Crime

Médico é preso suspeito de fraude no seguro DPVAT em São Luís

Iomar Ferreira foi preso preventivamente, nesta quarta-feira (7), na Operação Asclépio.

Suspeito de fraude no Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), o médico Iomar Ferreira Santos foi preso preventivamente, nesta quarta-feira (7), em São Luís, durante a Operação Asclépio. Além de Iomar, outros dois médicos do Instituto Médico Legal (IML), também, estão sendo investigados pela polícia por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e material.

De acordo com o delegado Márcio Dominici, que lidera as investigações da fraudes do seguro DPVAT, essa é uma prática que ocorre em todo o Maranhão. “Já achamos alguns documentos que comprovam que houve fraude, inclusive com ajuda de funcionários públicos. Milhares de pessoas podem ter sido beneficiadas por essa fraude, mas é um dado que só será divulgado, precisamente, no decorrer das investigações”, afirma.

De acordo com a polícia, os médicos assinavam laudos que registravam, em vítimas de acidentes, lesões mais graves do que, realmente, elas teriam tido. “O esquema acontece, porque quanto mais grave é a lesão, maior é o valor recebido. O dinheiro era dividido entre a quadrilha e a pessoa. Estamos falando de 20, 25 mil reais”, explica o delegado.

A operação deve continuar investigando documentos, despachantes, advogados e outras pessoas suspeitas de envolvimento na fraude. Após a prisão de Iomar Ferreira, o médico Hugo Djalma teve mandado de prisão expedidos. Os detalhes da Operação serão repassados às 10h, em uma entrevista coletiva para a imprensa.

O que é o DPVAT?
O seguro por Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de via Terrestre, ou DPVAT, é obrigatório por lei (6.194/74) e utilizado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito causados por veículos motorizados que circulam por terra ou por asfalto. Ou seja, toda pessoa que sofre um acidente (seja motorista, passageiro do veículo ou pedestre) tem direito a ser indenizada – independentemente de quem seja a culpa – por morte, invalidez permanente ou reembolso de despesas médicas.


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