Educação

Escolas municipais funcionam precariamente em São Luís

Entre os problemas apresentados estão danos em banheiros, paredes, falta de janelas, fiação elétrica exposta e falta de água.

Por Adriano Martins, de O Estado

As dezenas de pais de alunos que se reuniram na manhã de sexta-feira, dia 15, na porta do anexo da Unidade de Ensino Básico (UEB) Ministro Carlos Madeira, no São Raimundo, na área Itaqui-Bacanga, foram lá para pedir que seus filhos não saiam mortos de dentro da escola. O que pode parecer um exagero quase se tornou realidade quando, ano passado, um ventilador incendiou-se em uma sala lotada de estudantes e um professor, desesperado, jogou água em cima do aparelho em chamas e ainda ligado à rede elétrica. “A gente vai para casa preocupada, por que não sabe como o filho vai ficar, se ele está bem. A gente sabe que se fechar a escola vai piorar, mas antes perder a escola do que perder o filho”, afirmou Gildeane Ferreira Mendes, que tem dois filhos no colégio, uma na 2ª série e outro na 4ª.

A escola tem salas sem janelas, sem saída para ventilação, a não ser pequenos blocos, iluminação precária, que os pais afirmam que mais parecem lâmpadas de Natal (pisca-pisca), a fiação elétrica está exposta, e alguns pontos são cobertos com fita, não existe extintor de incêndio, o banheiro está com torneiras quebradas, algumas pias estão sem condições de uso, e não há água para consumo humano. Os alunos, professores e demais funcionários têm de levar sua garrafa de casa se quiserem se hidratar durante o tempo em que passam na escola. Gildeane Mendes contou que certo dia uma de suas crianças esqueceu a garrafinha em casa e ficou a tarde inteira com sede, pois não tinha como conseguir o líquido.

A situação da unidade, que é de responsabilidade da Prefeitura de São Luís e fica em uma das zonas mais pobres da cidade, reflete bem o que pode ser visto na maioria das escolas municipais da capital, principalmente nas periferias e zona rural e os problemas ficaram ainda mais evidentes com a deflagração da greve de professores, no dia 22 de maio.

Problemas – Na Cidade Operária, do outro lado da cidade, a UEB Mata Roma convive com praticamente os mesmos problemas, janelas e portas quebradas, além do mato que cresce em volta e dentro do terreno da escola. A UEB Estudante Edson Luiz de Lima Souto, na Gancharia, está quase tomada por uma floresta. Por trás dos muros do prédio, uma série de edificações inacabadas e a quadra estão cobertas por matagal. Nos intervalos e nos períodos sem aula, as crianças que estudam no local se aventuram pela área. Nessa mesma escola uma placa na porta indica que o banheiro utilizado pela direção está isolado.

Ainda na região Itaqui-Bacanga, mas na Vila Isabel, a UEB Elizabeth Fecury, que atende crianças de 4 e 5 anos, se resume a uma pequena casa com três compartimentos, onde se ‘espremem’ seis turmas e quase 200 alunos. No Maracanã, a UEB Major José Augusto Mochel vista de fora parece estar em boas condições. A pintura está nova, o mato está baixo, mas os pais de alunos dizem que tudo não passa de uma ‘maquiagem’. Leidimar Dias Santos Fonseca, que tem uma filha estudando no colégio, diz que, apesar da pintura, rachaduras em uma das paredes do prédio não foram consertadas, e mesmo assim as crianças seguem indo para o colégio.


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10 comentários em “Escolas municipais funcionam precariamente em São Luís”

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  1. Diego

    Todas as escolas de sao luis tem problemas. Tanto as municipais como as estaduais. Por isso memo eu acho que essas forças deveriam se unir para proporcionar um futuro melhor para nossa crianças. Mas o que eu vejo é so briga partidária e zero de integração.

  2. Bruna Silva

    Esse bairro é muito inseguro! Os problemas na escola tambem sao consequencia da marginalidade da area que destroi tudo e invade o prédio. O governo do estado em sua responsabilidade com a segurança pública nao tem ajudado em nada pra mudar esse quadro.

  3. Nair

    Eu conheço o Carlos Madeira de perto e realmente é uma escola que precisa de intervenções do Poder Público, mas especialmente, a situação ali é de falta de segurança. A escola é bagunçada por que aquele bairro nao é ambiente pra criança viver, quem dirá estudar. Seria bom se a governadora desseum tempo nas lagostas e mandasse uns policiais pra la diariamente. é muita droga, muita marginalidade.

  4. Suzana

    Quero saber é quando essa greve acaba! Se as escolas estao desse jeito é por que o FUNDEB inteiro vai para pagar o salarios desses professores. Daí nao tem recurso que sobre. Eles nao admitem essap arte da historia, mas é a realidade.

  5. Cabral Cordeiro Bezzera

    É complicado ver uma prefeitura dessas que está se esmerando para fazer as coisas funcionarem e os problemas caindo com uma avalenche sobre ela. Somatiza-se uma avalanche de coisas, de problemas que foram acumulados por gestões antigas, a falta de sensibilidade por parte do governo em conciliar parceria com a prefeitura leva ao desgaste da ilha do amor. Mas vejo que a prefeitura tem feito a parte dela, diferente da omissão governamental. Esmereo eu vejo por parte da prefeitura, mas estou ainda em lucidez e sã consciencia de que o dito cujo órgão não é Deus.

  6. Alberto

    Vou mandar para você é umas fotos de uma escola estadual que tem no São Cristovão. Caarteiras quebradas, portas quebradas, sem tricos, nenhuma lampada nos banheiros, bebedouro saindo uma agua verde, refeitorio tá encardido, baratas voando de um lado para o outro, ventiladores quase todos quebrados, os que funcionam fazem muito barulho, a situação é deplorável. Você vai conhecer o que realmente é precariedade.

  7. Wendel Oziel

    O prefeito Edivaldo Jr, já está proviedenciando a reforma de todas as escolas, inclusive, várias delas já foram reformadas e o trabalho continua.

  8. cássia

    escola quebrada não é só problema de prefeitura, meu caro. posso te enumerar várias estaduais que estão em situação pior, ou nem existem no estado. ao contrário do governo a prefeitura ta se esforçando pra reformar todas elas mas vai num interior do estao pra voce ver como nao tem aula porque nao tem escola e tem município que nem onibus pra levar os estudantes tem, tão andando ainda de pau de arara, no risco de correr outro acidente como o de bacuri.

  9. Orlando Modesto

    Meu jovem, sabemos que, mesmo com tantos impasses acontecendo na prefeitura, a atual gestão está se fazendo o possível e impossível para solucionar problemas que vem desde de gestões passadas. Até agora, vejo que estão conseguindo! Agora vamos para a contradição: há quanto tempo, a educação do estado, principalmente, as dos interiores, estão precárias? Pelas minhas contas, há mais de 50 anos. Que tal fazer uma reportagem sobre isso então, blogueiro?

  10. Gabi

    foto altamento montada, ( esse copo e essa sprit hehehe) certo, até acredito que a educação precisa melhorar e muito, mas muito do que não presta e é ruim como sempre foi construído há decadas adivem de anos de corrupção dos outros governos nao podemos colocar Edivaldo p Cristo.

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