Judiciário

A omissão da OAB maranhense

A candidata a presidência da da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA), Valéria Lauande entre o advogado Ulisses Cesar Souza e o atual presidente da OAB-MA, Mário Macieira.

A candidata a presidência da da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA), Valéria Lauande entre o advogado Ulisses Cesar Souza e o atual presidente da OAB-MA, Mário Macieira.

O presidente da OAB-MA, Mário Macieira, vem deixando a desejar e, ainda, pretende eleger sua sucessora. Há um grupo de advogados comandam a entidade, enxergando apenas o próprio umbigo. É preciso uma completa alteração de rumos nos destinos da entidade que representa os advogados maranhenses – entidade que tem falhado muito na defesa dos interesses e das prerrogativas dos advogados e advogadas maranhenses.

Essas são algumas das preocupações que nortearam as manifestações do advogados. Falta afunilar a definição de um programa comum de ação em reuniões sucessivas, na capital e no interior e, depois, estabelecer um plano de propostas que expressem os anseios dos diversos setores da advocacia.

A indignação a omissão da gestão da OAB-MA, uma gestão flácida, frágil e que não condiz com o que os advogados almejam. Advogados são tratados por todos os níveis de servidores públicos do Executivo e do Judiciário. O livre exercício da profissão é uma prerrogativa expressa.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) faz um ensurdecedor silêncio, mostrando-se conivente e cúmplice de um ataque sistemático aos advogados e advogadas maranhenses. A OAB se mostra ativa até demais, mas só quando na época de campanha eleitoral. Quando é para defender o “direito dos mano”, em vez de os “direitos humanos”, os representantes da OAB saem em campo. Já para preservar as instituições mais importantes, nada.

Por que tanta omissão? Ela não é gratuita. Tem substância política. Seria um velho toma-lá-dá-cá? Seria uma “justa paga” a seus inestimáveis serviços prestados ao governo, e não à classe?

A OAB, em vez de tomar o partido das instituições republicanas, tem preferido um silêncio mais que suspeito, lançando na lama sua credibilidade. Quando sai do silêncio, é invariavelmente para tomar o partido errado, adotar postura conivente com aqueles que vêm minando as estruturas da democracia. É lamentável.


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