Artigo

E o galo inda não cantou

Durante o feriado de carnaval li um texto que me trouxe a lembrança da negação de Pedro.

Por Abdon Marinho

Advogado Abdon Marinho.

Advogado Abdon Marinho.

Em três dos evangelhos, Marcos 14, Lucas 22 e João 18, consta a narrativa de Jesus Cristo onde disse a Pedro que antes do galo cantar duas vezes ele teria negado ao mestre três. Com pouca variação na narrativa ou na interpretação do texto – ficamos em dúvida se as negativas se deram todas antes do galo cantar ou se o galo chegara a cantar as duas vezes antes das negações –, o fato é que a negação de Pedro é encontrada em diversos textos e nas mais variadas artes sacras, esculturas, pinturas, xilogravuras, etc.

Durante o feriado de carnaval li um texto que me trouxe a lembrança da negação de Pedro. Um dos mais renomeados jornalistas da cidade escreveu com todas as letras que o candidato apoiado pela governadora, convidado pelo governo a deixar o cargo de prefeito, onde tinha um trabalho a desenvolver, com o propósito de preparar-se para vir a ser candidato do grupo, percorrer o estado inteiro e se fazer conhecido com o objetivo claro, cristalino e cantado em prosa e verso desde que deixou de ser o primeiro na província para ser o segundo em Roma, pasmem, não seria o homem do grupo, não seria um filho do “ancien régime”, melhor dizendo do atual regime. Listou as pessoas dentro do governo, dentro da estrutura de poder, que não se conformam, não sei se agora ou se desde sempre, com a ascensão do escolhido para continuar o exercício do poder em nome de ou garantir que que os “malfeitos” não serão objeto de qualquer investigação ou que se moleste os “malfeitores”. Diz mais: Seria o candidato oposicionista o verdadeiro representante do antigo regime, ele sim usufruíra de todas as benesses que o poder exercido por quase meio século foi capaz de proporcionar aos seus eleitos e bajuladores de todos os naipes.

Achei o texto um engraçado embora não tenha me surpreendido, em absoluto, com o mesmo. Na verdade, trata-se apenas da comprovação da estratégia que já havia desenhado no fim de 2012 e começo de 2013, em dois textos, se não me engano, “Como vejo 2014” e “Amadores e profissionais”, cantei essa pedra (ainda não sei como não acerto os números da megassena! Rsrs), disse com todas as letras que o candidato em gestação para representar o atual grupo na disputa pelo poder, para continuar a história do mando e do comando, era o melhor do grupo, inclusive que iria dizer, sem constrangimento, que não era do atual grupo, que era um técnico capacitado, sem ligações familiares, ainda que por afinidade com o atual grupo.

Como disse nos textos escritos há mais de ano, a estratégia que poderíamos apelidar de “A negação de Pedro”, já era algo perfeitamente previsível assim como a anunciação feita indiretamente, por um dos escribas do regime. Ora, não é sem razão o escriba lança a ideia em pleno reinado de Momo com a intenção clara de sentir o pulso da sociedade, saber quais seriam as reações dos destinatários e ainda ainda abrir caminho para que o próprio “Pedro” conforme seja a reação, aceitação ou a “não crítica”. Resta saber é se decidiram apenas prospectar o terreno de tal forma discreta que nem mesmo os demais jornalistas/blogueiros que sempre são escalados para reprodução da “voz do trono” ou se a aceitação foi de tal forma desfavorável que não ousaram, por enquanto, lhe dá mais ênfase. Em qualquer dos casos, essa é uma estratégia que será usada mais adiante. Talvez no calor da campanha eleitoral, no momento em que verdade e mentira se confundem, e que o mais proveitoso aos contendores seja a disseminação da confusão na cabeça dos eleitores. A mentira para os meus verdade é, a verdade, ainda que clara como a luz dos dias, para os teus será a borrada mentira.

Vou além, não se trata de uma estratégia sem sentido, cínica talvez. As pesquisas já devem apontar aquilo que nós, que conhecemos o Maranhão, que temos falado com as pessoas dos mais distintos setores sociais e dos mais distintos pontos, sabemos desde muito tempo, há um cansaço natural muito acentuado com os atuais inquilinos do palácio. As pessoas nem questionam se têm feito algo ou não, se o que fazem tem fins eleitoreiros ou não, se o candidato ungido para continuar o grupo é mais capacitado, preparado ou não para o cargo. O que se escuta de todos é que querem algo diferente, querem mudar de qualquer forma. Esse

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é o fator mais preponderante na eleição deste ano. Ainda que os governistas conseguissem responder a todas as inquietações dos eleitores no que se referem às suas necessidades mais prementes, acho difícil que consiga, ainda que gastem rios de dinheiro dando “meios” para que os chamados cabos eleitorais, prefeitos, vereadores e lideranças, “conquistem” os votos, ainda assim restará essa grande parcela do eleitorado, que indiferente a apelos, recursos, obras, benefícios pessoais ou coletivos, querem uma mudança. Para essa grande parcela, mais que a maioria do eleitorado, não interessa que lhe venda o candidato como trabalhador, realizador, competente, etc.

A “negação de Pedro”, posta em discreta prática é apenas o começo do virá. Venderão, como se diz, “geladeiras para esquimós”, no propósito de dizer que o ungido não é quem é, não veio da pipa da mesma cachaça, do saco da mesma farinha.

não duvidem se ouvirem em relação a criadores e criaturas o seguinte bordão, muito usado em programas de humor: “E eu te conheço?” Pelo andar da carruagem só falta isso.
E olhem, que em matéria de eleição, o galo ainda nem cantou.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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