Até hoje nenhuma experiência semelhante foirealizada pela polícia inglesa. Prevaleceu o direito da maioria, o interessesocial coletivo contra a liberalidade de uma minoria de drogados sem rumo.Ressalte-se que na Holanda uma nova lei já proíbe, em algumas cidades, a vendade maconha em coffee shops para turistas estrangeiros. Tal norma deve ser estendida para todo o território holandês até o ano que vem. Usuários e dependentes, acometidos de overdose e jogados em praças públicas, transformou-se numa cena incômoda e muito comum na Holanda, que estuda rever a sua política permissiva com drogas.

Com relação aos males provenientes do consumo da maconha,que certificam que a erva não é tão inofensiva assim, uma pesquisa publicadanas páginas da Internet, com notícia originária de Londres, mostrou que jovens que fumam maconha por seisanos ou mais têm o dobro de possibilidade de sofrer de episódios psicóticos doque pessoas que nunca fumaram a droga. As descobertas fortalecem uma pesquisaanterior que relacionam psicose à droga, particularmente em sua forma maispotente, o skunk. Apesar da lei que proíbe, em alguns países, o consumo e outrasformas cerca de 200 milhões de pessoas são usuárias de maconha no mundo,segundo estimativa da ONU, o que envolve 4% da população ativa. O país com omaior número de consumidores é a França.

John McGrath, do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, continua a referida notícia informando, estudou mais de 3.800 homens e mulheres nascidos entre 1981e 1984 e comparou seus comportamentos, após completarem 21anos de idade, para perguntar-lhes (já eram pacientes) sobre a maconha em suas vidas, avaliando os entrevistados para episódios psíquicos. Cerca de 18%relataram uso de maconha três anos ou mais, cerca de 16% de quatro a cinco anose 14% durante seis ou mais anos. Detalhe: Cadu fumava há mais de nove anos.Comparados aos que nunca haviam usado cannabis, jovens adultos, que tinham seisou mais anos desde o primeiro uso da droga, tinham duas vezes mais chances dedesenvolverem psicose não afetiva, como esquizofrenia, disse McGrath, conforme estudo publicado na revista de psiquiatria “Archives of General Psychiatry”.

Mais uma voz responsável surge para acabar com a ideia deque maconha é uma droga inofensiva. A diretora do Instituto Nacional sobreAbuso de Drogas (Nida, em inglês), a mexicana Nora Volkow, jogou mais uma pá decal nessa falácia: – Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva. Trata-sede um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela podebloquear receptores neurais muito importantes. Estudos feitos em animais mostraram que, expostos ao componente ativo da maconha, o tetraidrocanabinol(THC), eles deixam de produzir seus próprios canabinoides naturais (associados ao controle do apetite, memória e humor). Isso causa desde aumento da ansiedade até perda de memória e depressão. Claro que há pessoas que fumam maconha diariamente por toda a vida sem que sofram consequências negativas, assim comohá quem fume cigarros até os 100 anos de idade e não desenvolva câncer depulmão. Mas até agora não temos como saber quem é tolerante à droga e quem nãoé. Então, a maconha é, sim, perigosa – afirmou a psiquiatra que conduziu na década de 80 os estudos comprovando que a cocaína causa dependência química, além de graves danos ao cérebro.

Outras pesquisas revelam que o uso da maconha – uma porta deentrada para a dependência de outras drogas- pode causar, além de transtornos psiquiátricos, câncer de pulmão (tal e qual o cigarro), câncer de testículo e ainda afetar a memória. Aos pais fica o alerta sobre as possíveis mudanças comportamentais de seu filhos, entre elas: agressividade, abandono do estudo edo trabalho, desmotivação para o esporte, apatia, depressão, troca da noite pelo dia, hematomas nos braços, olhos constantemente avermelhados, lábios ressecados, gasto excessivo de dinheiro, delírios, sumiço de bens móveis emcasa e outras alterações comportamentais.

Os altos impostos que todos pagamos com o tratamento erecuperação de vítimas do alcoolismo e do tabagismo no país já seria exemplo suficiente para inviabilizar a descriminalização e legalização da maconha.Legalizar drogas é sinônimo de aumento de consumo, do número de dependentes e de doenças psiquiátricas. O estado não pode ser o indutor (legal) do uso da droga. Deve trabalhar em sua missão de prevenção, tratamento terapêutico de dependentes e repressão qualificada ao tráfico com base na inteligência policial.

Drogas não agregam valores sociais positivos. Se o jovem conhecesse os males da droga antes do uso certamente que não a usaria. A busca do ‘mundo colorido’ através do uso de drogas é falso. A legalização de drogas é uma grave ameaça contribuirá para a criação de uma legião de drogados sem rumo. O caminho da insensatez. Uma emenda pior que o soneto.

Milton Corrêa daCosta é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

'Marcha da Maconha': o perigoso caminho da insensatez

Por Milton Corrêa da Costa

No próximo sábado, 05 de maio, transcorre. na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, mais uma ‘Marcha da Maconha’, estando proibido, obviamente, qualquer tipo de apologia ou consumo da droga durante a manifestação. É bom lembrar que fazer apologia, comercializar ,trazer consigo (transportar), plantar, cultivar, etc, etc.., ou fazer uso da cannabis, constitui crime previsto na Lei 11343/06, a Lei Antidrogas. .

Até aqui tais manifestações, agora também liberadas pelo SupremoTribunal Federal, inclusive no que tange à passeatas reivindicatórias sobre descriminalização e legalização de outras drogas ilícitas, surtiram pouco ou nenhum efeito. Usar maconha continua sendo crime e não há nenhuma movimentaçãono Congresso Nacional que faça entusiasmar a chamada corrente progressista da droga, encabeçada por intelectuais, estudiosos, ONGs e ex-autoridades, no que tange ao atendimento ao pleito. Aliás seria cômico se não fosse trágico ver os 3 mil dependentes das 11 cracolândias do Rio, alucinados, no mundo da lua, numa marcha do crack. Só faltava essa.

Falando um pouco mais sério, aqui vale ressaltar uma pesquisa desenvolvida em 2001, durante o período de um ano, no bairro deBrixton, em Londres, que conviveu com a maconha às claras. Gente fumando nasruas e traficantes oferecendo o produto pelas calçadas, à luz do dia,tornaram-se uma visão corriqueira. A droga já não era nenhuma novidade nobairro, na parte pobre da capital inglesa, mas nunca foi consumida tãoabertamente. Esse foi o efeito de uma iniciativa da polícia de Lambeth, distritolondrino que inclui Brixton. Com o objetivo de liberar agentes para o combate acrimes mais graves, o comandante local decidiu que os usuários de maconhaseriam apenas advertidos, e, no máximo sofreriam a apreensão da droga,

O teste trouxe resultados dúbios e foi interrompido no fim de julho de 2002. A polícia, de fato, poupou algum tempo, mas muito menos que imaginava. Em seis meses avaliados, 1.350 horas de trabalho, antes gastas com procedimentos de fichar e interrogar usuários de maconha puderam ser usadas emcombate a outros delitos. O montante equivale a 90% do trabalho em tempo integral de dois policiais, num total de 860 lotados naquele distrito. As ocorrências ligadas à posse da erva cresceram 35% e o tráfico subiu 11%. Nos bairros vizinhos, os flagrantes de posse caíram 4% e o tráfico 34%, confirmando o que os moradores mais temiam: Brixton se tornou ponto de reunião de“maconheiros”, da cidade inteira.

Ninguém mediu o grau de satisfação da comunidade, mas agrande maioria dos habitantes locais entrevistados pela imprensa deixou claroque detestou o convívio com consumidores e traficantes de drogas nas praças,calçadas e estações de metrô. Até hoje nenhuma experiência semelhante foirealizada pela polícia inglesa. Prevaleceu o direito da maioria, o interessesocial coletivo contra a liberalidade de uma minoria de drogados sem rumo.Ressalte-se que na Holanda uma nova lei já proíbe, em algumas cidades, a vendade maconha em coffee shops para turistas estrangeiros. Tal norma deve ser estendida para todo o território holandês até o ano que vem. Usuários e dependentes, acometidos de overdose e jogados em praças públicas, transformou-se numa cena incômoda e muito comum na Holanda, que estuda rever a sua política permissiva com drogas.

Com relação aos males provenientes do consumo da maconha,que certificam que a erva não é tão inofensiva assim, uma pesquisa publicadanas páginas da Internet, com notícia originária de Londres, mostrou que jovens que fumam maconha por seisanos ou mais têm o dobro de possibilidade de sofrer de episódios psicóticos doque pessoas que nunca fumaram a droga. As descobertas fortalecem uma pesquisaanterior que relacionam psicose à droga, particularmente em sua forma maispotente, o skunk. Apesar da lei que proíbe, em alguns países, o consumo e outrasformas cerca de 200 milhões de pessoas são usuárias de maconha no mundo,segundo estimativa da ONU, o que envolve 4% da população ativa. O país com omaior número de consumidores é a França.

John McGrath, do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, continua a referida notícia informando, estudou mais de 3.800 homens e mulheres nascidos entre 1981e 1984 e comparou seus comportamentos, após completarem 21anos de idade, para perguntar-lhes (já eram pacientes) sobre a maconha em suas vidas, avaliando os entrevistados para episódios psíquicos. Cerca de 18%relataram uso de maconha três anos ou mais, cerca de 16% de quatro a cinco anose 14% durante seis ou mais anos. Detalhe: Cadu fumava há mais de nove anos.Comparados aos que nunca haviam usado cannabis, jovens adultos, que tinham seisou mais anos desde o primeiro uso da droga, tinham duas vezes mais chances dedesenvolverem psicose não afetiva, como esquizofrenia, disse McGrath, conforme estudo publicado na revista de psiquiatria “Archives of General Psychiatry”.

Mais uma voz responsável surge para acabar com a ideia deque maconha é uma droga inofensiva. A diretora do Instituto Nacional sobreAbuso de Drogas (Nida, em inglês), a mexicana Nora Volkow, jogou mais uma pá decal nessa falácia: – Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva. Trata-sede um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela podebloquear receptores neurais muito importantes. Estudos feitos em animais mostraram que, expostos ao componente ativo da maconha, o tetraidrocanabinol(THC), eles deixam de produzir seus próprios canabinoides naturais (associados ao controle do apetite, memória e humor). Isso causa desde aumento da ansiedade até perda de memória e depressão. Claro que há pessoas que fumam maconha diariamente por toda a vida sem que sofram consequências negativas, assim comohá quem fume cigarros até os 100 anos de idade e não desenvolva câncer depulmão. Mas até agora não temos como saber quem é tolerante à droga e quem nãoé. Então, a maconha é, sim, perigosa – afirmou a psiquiatra que conduziu na década de 80 os estudos comprovando que a cocaína causa dependência química, além de graves danos ao cérebro.

Outras pesquisas revelam que o uso da maconha – uma porta deentrada para a dependência de outras drogas- pode causar, além de transtornos psiquiátricos, câncer de pulmão (tal e qual o cigarro), câncer de testículo e ainda afetar a memória. Aos pais fica o alerta sobre as possíveis mudanças comportamentais de seu filhos, entre elas: agressividade, abandono do estudo edo trabalho, desmotivação para o esporte, apatia, depressão, troca da noite pelo dia, hematomas nos braços, olhos constantemente avermelhados, lábios ressecados, gasto excessivo de dinheiro, delírios, sumiço de bens móveis emcasa e outras alterações comportamentais.

Os altos impostos que todos pagamos com o tratamento erecuperação de vítimas do alcoolismo e do tabagismo no país já seria exemplo suficiente para inviabilizar a descriminalização e legalização da maconha.Legalizar drogas é sinônimo de aumento de consumo, do número de dependentes e de doenças psiquiátricas. O estado não pode ser o indutor (legal) do uso da droga. Deve trabalhar em sua missão de prevenção, tratamento terapêutico de dependentes e repressão qualificada ao tráfico com base na inteligência policial.

Drogas não agregam valores sociais positivos. Se o jovem conhecesse os males da droga antes do uso certamente que não a usaria. A busca do ‘mundo colorido’ através do uso de drogas é falso. A legalização de drogas é uma grave ameaça contribuirá para a criação de uma legião de drogados sem rumo. O caminho da insensatez. Uma emenda pior que o soneto.

Milton Corrêa daCosta é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Poder

MPF propõe ações contra ex-prefeita de Zé Doca

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) encaminhou à Justiça uma ação de improbidade e uma ação criminal contra a ex-prefeita do município de Zé Doca (MA), Nathália Cristina Brás de Mendonça, devido a irregularidades na prestação de contas de um convênio firmado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O convênio, firmado em 2006, repassou R$ 240 mil ao município, que serviria para realizar melhorias sanitárias em domicílios da localidade.

Em 2008, a ex-prefeita apresentou a documentação referente à prestação de contas parcial do convênio, onde foram constatadas uma série de irregularidades como notas fiscais não identificadas e despesas em desacordo com os valores do saques expressos nos extratos bancários.

Diante das irregularidades, ficou claro para o MPF/MA que Nathália Cristina Brás de Mendonça executou o projeto em desacordo com as normas financeiras estipuladas no convênio.

Assim, o MPF/MA quer que a ex-prefeita repare o dano causado, mediante pagamento, junto à União, do débito apurado. Pede, ainda, que ela fique impedida de se ausentar-se do município e que  preste serviços à comunidade durante um ano.


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Crime

Grupo fará ato de protesto contra assassinato de Décio Sá nesta terça-feira

Arte da camisa que será utilizada na caminha dos Amigos e Leitore do Décio Sá

Arte da camisa que será utilizada na caminha dos Amigos e Leitore do Décio Sá

Pela primeira vez, jornalistas e a sociedade civil farão um ato no Maranhão, para protestar contra a morte do jornalista/blogueiro Décio Sá, ocorrida no dia 23 do mês anterior, em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís.

A manifestação acontece às 10h desta terça-feira, 01, com uma passeata pela mesma Avenida, uma das mais movimentadas turisticamente da cidade.

A caminhada tem como foco principal, cobrar do poder pública a celeridade da elucidação do crime hediondo que vitimou o jornalista, além de outros casos que caracterizam como crime de encomenda (pistolagem).

Décio Sá foi executado após revelar graves denúncias contra políticos e empresários em matéria publicada no se famoso blog (reveja). Segundo a polícia, o crime contra o jornalista foi de pistolagem e bem arquitetado (reveja).


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