Cidade

Professores de Penalva completam 26 dias em greve

Deputado Raimundo Cutrim pede interferência do Ministério Público no caso para que a lei federal seja cumprida no munícipio.

Docentes ligados ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDSEMPE), completam nesta sexta-feira (06), 26 dias que entraram em greve na cidade de Penalva. A paralisação havia sido deliberada em assembleia do dia 12 de maio. De acordo com a categoria, a indicação é que a greve se mantenha por tempo indeterminado.

Os dias de suspensão das atividades estão sendo marcados por atos de protestos dos professores em frente à Prefeitura que reivindicam a efetivação do reajuste salarial da classe que chega a 8,32%, com previsão para 2014, conforme determina a Lei do Piso Salarial de nº 11.738/2008.

A professora Andréa Simas, informou que o Sindicato apontou saídas para o município, com foco na correção das distorções na folha de pagamento, redução de custos com os professores que estão fora as salas de aulas e realização de concurso publico.

Segundo o vereador Mesaque do Povo, o prefeito de Penalva, Edmilson Viegas, recusa-se a abrir canal de diálogo para fugir das responsabilidades em assinar as progressões dos professores, negativas de abono salarial e contratação de novos educadores para atender a necessidade dos alunos da rede municipal.

​“O que mais revolta a população é a falta de interesse da Prefeitura em resolver esses problemas. É injustificável que uma questão tão importante como a Educação fique a deriva por conta da incompetência da gestão municipal, enquanto milhares de crianças e jovens estão sem aula há quase um mês, sem previsão de retorno”, disse o vereador Mesaque do Povo.

Denúncia na Assembleia

O deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa na sessão plenária de ontem quinta-feira (5) para denunciar o prefeito da cidade de Penalva que vem negando o cumprimento da lei federal em vigor.

Para Cutrim, a interferência do Ministério Público no caso é essencial para que a lei federal seja cumprida no munícipio. “Acredito que o MP deveria interferir, tendo em vista que é o fiscal da lei para que fosse cumprido o que manda a lei, já que o prefeito não dá nenhuma satisfação e não recebe a classe dos professores, se negando a execução da lei”, assegurou.


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