Artigo

Bobagens amazônicas

Caso tivéssemos algo semelhante no Brasil, claro que no lugar do trabalho, esforço e dedicação teríamos, apadrinhamento, adulação e ignorância.

Por Abdon Marinho

Abdon Marinho.

Abdon Marinho.

Acredito que a maioria dos amigos, através de um meio ou outro, já tenha ouvido falar no tal sonho americano, aquele da ideia vendida e revendida milhões de vezes de que qualquer um, com o seu esforço, com trabalho e com dedicação é capaz de vencer na América.

Caso tivéssemos algo semelhante no Brasil, claro que no lugar do trabalho, esforço e dedicação teríamos, apadrinhamento, adulação e ignorância, a nossa presidente seria personificação do sonho brasileiro. Alguém que por seus próprios méritos não chegaria a lugar algum, no Brasil vira presidente da República.

Após Dilma chegamos a conclusão que qualquer pessoa poderá presidir este pais. Não consigo compreender como alguém sem qualquer preparo ganha uma eleição, faz um governo pífio e ainda corremos o risco (risco sério) de tê-la reeleita. Quer dizer, saber, sabemos. É a velho política que alia abuso de poder estatal, programas de compra de voto, benesses as elites, esmolas aos mais pobres e por aí vai.

Não fossem os fundamentos da nossa economia serem sólidos, construídos ao longos de décadas já teriam quebrado o país. Não duvidem que consigam. A inflação já chega aos dois dígitos, para 2015, só a inflação represada, tanto o controle dos preços públicos, só Petrobras, por conta da política equivocada do governo e uso exacerbado como cabide de empregos, já perdeu bem mais de US$ 100 bilhões de dólares no valor, seja pela crise energética que o governo, com o nosso dinheiro está subsidiando e que encaminhará a conta para a população a partir de janeiro que vem. A conta com energia já passa de R$ 15 bilhões (quinze bilhões de reais).

Outro dia na Europa nossa presidente fez um discurso de improviso para a imprensa mundial e todos saíram do tal pronunciamento sem entender nada. Nada mesmo. E não foi porque os doutos jornalistas não possuíam conhecimentos básicos de português. Na verdade em língua nenhuma, nem mesmo em português as palavras faziam qual sentido.

“A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela (da Floresta Amazônica) porque é a capital da Amazônia (…). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo – derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo (…)”. Assim, graças a Dilma, os europeus ficaram sabendo que Manaus é a capital da Amazônia, que a Zona Franca está lá para impedir o desmatamento e que as árvores são “plantadas pela natureza”

“Eu quero destacar que, além de ser a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, mas, além disso, ali tem o maior volume de água doce do planeta, e também é uma região extremamente atrativa do ponto de vista mineral. Por isso, preservá-la implica, necessariamente, isso que o governo brasileiro gasta ali. O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali, seja porque olhamos a importância do que tiramos na Rio+20 de que era possível crescer, incluir, conservar e proteger.”

Pensei que não podia piorar. Aí vem Dilma e mostra que sempre se pode piorar um pouquinho mais. Por estes dias sua excelência foi ao norte conhecer os transtornos causados pelas cheias. Com discurso, no estilo autoritário (aquele estilo de falar impondo como se soubesse o que diz), passou a dizer que o Brasil em relaxa as águas está abaixo da Bolívia e que, portanto, a enchente no norte é culpa do rios do país vizinho, o Rio Benin e o Rio Madre Dios, afluentes do nosso Rio Madeira. Como uma professora falando aos alunos do primário (com todo respeito as professoras primárias), deixou claro que as cheias nada têm a ver com a construção das duas hidrelétricas construídas no rio. Entre tantas bobagens, vejam estas:

“E aí eu até disse aqui uma fábula, que vocês conhecem a fábula do lobo e do cordeiro. O lobo, na parte de cima do rio, olhou para o cordeiro e disse: “Você está sujando a minha água”. O cordeiro respondeu: “Não estou, não, eu estou abaixo de você, no rio”. A mesma coisa é a Bolívia em relação ao Brasil. A Bolívia está acima do Brasil, em relação à água. Nós não temos essa quantidade de água devido a nós, mas devido ao fato que os rios que formam o Madeira se formam nos Andes, ou em regiões altas, se eu não me engano, o Madre de Dios e o Beni, em regiões… em região eu acho que de altiplano um pouco mais baixo, o Mamoré. Então, não é possível que seja devido à Usina de Santo Antônio e a de Jirau a quantidade de água que tem no rio. A não ser que nós nos tomemos por cordeiro e nós não somos cordeiros. Ou seja, ninguém pode dizer para nós, que estamos embaixo, que a culpa da quantidade de água que está embaixo não é de quem está em cima, onde a água passa primeiro. É isso que eu estou dizendo.”

Não posso afirmar que

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as enchentes têm alguma relação com a construção das hidrelétricas. Especialistas consultados pelo MPF que entrou com ação exigindo que os consórcios abriguem e

os impactados e os indenizem pelos prejuízos sofridos. A mesma opinião têm as dezenas de entidades de defesa do meio ambiente.

Pessoalmente não tenho conhecimento ou certeza se estão certos ou não, mas sei, e qualquer um também sabe que os argumentos da presidente da República são tão falsos quanto uma nota de três reais. Ora, se chove muito no altiplano andino e as águas são represadas por barragens ou se os cursos dos rios sofreram alteração para implantação das usinas, é óbvio que essa ação, ao menos em tese, tem influência, sim, nas enchentes.

Não sei se é o caso, o que sei é que a presidente se mete a falar e parece desconhecer totalmente os assuntos sobre os quais opina. E isso é sobre tudo. Se tem discurso pronto, com alguma dificuldade ela consegue ler, mas se tem falar sem um roteiro prévio, o resultado é esse que estamos vendo. Em menos de dois meses esses vexames externo quanto interno.

As manifestações presidenciais são tão sofríveis e incompreensíveis que o pais corre o risco de virar uma piada global.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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